Blogue de um pretenso poeta, intelectual de cafeteria, reclamão de todas as horas e professor de Literatura por profissão (e, dizem, talento). Poemas e exercícios narrativos, crítica de cultura e maledicências ligeiras em tom farsesco. Tudo aqui é mentira.
1 de outubro de 2009
Frase do dia
Melhor a miséria alheia que a própria. O mesmo raciocínio, evidentemente, não se aplica às fortunas.
29 de setembro de 2009
26 de setembro de 2009
Pensamento do dia
Amor e sexo são iguais: ambos começam fortes e pujantes, duram pouco e terminam murchos e melancólicos. Melhor dizendo: sexo dura um pouquinho mais.
24 de setembro de 2009
22 de setembro de 2009
Outro poema
"Das incompatibilidades"
Como nasce o dia com sua chuva
Ou o sol e seus prenúncios secos
Teus olhos me encaram sem piscar
Fixa que estás no monitor que ora contemplo.
Difícil o amor em tempos como os nossos,
Difícil o amanhecer de teu olhar entreaberto,
Enredados os atalhos, embaralhados os trabalhos,
E, embora sejam iguais nossas agendas
Diversos são os ritmos que empreendemos
E quase nada caiba no que sobra
E eu me arraste em redor do que me resta
O amor (ou no que seja) feito código e virtualidade
Enquanto cai a chuva ou o sol se mostra
Mas é lá fora - onde a vida em si desacontece.
Como nasce o dia com sua chuva
Ou o sol e seus prenúncios secos
Teus olhos me encaram sem piscar
Fixa que estás no monitor que ora contemplo.
Difícil o amor em tempos como os nossos,
Difícil o amanhecer de teu olhar entreaberto,
Enredados os atalhos, embaralhados os trabalhos,
E, embora sejam iguais nossas agendas
Diversos são os ritmos que empreendemos
E quase nada caiba no que sobra
E eu me arraste em redor do que me resta
O amor (ou no que seja) feito código e virtualidade
Enquanto cai a chuva ou o sol se mostra
Mas é lá fora - onde a vida em si desacontece.
19 de setembro de 2009
Poema
"Apenas sobras"
Há momentos assim: ao nascer do dia
Ou no apagar as luzes só um buraco
Sem fundo te olha sem urgência
E, movas um dedo ou arrisques um riso,
Não haverá chuva para que brotem
As sementes que tão ciosa pousaste
Sobre o solo ainda de verde cobrindo.
Somente um sol calado e cálido
Arrastará teus dias e empedrará a seiva
E nada farás, a favor ou contra,
Porque há momentos assim, de uma
Inteira existência, de apenas sobras
Das mortas sementes que tão cuidosa lançaste.
Há momentos assim: ao nascer do dia
Ou no apagar as luzes só um buraco
Sem fundo te olha sem urgência
E, movas um dedo ou arrisques um riso,
Não haverá chuva para que brotem
As sementes que tão ciosa pousaste
Sobre o solo ainda de verde cobrindo.
Somente um sol calado e cálido
Arrastará teus dias e empedrará a seiva
E nada farás, a favor ou contra,
Porque há momentos assim, de uma
Inteira existência, de apenas sobras
Das mortas sementes que tão cuidosa lançaste.
18 de setembro de 2009
Toleima
Tem coisa mais idiota que gente que se comporta "rebeldemente" só para mostrar o quanto é transgressor?
15 de setembro de 2009
Um quase post e um poema
Pensei, num primeiro momento, em relatar algo que soube hoje, envolvendo minha pessoa e determinados conceitos que certas criaturas têm a meu respeito (ou falta de). Não que tenha sido surpresa, conhecendo a humanidade como a conheço, mas não deixa de ser chato. Desisti de escrever o post, em grande medida por conta de eu já o ter escrito alguns dias atrás, quando tratei de pessoas que precisam de atenção. Pois é, não mudou quase nada, a não ser que, no caso de hoje, talvez seja mesmo questão de aumentar a dosagem dos remédios ou internar-se de vez e jogar a chave fora. Repito: odeio (melhor: desprezo) gente que se acha tão importante que considere que EU me importe ou me incomode com elas.
Mas vamos ao poema:
Das esperas
(para M.)
Em chumbo as janelas saudaram o dia:
Arrastas teu corpo entre plúmbeas pombas
E teus pulmões se enchem das fezes e pó
Por asas e rodas trazidas de lá e cá.
O que desejas aqui não se encontra
Nem onde não esperas, muito menos quando.
Te deitas, esperando chegar o sono
Ou o gozo afogado em teu pleno escuro.
Resta-te a melodia torta que entoas
Ao fundo da sala, no ocaso do que não foi
Enquanto um jazz de desencontrado ritmo
Desanda sonhos, porvires - algum futuro.
Mas vamos ao poema:
Das esperas
(para M.)
Em chumbo as janelas saudaram o dia:
Arrastas teu corpo entre plúmbeas pombas
E teus pulmões se enchem das fezes e pó
Por asas e rodas trazidas de lá e cá.
O que desejas aqui não se encontra
Nem onde não esperas, muito menos quando.
Te deitas, esperando chegar o sono
Ou o gozo afogado em teu pleno escuro.
Resta-te a melodia torta que entoas
Ao fundo da sala, no ocaso do que não foi
Enquanto um jazz de desencontrado ritmo
Desanda sonhos, porvires - algum futuro.
12 de setembro de 2009
10 de setembro de 2009
Pensamento do dia
Se eu gostasse de igrejinhas, mudaria imediatamente para uma dessas cidades interioranas onde não acontece nada, ou melhor, onde o que acontece É nada. E não aconteceu nada. Nem vai.
5 de setembro de 2009
Reflexão irrefletida - 7
Há certos tipos que têm a necessidade doentia de manter relações de amizade ou coleguismo com todo mundo. Não é o meu caso. De uns tempos pra cá, sobretudo, ando prescindindo disso e radicalizando. Em bom português: ou gosto ou desgosto. Não sei se é a idade ou o ceticismo, mas ocorre que, tão logo eu ponha os olhos na figura, já posso dizer se presta ou não. Raramento erro. E, de quem eu gosto, sou capaz de mover o mundo. Claro que a contraparte é a de eu sequer tomar conhecimento daqueles de quem não gosto.
Esse preâmbulo todo (e o Fernando vai achar alguma verdade nisso, que eu sei) é para manifestar meu asco em relação a gente que precisa de atenção. Da sua. Ou melhor, da minha. São capazes de qualquer coisa: esbarrar com você em praças (esbarrar mesmo), falar mal de você para todo mundo, gritar por aí que você não dá atenção à insignificância do desprezado e por aí vai. Muitos poderão objetar que bastaria eu responder ao apelos da figura, quem sabe respondendo ao "bom dia" altissonante, que a chatice terminaria. Mas não. Gente assim, tão logo você abra a brecha da porta, já entra na sua sala, deita no sofá, tira os sapatos, abre sua geladeira, urina fora do vaso e ainda chama você por um apelido que ele mesmo criou. Ou seja, manifesta sua verdadeira face de folgado. E não duvido que, pelas suas costas, continuaria falando mal de você, da bagunça da sua casa e da cerveja pouco gelada. Há quem ache tipos assim engraçados. Eu não, até porque já conheço o enredo do pastelão que virá.
Esse preâmbulo todo (e o Fernando vai achar alguma verdade nisso, que eu sei) é para manifestar meu asco em relação a gente que precisa de atenção. Da sua. Ou melhor, da minha. São capazes de qualquer coisa: esbarrar com você em praças (esbarrar mesmo), falar mal de você para todo mundo, gritar por aí que você não dá atenção à insignificância do desprezado e por aí vai. Muitos poderão objetar que bastaria eu responder ao apelos da figura, quem sabe respondendo ao "bom dia" altissonante, que a chatice terminaria. Mas não. Gente assim, tão logo você abra a brecha da porta, já entra na sua sala, deita no sofá, tira os sapatos, abre sua geladeira, urina fora do vaso e ainda chama você por um apelido que ele mesmo criou. Ou seja, manifesta sua verdadeira face de folgado. E não duvido que, pelas suas costas, continuaria falando mal de você, da bagunça da sua casa e da cerveja pouco gelada. Há quem ache tipos assim engraçados. Eu não, até porque já conheço o enredo do pastelão que virá.
1 de setembro de 2009
29 de agosto de 2009
Da lógica deste mundo
- O trabalho não enobrece ninguém, mas enriquece o dono da empresa, que não liga para essa besteira de nobreza.
- Existe uma sutil diferença entre ser espontâneo e ser inconveniente. O problema é que quase ninguém sabe disso e, no dia a dia, resolvem que podem tratar você com a mesma "espontaneidade" com que tratam a curriola.
- Há os grossos autênticos e os calculistas. O que os separa é mais ou menos o que diferencia o imbecil do humorista. Um sabe o que está fazendo; o outro não tem a menor ideia.
- Uma infeliz chegou esses dias para mim e me contou ter encontrado um desafeto (comum, de acordo com ela). Melhor ainda: me perguntou se eu queria saber qual era o recado que ele me havia dado. Na hora, respondi que não tinha nem terei o menor interesse em saber nada a respeito dele, nem mesmo a data do sepultamento. Depois, porém, ponderei que devia ter perguntado a ela por que diabos ambos chegaram a conversar. Sim, porque desafeto meu sequer merece que eu olhe para ele, e a idiota trocou palavras com o mequetrefe. Desafeto dela? Sei, está mais me parecendo coisa de agente duplo.
- Já falei e repito: não me convidem para casamento nem para enterro. Também não me chamem para batizados e festas de aniversário com ingresso a ser pago pelo convidado. Aliás, repararam que, no caso dos dois primeiros, os únicos que não se divertem são os anfitriões?
- Quer minha inimizade? Não precisa fazer muito: basta respirar.
- Existe uma sutil diferença entre ser espontâneo e ser inconveniente. O problema é que quase ninguém sabe disso e, no dia a dia, resolvem que podem tratar você com a mesma "espontaneidade" com que tratam a curriola.
- Há os grossos autênticos e os calculistas. O que os separa é mais ou menos o que diferencia o imbecil do humorista. Um sabe o que está fazendo; o outro não tem a menor ideia.
- Uma infeliz chegou esses dias para mim e me contou ter encontrado um desafeto (comum, de acordo com ela). Melhor ainda: me perguntou se eu queria saber qual era o recado que ele me havia dado. Na hora, respondi que não tinha nem terei o menor interesse em saber nada a respeito dele, nem mesmo a data do sepultamento. Depois, porém, ponderei que devia ter perguntado a ela por que diabos ambos chegaram a conversar. Sim, porque desafeto meu sequer merece que eu olhe para ele, e a idiota trocou palavras com o mequetrefe. Desafeto dela? Sei, está mais me parecendo coisa de agente duplo.
- Já falei e repito: não me convidem para casamento nem para enterro. Também não me chamem para batizados e festas de aniversário com ingresso a ser pago pelo convidado. Aliás, repararam que, no caso dos dois primeiros, os únicos que não se divertem são os anfitriões?
- Quer minha inimizade? Não precisa fazer muito: basta respirar.
28 de agosto de 2009
Descanso
Os olhos funcionam pior que há alguns anos. Os ouvidos ainda dão para o gasto. A voz já era, reduzida a um fiapo. As costas doem, bem como o pescoço e adjacências. Ainda tenho cabelo, mas por quanto tempo? As rugas começam a surgir com mais ênfase. Não posso comer tudo do que gosto. Estou ganhando um cintura incômoda. E alergias antes inexistentes. Não suporto multidão nem filas. A alegria alheia me ofende. Sinceramente, diante de um quadro desses eu não teria muita esperança de poder aproveitar a vida depois da aposentadoria. Mesmo porque nem haverá uma. Vida. E aposentadoria, consequentemente.
27 de agosto de 2009
Balancete
Sabe quando você tem a impressão; não, mais que impressão, tem certeza de que sua vida está uma merda? Pois é assim que vejo o atual estágio de minha passagem por este mundo. Novidade alguma, é preciso dizer.
Mas sempre é possível um poema. E isso já resgata um pouco o que se perdeu (ou nunca se teve ou terá). Não é alento algum, embora traga um ânimo e permita ao menos um suspiro.
Mas sempre é possível um poema. E isso já resgata um pouco o que se perdeu (ou nunca se teve ou terá). Não é alento algum, embora traga um ânimo e permita ao menos um suspiro.
22 de agosto de 2009
Dias assim
É quando dela me lembro, ela tão tropical, tão afeita aos calores e aos verdes, sempre no fundo de seus olhos levemente tristes e ao mesmo tempo doando um não se contentar com ela própria, ela com seu afã de nunca estar, uma hora aqui outra acolá, ela com seu modo meio bruto e macias palavras, que eu saboreava como se estivéssemos apenas nós, corpos e desejos enlaçados, noites e dias a fio. É em dias assim, de melancolias pintando o céu, que dela faço questão de recordar, ainda que o coração sangre e doa, sem nada receber de volta.
18 de agosto de 2009
Tudo de bom
Semaninha do inferno esta que chega em sua metade. Nenhuma perspectiva de dinheiro, muito trabalho infrutífero, encontros compulsórios com gente lesada - enfim, a leseira habitual de quem vive neste país e neste planeta miserável.
A novidade é que pode ficar ainda pior, tendo em vista as notícias maravilhosas que lemos e vemos. Trambiques de todas as ordens. Falcatruas, roubalheiras, "eu-não-sei-de-nada" a rodo, desmentidos a cada segundo e, agora, censura prévia. Dos militares se pode dizer tudo, mas nem eles conseguiram levar o país ao estado de coisas a que chegamos. Nenhuma saudade deles no poder, mas que é triste ver que nada que vale a pena realmente mudou. E assim seguimos, sempre e mais bovinamente.
A novidade é que pode ficar ainda pior, tendo em vista as notícias maravilhosas que lemos e vemos. Trambiques de todas as ordens. Falcatruas, roubalheiras, "eu-não-sei-de-nada" a rodo, desmentidos a cada segundo e, agora, censura prévia. Dos militares se pode dizer tudo, mas nem eles conseguiram levar o país ao estado de coisas a que chegamos. Nenhuma saudade deles no poder, mas que é triste ver que nada que vale a pena realmente mudou. E assim seguimos, sempre e mais bovinamente.
15 de agosto de 2009
Ora essa!
Sabe o que é pior? É essa conversinha besta de "poupar as crianças" da linguagem chula, da violência, da ausência de sentido em tudo. Cada vez que ouço um(a) babaca vir com esse discurso minha vontade é de pegar uma pá (ou uma picareta, para combinar o alvo com a arma) e dar muito na cabeça da figura. O resultado dessa imbecilidade "educacional" é criarmos esse bando de idiotas, sádicos a perder de vista, sem nenhum princípio ou moral ou o que seja para frear os instintos animalescos. Soa paradoxal, mas não é. Mas querer que as pessoas entendam isso é exigir muito delas.
12 de agosto de 2009
Francamente
O segredo para a boa convivência é manter uma distância segura de quem você gosta e uma distância mais segura ainda de quem você não gosta. Há quem discorde e diga, repetindo o velhíssimo ditado, de que é "preciso manter os amigos perto e os inimigos mais perto ainda". Acho, entretanto, masoquismo demais, embora reconheça que, em se tratando de inimigos, sempre é bom tê-los ao alcance dos olhos, já que nunca se sabe quando vão aprontar uma para cima de você. Como, no entanto, a vida anda curta e chata demais para cuidar da maluquice alheia, prefir cuidar da minha mesmo e deixar os conspiradores maquinando suas maldades pra lá. Por assim dizer, minha frase nem vai tão longe, e se refere mais a gente de quem não gosto mesmo, por idiossincrasias minhas ou delas. Então continua valendo o dito: de malucos eu mesmo me basto.
9 de agosto de 2009
Frases doloridas
- Não tenho mais paciência para jogos. Principalmente aqueles que envolvem outros seres humanos.
- Apesar do calor desgraçado, deu vontade comer fondue. O problema é que isso envolve convidar pessoas, aquela desgraça toda. Melhor fazer um sanduíche de queijo quente. O princípio é o mesmo e dá menos trabalho.
- Dez mil visitantes? Bom, que esses(as) abnegados(as), ao menos, tenham se divertido ao passar por aqui. De todo modo, meu muito obrigado.
- Apesar do calor desgraçado, deu vontade comer fondue. O problema é que isso envolve convidar pessoas, aquela desgraça toda. Melhor fazer um sanduíche de queijo quente. O princípio é o mesmo e dá menos trabalho.
- Dez mil visitantes? Bom, que esses(as) abnegados(as), ao menos, tenham se divertido ao passar por aqui. De todo modo, meu muito obrigado.
2 de agosto de 2009
Poema
"Poema à direita"
É fácil assim: o branco não se mescla
À impureza do preto qual xadrez
Sem partições, de que resta o campo
Rubro onde boiam corpos putrefatos.
O passo seguinte é desconcordar
Das incrustradas jazidas oleosas
A prometer remissão e boa vontade
E uma caixa de sonhos bons.
Mas o ponto máximo da guinada
- Se foi isso, e não o natural fado -
É descrer do poder e da inocência
Do povo, essa forma desenformada
A quem tanto faz quem manda ou desmanda
Desde que o pão lhe pague e o circo traga.
É fácil assim: o branco não se mescla
À impureza do preto qual xadrez
Sem partições, de que resta o campo
Rubro onde boiam corpos putrefatos.
O passo seguinte é desconcordar
Das incrustradas jazidas oleosas
A prometer remissão e boa vontade
E uma caixa de sonhos bons.
Mas o ponto máximo da guinada
- Se foi isso, e não o natural fado -
É descrer do poder e da inocência
Do povo, essa forma desenformada
A quem tanto faz quem manda ou desmanda
Desde que o pão lhe pague e o circo traga.
Mais reflexões distendidas
O discurso que preconiza que a conversa ainda não chegou à cozinha, devia ter validade em sentido contrário, ou seja, certas conversas que surgem na cozinha jamais deveriam sair de lá. É preconceito de classe, sim. Cansei de ser politicamente hipócrita.
By the way, aos que me criticam por isso (e são muitos, minha paranoia não me deixa pensar o contrário), vale dizer que, ao menos, não finjo um interesse ou uma amizade que não tenho e nunca terei. Nesse sentido, sou autêntico até o limite do insuportável (para os outros).
By the way, aos que me criticam por isso (e são muitos, minha paranoia não me deixa pensar o contrário), vale dizer que, ao menos, não finjo um interesse ou uma amizade que não tenho e nunca terei. Nesse sentido, sou autêntico até o limite do insuportável (para os outros).
1 de agosto de 2009
Receita para criar idiotas
Junte numa sala ampla, de preferência bem ventilada, um bando de pessoas que acham que sabem muito. Na hora de comprar, escolha pelo ego: quanto maior, melhor o resultado. Pague pelo que eles realmente valem (de graça). Ponha dois ou três para liderar, os mais vistosos. Recursos eletrônicos são de grande valia nessa hora. Faça todos falarem ao mesmo tempo, fazendo as perguntas as mais estúpidas. Não deixe que sejam respondidas. Aqueça o ambiente. Quando crescer, dividir em grupos e atribuir funções e tarefas um a um, sem que haja qualquer tipo de comunicação entre os participantes. Espalhe tudo em uma superfície inadequada. Sirva fervendo. O resultado sairá em um semestre. Ou, se o clima estiver propício, em três anos.
30 de julho de 2009
Da impaciência
Não bastasse ter de suportar as minhas idiossincrasias, ainda tenho de ser paciente com as dos outros? Mas nem pensar!
29 de julho de 2009
Experiências cinemalógicas
Fila para comprar ingresso. Sim, pois as torres que os vendem "antecipadamente" estavam desligadas. Minto: uma estava quebrada. Além disso, só aceitam uma bandeira de cartão de débito - aquela que não tínhamos. Na hora de comprar o bendito, mais problemas: não aceitam cartão de crédito. E o de débito, vocês já sabem.
Fila da pipoca. Se é que se pode chamar de pipoca aquele saco pantagruélico invariavelmente acompanhado de doses atordoantes de refrigerante. Reparem que tudo é superlativo, inclusive e principalmente os preços. E na hora de pagar, de novo ele: o cartão de débito daquela bandeira específica. Podia ser dinheiro, que ninguém mais carrega. Também podia ser vale-refeição, oba! Mas só se for de papel, os eletrônicos "nós não podemos estar aceitando". Para a imagem de modernidade que a rede de cinema projeta, foi um susto: é mais ou menos como dizer que "fazemos tudo para dificultar sua vida". E, levando em conta que o indivíduo não pode entrar com nenhum tipo de come ou bebe que não seja comercializado por eles, é coisa para se pensar longamente.
Tem mais, mas o tempo acabou.
Fila da pipoca. Se é que se pode chamar de pipoca aquele saco pantagruélico invariavelmente acompanhado de doses atordoantes de refrigerante. Reparem que tudo é superlativo, inclusive e principalmente os preços. E na hora de pagar, de novo ele: o cartão de débito daquela bandeira específica. Podia ser dinheiro, que ninguém mais carrega. Também podia ser vale-refeição, oba! Mas só se for de papel, os eletrônicos "nós não podemos estar aceitando". Para a imagem de modernidade que a rede de cinema projeta, foi um susto: é mais ou menos como dizer que "fazemos tudo para dificultar sua vida". E, levando em conta que o indivíduo não pode entrar com nenhum tipo de come ou bebe que não seja comercializado por eles, é coisa para se pensar longamente.
Tem mais, mas o tempo acabou.
28 de julho de 2009
De volta!
Mas assim: trabalhando muito. E sem receber, o que é mais divertido ainda. E sob o risco de levar um calote, o que torna tudo hilariante. Fora isso, está tudo a lesma lerda de sempre. Quer dizer, está pior, mas isso vocês já sabem.
P.S.: fomos ao cinema no último domingo. A experiência, que relatarei mais tarde, me fez relembrar alguns dos motivos de minha cada vez mais crescente misantropia.
P.S.: fomos ao cinema no último domingo. A experiência, que relatarei mais tarde, me fez relembrar alguns dos motivos de minha cada vez mais crescente misantropia.
19 de julho de 2009
Frase do dia
Todos querem ser felizes, mas ninguém suporta a felicidade quando, por acidente, tem de conviver com ela.
17 de julho de 2009
Conto Ligeiro
Quando percebi o olhar enviesado, não tive mais como desviar. Ela me pegou de jeito, no meio do peito.
14 de julho de 2009
8 de julho de 2009
Rápida de novo
Dos relacionamentos
Quando você acha que entendeu, aí é que não entendeu nada mesmo. Mas se achar que não entendeu, bem, aí você está totalmente certo.
Quando você acha que entendeu, aí é que não entendeu nada mesmo. Mas se achar que não entendeu, bem, aí você está totalmente certo.
6 de julho de 2009
Curto e grosso 3
Os únicos seres que acreditam em educação neste país são aqueles que ganham (muito) dinheiro com ela. Os que deveriam ser os principais interessados, claro, não estão nem aí. O importante é que haja merenda e um lugar sossegado para traficar drogas e armas.
5 de julho de 2009
3 de julho de 2009
2 de julho de 2009
Curto e grosso
Olha, até queria aparecer nesse encontro, mas tenho uma biópsia do fígado pra fazer amanhã e não tem como adiar.
30 de junho de 2009
28 de junho de 2009
Rápida
Não contente com as desgraças habituais, ainda deu pra fazer a barba com navalha. Um escorregão e zás!
27 de junho de 2009
20 de junho de 2009
Vamolá!

Minha amiga Ivana vai lançar seu primeiro romance nesta próxima terça-feira e eu estarei lá também, embora por pouco tempo. Queria muito comparecer à segunda parte da festa, que promete ser divertida, mas acho que não vai ter como. De todo modo, ficarei feliz em ver ou rever as pessoas amigas, e tenho certeza de que a Ivana vai gostar de ter possíveis novos leitores(as). E nem preciso dizer que a Livraria da Vila é um point obrigatório para quem deseja participar da vida cultural de São Paulo - bem como a Mercearia. Então, se sua personalidade tender mais pro lado etílico, apareça na segunda parte do evento, mas não se assuste com o caos lá reinante. Faz parte do programa, e não seria a mesma coisa se não fosse daquele jeito.
18 de junho de 2009
O mundo à revelia
Então deixa eu ver se entendi: milhares de pessoas vão às ruas protestando contra uma eleição fraudulenta, há mortes no confronto, o governo prende e arrebenta, expulsa jornalistas, impõe censura geral e tudo se resume a uma espécie de fla X flu? A sorte do Lula é que nós, aqui, somos desinformados demais, imbecis demais, estúpidos demais, cordeirinhos demais e f.d.ps além da conta para levarmos na devida conta mais essa declaração infeliz (e reveladora da verdadeira índole de nosso mandatário maior). Fôssemos sérios, isso dava no mínimo a abertura de um processo no Senado. Mas as pessoas, imersas na gelatina morna da inconsciência ou da ausência de caráter, preferem fazer ouvidos moucos e dizer que "se a economia está bem, que mal tem?". Pois nem esta se salvará, leiam o que aqui escrevo.
17 de junho de 2009
12 de junho de 2009
Dia dos namorados
Na verdade, dia dos enamorados. Mas é só pra felicitar a quem teve a boa sorte de achar companhia/um amor/um cacho/a metade de sua laranja/sua alma gêmea e outras denominações mais ou menos felizes para aquela pessoa que terá a impossível tarefa de manter acesa a esperança que todos temos de, sim, encontrar aquela condição impossível a que chamamos felicidade. Não vai durar para sempre, nem vai sobreviver às privações de nossa existência, nem irá crescer com o passar dos dias (e semanas, meses ou anos), mas nem por isso a maioria de nós deixa de - alguns desesperadamente - buscá-la onde quer que acreditemos que ela está. Claro que o fato de vocês crerem nisso não vai mudar um fio de cabelo da condição desgraçada do gênero humano, pelo contrário, só reforça isso. Mas o que seria da arte não fosse essa busca inútil e sempre inglória? E como eu teria material para escarnecer de vocês, que nem com todos os pés na bunda deixam de acreditar na possibidade do amor? Então, divirtam-se.
Aviso aos navegantes
O chavão do título se justifica: trata-se de esclarecer uma questão que já deveria ter ficado implícita nos pressupostos deste blogue, mas como vivemos tempos mais e mais explícitos (você tem de explicar tudo, absolutamente TUDO, já que falta inteligência - ou sobra má-fé - à maioria de seus interlocutores), convém novamente explicar.
Nem tudo o que aqui se escreve (melhor seria dizer quase nada) reflete necessariamente o que o dono do blogue realmente pensa a respeito de tal e qual assunto. É caso de discutir se o referido sujeito PENSA, mas aí já é outra história. Pra variar, confunde-se a persona, a personagem, com a pessoa - que não são uma e única coisa, embora possam compartilhar do mesmo corpo eventualmente.
A graça está aí, no jogo de incertezas que o texto estabelece. Por exemplo, quantos idiotas não acham que Brás Cubas reflete exatamente o que seu criador, Machado de Assis, achava de seu mundo e tempo? Nem por isso é impossível afirmar o contrário. Mas chega a ser engraçado saber que pessoas que leem este blogue tomem como verdade pessoal deste que aqui escreve a enxurrada de maledicências e comentários ligeiros que são aqui postadas. Nem mesmo as lamúrias pessoais, bem pesadas as coisas, são propriamente pessoais. Mas acho que não adianta argumentar com quem raciocine (?) de modo diverso.
Vou repetir: tudo aqui é mentira.
Nem tudo o que aqui se escreve (melhor seria dizer quase nada) reflete necessariamente o que o dono do blogue realmente pensa a respeito de tal e qual assunto. É caso de discutir se o referido sujeito PENSA, mas aí já é outra história. Pra variar, confunde-se a persona, a personagem, com a pessoa - que não são uma e única coisa, embora possam compartilhar do mesmo corpo eventualmente.
A graça está aí, no jogo de incertezas que o texto estabelece. Por exemplo, quantos idiotas não acham que Brás Cubas reflete exatamente o que seu criador, Machado de Assis, achava de seu mundo e tempo? Nem por isso é impossível afirmar o contrário. Mas chega a ser engraçado saber que pessoas que leem este blogue tomem como verdade pessoal deste que aqui escreve a enxurrada de maledicências e comentários ligeiros que são aqui postadas. Nem mesmo as lamúrias pessoais, bem pesadas as coisas, são propriamente pessoais. Mas acho que não adianta argumentar com quem raciocine (?) de modo diverso.
Vou repetir: tudo aqui é mentira.
10 de junho de 2009
Cansaço II
Olha, nesse ritmo a coisa comigo vai acabar descambando é pra um ataque do coração ou falência múltipla dos órgãos. Por enquanto, apenas uma dor intermitente nas costas - que não me deixa dormir direito. E uma infelicidade constante. E um coração vazio e seco.
De resto vai tudo bem.
De resto vai tudo bem.
4 de junho de 2009
Não existe amor
O ser humano só se interessa por duas coisas: sexo e dinheiro. Historicamente, nessa ordem. Mais modernamente, o segundo sobrepujou o primeiro de forma quase exclusiva. Alguém vai dizer que faltou outro motivador: a comida. Não, ela está contida no dinheiro. Ou no sexo. Ou em ambos. E é isso que vocês costumam chamar - romanticamente - de amor.
2 de junho de 2009
Refresco
Um bom frio. Dá até pra imaginar que estamos no primeiro mundo. Mas vai durar pouco. Aliás, durou: foi só chegar à banca de jornais e ler as manchetes pra ter certeza que o inferno continua.
30 de maio de 2009
Comentário
Do jeito que anda esse mundo sem deus, com patrulhamentos de todos os matizes, espécies e inclinações, a saída será ficar dentro de casa, portas e janenas fechadas, deitados na cama ou sentados no sofá, sem fazer um movimento ou sequer respirar. Criança não pode ler livro com palavrão (nem mesmo dentro do contexto); você não pode criticar um livro, pois corre o risco de ser processado pelo autor; não pode comer sanduíche em grandes redes porque "faz mal à saúde" (e o das pequenas, pode?); não pode falar mal das pessoas; não pode ser politicamente incorreto; não pode ter humor negro (é "racismo"); não pode fazer comentários irônicos para não chocar as almas puras e hipocritamente inocentes, e a lista não tem fim. Verdade é que, por mim, não sairia mesmo de casa; tem gente que, às sete da manhã, já exala aromas desagradáveis por todos os orifícios - e mesmo depois de tomar banho; os transportes coletivos andam cada vez mais coletivos; dirigir pela cidade está se tornando uma aventura no mundo da barbárie; cafés e restaurantes estão sempre cheios e mais e mais inacessíveis a bolsos comuns... Assim, não demora muito e será melhor mesmo que todos fiquemos em casa, quando muito para não encher a paciência do próximo.
28 de maio de 2009
22 de maio de 2009
Devo, não nego.
Estou escrevendo um poema que também não termina nunca. Mas, nesse caso, é falta de tempo mesmo.
Para não ficar em branco 4
Viver, já disse Riobaldo (Grande sertão: veredas), é muito perigoso. Ultimamente, entretanto, está ficando mais e mais complicado. E chato. Somos massacrados por imposições politicamente corretas, advogados chicaneiros, achacadores em geral, chantagistas, vendedores de bala e chiclete, administradores incompetentes, motoristas alucinados, governantes pessimamente intencionados, relacionamentos amorosos frustrados e/ou desastrosos, contas e mais contas, impostos de todos os tipos, invejosos, ciumentos, gente "fofa", bichinhos cor-de-rosa, acordos ortográficos, obrigações profissionais e acadêmicas, doenças, e a lista não teria fim se este escriba não a terminasse agora. Bem dizem que a existência é um oceano de provações e uma e outra ilhota de prazeres, mas pergunto: e quando seu existir se resume a um remar infindável num mar sem qualquer horizonte?
19 de maio de 2009
Sempre tem um mas...
Mas ela é tão bonita que até as luzes da cidade brilham mais quando ela aparece com seu sorriso de miríades e os olhos ligeiramente tristes. E não tem dia nem noite que eu não pense nela e queira me afogar naquela morena pele e de tudo esquecer. O amor é sempre uma forma de esquecimento, mesmo quando nele nos lembramos.
Pequenas observações cotidianas
- Não há paixão, amor ou qualquer sentimento semelhante que resista a uma joanete.
- Uma amiga observa que a profusão de malucos(as) aumenta exponencialmente. Eu replico dizendo que, na verdade, tudo é fruto da onda politicamente correta, que chama de preconceituoso os que colam no outro a tarja de "maluco(a)".
- Sim, estive e estou doente. Mas eu acho que se trata mesmo de fadiga do material.
- Vou começar um livro que começa assim: "Numa linda madrugada primaveril..." Do jeito que andam as coisas, ainda é capaz de eu ganhar um prêmio de originalidade.
- Sabe dono de perua tipo kombi e assemelhadas? Pois é, deviam prender todos e fuzilá-los pelo crime de extremo mau gosto e atentado à decência.
- O interesse das pessoas pela literatura, salvo raras exceções, é nenhum. Nada mais demonstrativo da miséria em que vivemos.
- Uma amiga observa que a profusão de malucos(as) aumenta exponencialmente. Eu replico dizendo que, na verdade, tudo é fruto da onda politicamente correta, que chama de preconceituoso os que colam no outro a tarja de "maluco(a)".
- Sim, estive e estou doente. Mas eu acho que se trata mesmo de fadiga do material.
- Vou começar um livro que começa assim: "Numa linda madrugada primaveril..." Do jeito que andam as coisas, ainda é capaz de eu ganhar um prêmio de originalidade.
- Sabe dono de perua tipo kombi e assemelhadas? Pois é, deviam prender todos e fuzilá-los pelo crime de extremo mau gosto e atentado à decência.
- O interesse das pessoas pela literatura, salvo raras exceções, é nenhum. Nada mais demonstrativo da miséria em que vivemos.
13 de maio de 2009
Cansaço
E uma faringite/amigdalite pra atazanar. De quebra, um resfriado, com direito ao pacote inteiro (coriza, leseira etc.). Fiz o de praxe: médico, farmácia. Por enquanto, o anti-inflamatório curou tudo, menos o probleminha na garganta. Mas acho que ainda não vai ser desta vez que vou morrer. Bom, mas vai saber, não é mesmo?
10 de maio de 2009
Um quase êxtase
A despeito do montão de coisas urgentes, uma parada pra assistir a Star Trek, que estreou na última sexta-feira. Ok, J.J.Abrams destrói Vulcano, mas o filme, per si, é muito bom. Para não ficar no mero impressionismo, posso dizer que o diretor conseguiu de fato realizar um misto bem temperado entre um filme para fãs e outro para quem não conhecia a série. As cenas de ação, tanto as humanas quanto as digitais, são de prender o fôlego. E, claro, a emoção de ver dois Spocks contracenando (Leonard Nimoy e Zachary Quinto) supera em muito a que tive em ver Kirk e Picard um mesmo filme. Os ortodoxos sempre terão motivos para criticar o que eles chamam de "heresias", mas mesmo isso, quer me parecer, ficou bem resolvido no roteiro. (Observação última: ver Jennifer Morrison, a dra. Cameron de House, no papel de mãe do Kirk já teria valido o ingresso...hehehe!)
8 de maio de 2009
Frases felizes
- Quem não tem nada o que fazer arruma rapidinho problemas para os outros.
- A beleza está nos olhos de quem come.
- Por que certas pessoas fazem questão de confirmar a frase rodrigueana "bonitinha(o) mas ordinária(o)"?
- Tem gente que merecia levar surra de mangueira - palavras de meu amigo Fernando. Acrescento: de mangueira e de fio elétrico.
- Altruísmo é para os trouxas.
- Tente ser bom para com as pessoas. O melhor é pode acontecer é você levar uma cadeirada nas costas. E dê-se por felizardo.
- Repito um de meus mantras: nada está tão ruim que não possa ficar ainda pior. Se você viver no Brasil, então...
- Outro: ninguém nunca perdeu dinheiro por subestimar a inteligência alheia. Vale para outros objetos e circustãncias. E nunca esteve tão atual.
- A beleza está nos olhos de quem come.
- Por que certas pessoas fazem questão de confirmar a frase rodrigueana "bonitinha(o) mas ordinária(o)"?
- Tem gente que merecia levar surra de mangueira - palavras de meu amigo Fernando. Acrescento: de mangueira e de fio elétrico.
- Altruísmo é para os trouxas.
- Tente ser bom para com as pessoas. O melhor é pode acontecer é você levar uma cadeirada nas costas. E dê-se por felizardo.
- Repito um de meus mantras: nada está tão ruim que não possa ficar ainda pior. Se você viver no Brasil, então...
- Outro: ninguém nunca perdeu dinheiro por subestimar a inteligência alheia. Vale para outros objetos e circustãncias. E nunca esteve tão atual.
7 de maio de 2009
Pensamentos felizes
- Depois, quando eu digo que a única solução para o problema da humanidade é jogar veneno nos reservatórios as pessoas acham engraçado e pensam que tudo não passa de brincadeira de minha parte...
- Alguém, tendo lido o post de ontem, pode me interpelar dizendo: "Mas, então, por que você continua vivendo?" Já respondi a essa indagação alguns posts antes, mas acrescento o seguinte: viver sabendo que nada tem sentido pode ser insuportável para a maioria, mas para mim é da condição de qualquer ser vivo. Nós, humanos, é que achamos que a existência tem alguma razão de ser.
- Alguém, tendo lido o post de ontem, pode me interpelar dizendo: "Mas, então, por que você continua vivendo?" Já respondi a essa indagação alguns posts antes, mas acrescento o seguinte: viver sabendo que nada tem sentido pode ser insuportável para a maioria, mas para mim é da condição de qualquer ser vivo. Nós, humanos, é que achamos que a existência tem alguma razão de ser.
5 de maio de 2009
Amenidades
- Quanto mais eu vivo, mais me dou conta que o emburrecimento se alastra. Daqui a pouco até eu, que me vacinei, posso ser contaminado.
- Essa conversa mole de chamar retardado de deficiente só serve mesmo pra encher o bolso dos pedagogos, dos especialistas em educação e do pessoal dos direitos humanos.
- O próximo passo é estabelecer cotas para os que não têm cotas. Sugestão: vamos criar uma cota nas passagens de avião também. Dez por cento ficariam com os afrodescendentes; 15% com os índios; 25% para os sem renda; mais 10% para os brancos de olhos azuis, e assim por diante. O passo seguinte é fazer o mesmo nos hospitais de ponta, nos consultórios odontológicos e na pedicure.
- No fundo mesmo eu quero é saber qual vai ser a minha parte. Afinal também sou minoria.
- Lembre sempre que o ser humano só é movido por duas coisas: dinheiro e sexo. Se ambos vierem juntos, melhor. Senão, o dinheiro já basta. O resto é papo pra boi se suicidar de tanto tédio.
- Ainda estou esperando quem me prove o contrário.
- A última: viver não tem sentido algum, assim como a morte. Criamos deuses, mundos outros, religiões, tudo para conferir algum senso nisto que é somente contrasenso. A desgraça de alguém não é nada, em escala universal, nem tem qualquer significado plausível. Nós é precisamos disso tudo para seguirmos minimamente civilizados e tenuamente sãos. Mas é um barbante apenas isso com o qual amarramos a ilusão de que somos mais que ínfimas partículas de coisa alguma.
- Essa conversa mole de chamar retardado de deficiente só serve mesmo pra encher o bolso dos pedagogos, dos especialistas em educação e do pessoal dos direitos humanos.
- O próximo passo é estabelecer cotas para os que não têm cotas. Sugestão: vamos criar uma cota nas passagens de avião também. Dez por cento ficariam com os afrodescendentes; 15% com os índios; 25% para os sem renda; mais 10% para os brancos de olhos azuis, e assim por diante. O passo seguinte é fazer o mesmo nos hospitais de ponta, nos consultórios odontológicos e na pedicure.
- No fundo mesmo eu quero é saber qual vai ser a minha parte. Afinal também sou minoria.
- Lembre sempre que o ser humano só é movido por duas coisas: dinheiro e sexo. Se ambos vierem juntos, melhor. Senão, o dinheiro já basta. O resto é papo pra boi se suicidar de tanto tédio.
- Ainda estou esperando quem me prove o contrário.
- A última: viver não tem sentido algum, assim como a morte. Criamos deuses, mundos outros, religiões, tudo para conferir algum senso nisto que é somente contrasenso. A desgraça de alguém não é nada, em escala universal, nem tem qualquer significado plausível. Nós é precisamos disso tudo para seguirmos minimamente civilizados e tenuamente sãos. Mas é um barbante apenas isso com o qual amarramos a ilusão de que somos mais que ínfimas partículas de coisa alguma.
4 de maio de 2009
Menos uma semana...
- Na minha idade, passamos a contar o tempo que falta, ou melhor, subtraímos semanas do tempo que nos resta.
- Tenho um impulso fatal de desprezar qualquer um(a) que admita não querer saber mais do que aprendeu até ali. Sabe aquele tipo de gente que se contenta com o que tem? Pois é. Creio (sim, acredito em alguma coisa) que sempre é possível aprender mais, salvo em casos particulares (limitações neurológicas ou coisas do tipo), e admitir desinteresse por um e outro assunto "porque não servem pra minha carreira" é chamar a si próprio de idiota. Mas, pensando melhor, que seria dos gênios não fosse a existência dos imbecis? Não, melhor deixar tudo como está mesmo.
- Não fui a nenhum evento da Virada Cultural. E não me sinto mal por isso. Esse tipo de coisa, na verdade, me causa pavor. Se bem que, ultimamente, até ir ao cinema causa esse efeito em mim. Aliás, também não fui ao cinema. Esta cidade tem ficado mais e mais insuportável, e realmente não tenho a menor vontade de sair de casa pra me confraternizar com um bando de primatas. Se é pra ficar irritado, melhor ficar em casa e ouvir o pagode que os vizinhos insistem em ouvir. Não muda nada, mas pelo menos posso assistir a um filme no DVD e abrir a geladeira na hora em que eu quiser.
- Tenho um impulso fatal de desprezar qualquer um(a) que admita não querer saber mais do que aprendeu até ali. Sabe aquele tipo de gente que se contenta com o que tem? Pois é. Creio (sim, acredito em alguma coisa) que sempre é possível aprender mais, salvo em casos particulares (limitações neurológicas ou coisas do tipo), e admitir desinteresse por um e outro assunto "porque não servem pra minha carreira" é chamar a si próprio de idiota. Mas, pensando melhor, que seria dos gênios não fosse a existência dos imbecis? Não, melhor deixar tudo como está mesmo.
- Não fui a nenhum evento da Virada Cultural. E não me sinto mal por isso. Esse tipo de coisa, na verdade, me causa pavor. Se bem que, ultimamente, até ir ao cinema causa esse efeito em mim. Aliás, também não fui ao cinema. Esta cidade tem ficado mais e mais insuportável, e realmente não tenho a menor vontade de sair de casa pra me confraternizar com um bando de primatas. Se é pra ficar irritado, melhor ficar em casa e ouvir o pagode que os vizinhos insistem em ouvir. Não muda nada, mas pelo menos posso assistir a um filme no DVD e abrir a geladeira na hora em que eu quiser.
30 de abril de 2009
Redundâncias
Acabei de ler: deputados aprovam cota de 10% para deficientes nas universidades. Isso vale dois comentários, um sério e outro mais sério ainda.
1. É muito fácil dar esmola com o bolso alheio.
2. Vale deficiente mental? Porque, se valer, essa cota já foi preenchida, ó, faz muuuito tempo!
1. É muito fácil dar esmola com o bolso alheio.
2. Vale deficiente mental? Porque, se valer, essa cota já foi preenchida, ó, faz muuuito tempo!
29 de abril de 2009
Amor
O que há são afetos desencontrados.
De resto, não é o explodir de fogos,
Mas aquele lugar vazio em sua mesa de jantar.
Não é correr sob a chuva,
Mas gritar desconexas palavras
Para estátuas de pétreo riso,
Ao lado de pessoas em passeios
Que você nunca mais verá.
Amor é meio isso: um cisto
No pescoço que é preciso lancetar.
De resto, não é o explodir de fogos,
Mas aquele lugar vazio em sua mesa de jantar.
Não é correr sob a chuva,
Mas gritar desconexas palavras
Para estátuas de pétreo riso,
Ao lado de pessoas em passeios
Que você nunca mais verá.
Amor é meio isso: um cisto
No pescoço que é preciso lancetar.
Tontices
Trabalhar muito e "descobrir" que, feitas as contas, você continua tão endividado quanto antes e ainda vai pagar mais imposto ao governo. Claro que estou muito feliz em contribuir para a manutenção das atividades do MST, dos "cumpanheiros" e das demais mamatas da politicalha deste país.
28 de abril de 2009
Barbas de molho
Pode ser teoria da conspiração demais, mas alguém parou para pensar que o tal linfoma na ministra-candidata pode ser golpe? Sabe, desses que aparecem por aí envolvendo celebridades que precisam alavancar sua audiência na TV e, de repente, surgem com um câncer gravíssimo que, meses depois, presto!, são "curados"? Pois é. Mas digamos que haja mesmo o tal problema. Nesse caso, sua gravidade pode ter sido... agravada só para aumentar a dramaticidade do negócio e a figura angariar simpatia e solidariedade da população, que veria nela um "exemplo de superação" e blá-blá-blá. Pode ser só paranoia demais deste escriba. Mas, neste mundo sem deus, nunca é demais botar as barbas e outras coisas de molho. Até para, constatado o golpe, não ficarmos todos com cara de trouxas. Que somos.
Ser social
Não me convidem, nunca, para duas coisas: casamento e funeral. Acho ambos um saco, quase nunca conheço os demais convidados e é quase certo que acabo dizendo alguma coisa bastante inconveniente.
Para as demais ocasiões sociais, vocês podem até me convidar - o que não significa que eu vá. Afinal: detesto multidões e gente em geral; só consigo conversar com duas pessoas ao mesmo tempo; mais que seis pessoas numa só mesa é algo que me deixa deprimido; gosto de comida quente e bebida gelada (e festas geralmente trazem o contrário disso); sempre há o risco de encontrar um desafeto; odeio estacionar o carro na rua; só saio em caso por absoluta necessidade e por conta de uma enorme amizade.
Para as demais ocasiões sociais, vocês podem até me convidar - o que não significa que eu vá. Afinal: detesto multidões e gente em geral; só consigo conversar com duas pessoas ao mesmo tempo; mais que seis pessoas numa só mesa é algo que me deixa deprimido; gosto de comida quente e bebida gelada (e festas geralmente trazem o contrário disso); sempre há o risco de encontrar um desafeto; odeio estacionar o carro na rua; só saio em caso por absoluta necessidade e por conta de uma enorme amizade.
24 de abril de 2009
Frase do dia
Há coisa mais sem graça que gente sem (senso de) humor? (Eu até diria que há, mas a lista seria enorme. Pouparei as pessoas que me leem de mais essa.)
23 de abril de 2009
Haja!
Nada mais me surpreende, mas uma porrada de coisas me irritam. Por exemplo: gente autocomplacente, autoajuda (livros, CDs e DVDs, programas de rádio e TV, palestras etc.), autoindulgentes em geral, os falsos modestos, coisas fofinhas, coitadinhos(as), diminutivos de qualquer espécie e matiz, detalhistas, os que "se acham", os que "não se acham", os que não têm curiosidade alguma, pessoas felizes, pagodeiro (e correlatos), educadores, gente que acredita em alguma forma de justiça, os que gostam de picolé de limão, os que empacam na fila, os que prometem mas não cumprem, os que se dizem sinceros, os que se irritam com tudo.
17 de abril de 2009
Frases soltas
Não acredite em sujeitos e/ou sujeitas de boa estampa. Quase sempre o conteúdo é nenhum. E, se houver algum, não presta.
Nunca perdi nada por subestimar as pessoas. Aliás, como já disse o capitalista, nunca ninguém perdeu dinheiro subestimando a inteligência alheia.
Artigo em falta, por sinal. A inteligência. E o dinheiro.
Como tem gente trouxa nesse mundo! Bom, no mundo não sei, mas neste país, com certeza! Só aqui um desinfeliz consegue enganar todo mundo o tempo todo. E os idiotas ainda acham que o cabra trabalha direito. Pois a verdade é que nem uma coisa nem outra.
A filhadaputice é a única constante universal.
Nunca perdi nada por subestimar as pessoas. Aliás, como já disse o capitalista, nunca ninguém perdeu dinheiro subestimando a inteligência alheia.
Artigo em falta, por sinal. A inteligência. E o dinheiro.
Como tem gente trouxa nesse mundo! Bom, no mundo não sei, mas neste país, com certeza! Só aqui um desinfeliz consegue enganar todo mundo o tempo todo. E os idiotas ainda acham que o cabra trabalha direito. Pois a verdade é que nem uma coisa nem outra.
A filhadaputice é a única constante universal.
16 de abril de 2009
Reflexão irrefletida - 6
Quando passamos a considerar que tudo que aí está "faz parte" da natureza dessa existência porca em que chafurdamos nós e os f.d.p., aí mesmo é que tudo está perdido. E, pelo que vi ontem, nada me convence do contrário - de que ainda existe uma luz no fim do túnel que não seja um caminhão vindo direto sobre a gente.
Não que haja alguma novidade nisso, mas os que ainda temos estômago, ficamos mais e mais com a sensação do desamparo, de que vale mesmo ser canalha vendendo todo e qualquer escrúpulo por uns trocados. E fazendo pessoas dignas sofrerem e se sentirem imprestáveis para o trabalho.
Desculpem o azedume, mas há horas que não dá mesmo.
Não que haja alguma novidade nisso, mas os que ainda temos estômago, ficamos mais e mais com a sensação do desamparo, de que vale mesmo ser canalha vendendo todo e qualquer escrúpulo por uns trocados. E fazendo pessoas dignas sofrerem e se sentirem imprestáveis para o trabalho.
Desculpem o azedume, mas há horas que não dá mesmo.
14 de abril de 2009
O pó
Algumas decepções, tristezas aqui e acolá, pessoas que se vão e deixam boas lembranças, outras que somem, outras ainda que saem batendo as portas. Faíscas cortam o ar de tensões e gritarias histéricas. Pessoas se descabelam, mas algumas há que mantêm o siso e seguem portando sorrisos (confesso ter receios dessas últimas). O que fica, enfim, nem sempre é o que queremos e desejamos. Aliás, quase nunca é. Mas, no fundo, bem lá no fundo, gostaria de algum alento para o futuro, que só promete mesmo a ruína. Esperarei deitado.
9 de abril de 2009
Passou!
Nada como o tempo, a distância, uma e outra tentativa de conversar e uma joanete que não curem uma recaída de paixão. Em frase mais curta: não há ilusão que resista a uma mínima dose de razão. Se não por mais nada, ajuda você a poupar um dinheirão com jantares, flores, cinema etc. na expectativa de coisa alguma. Sim, porque é o máximo que você vai conseguir.
8 de abril de 2009
Pausa
Desculpem a ausência - se é que alguém notou isso -, mas estou trabalhando muito. Mais do que deveria e poderia, levando em conta a idade e as condições físicas, que já não são as mesmas de uns vinte anos antes. Se bem que, nesse tempo, eu tinha de me virar dando aulas para um bando de chucros cujo grau de civilidade os aproximava, talvez, dos orangotangos (ok, estes são mais educados!). Mas, como desgraça nunca vem sozinha, basta dizer que tanta labuta ainda não rendeu um mísero dinheirinho para minhas combalidas finanças. A coisa funciona assim: a entrega de sua força de trabalho é imediata, mas a contrapartida sempre será a prazo - se possível em prestações. Não que em algum momento eu acreditasse que seria diferente, por favor, não me tomem por ingênuo. Enfim, como escrevi na abertura de meu perfil orkutiano: "O trabalho empobrece o homem."
Aliás, qual era mesmo a frase que encimava os portões de um daqueles campos de concentração nazistas? Posso e devo estar enganado, mas era algo no espírito "O trabalho liberta." Ah bom; e depois dizem que os alemães não têm senso de humor...
Falando um humor, aquele comercial daquela famosa marca alemã de automóveis, com os dois atores falando da excelência e da tecnologia do produto deles, ambos com sotaque germânico (com a graça sendo tirada justamente da confusão entre os gêneros das palavras), a peça é ótima. O produto em si não aparece (nem precisa), e o essencial está dito ali, na mistura entre "o" qualidade dos carros fabricados ali e a malandragem de um dos engenheiros alemães em brincar com a "germanidade" do outro. Politicamente incorreto, como quase tudo que essa empresa tem feito em termos de comerciais televisivos, mas dessa vez, muito mais simpático.
Momento "garoto enxaqueca": caminhamos, a passos largos, para a implantação de uma ditadura das supostas minorias. Ora, se a culpa pela crise é dos "brancos de olhos azuis", quanto falta para começarem a dizer, nas ruas, que "aquele japonês está tirando o meu emprego."? Ou "aquele judeu está me roubando"? É o ovo da serpente. E pior: incentivado por alguém que se diz o tempo todo ter sido discriminado por isso ou por aquilo - o que é mentira, por ser verdade.
Aliás, qual era mesmo a frase que encimava os portões de um daqueles campos de concentração nazistas? Posso e devo estar enganado, mas era algo no espírito "O trabalho liberta." Ah bom; e depois dizem que os alemães não têm senso de humor...
Falando um humor, aquele comercial daquela famosa marca alemã de automóveis, com os dois atores falando da excelência e da tecnologia do produto deles, ambos com sotaque germânico (com a graça sendo tirada justamente da confusão entre os gêneros das palavras), a peça é ótima. O produto em si não aparece (nem precisa), e o essencial está dito ali, na mistura entre "o" qualidade dos carros fabricados ali e a malandragem de um dos engenheiros alemães em brincar com a "germanidade" do outro. Politicamente incorreto, como quase tudo que essa empresa tem feito em termos de comerciais televisivos, mas dessa vez, muito mais simpático.
Momento "garoto enxaqueca": caminhamos, a passos largos, para a implantação de uma ditadura das supostas minorias. Ora, se a culpa pela crise é dos "brancos de olhos azuis", quanto falta para começarem a dizer, nas ruas, que "aquele japonês está tirando o meu emprego."? Ou "aquele judeu está me roubando"? É o ovo da serpente. E pior: incentivado por alguém que se diz o tempo todo ter sido discriminado por isso ou por aquilo - o que é mentira, por ser verdade.
3 de abril de 2009
Mais mau gosto
Olha, se é para ser ridículo, melhor andar por aí com um chapéu com penas de pavão do que exibir na cintura uma pochete bananinha. (O Fernando, no entanto, acha que usá-la pendurada no ombro é ainda pior. Devo concordar.)
Calça "santropeito", daquelas que vêm puxadas quase até o pescoço. Só devem ser permitidas após os 90 anos de idade. (Da calça ou da pessoa. O que vier primeiro.)
Cena na Rebouças outro dia: um sujeito de idade mais ou menos provecta, usando mocassim, bermuda até a metade do peito, chapéu com peninha e meias que vinham até o início do joelho. Vermelhas.
Aliás, sobre o uso de mocassins: deviam ser proibidos do nascimento até a pós-morte. Com meias, então, seria caso de fuzilamento.
Ternos que não em cor preta ou azul-marinho. E com sapatos pretos, por favor.
Agora, usar terno e carregar mochila, sinto muito, mas é evidência cabal de ausência de noção de ridículo. É a mesma coisa que calça de moletom com salto alto.
Do ponto de vista masculino, nada como a visão das mulheres usando calças justinhas, de cintura baixa, daquelas que você vê quase tudo. É vulgar, mas nem por isso é feio. Agora, exibir a faixa de gaza abundando em sobras e pelancas é dessas coisas que mereceriam a morte na fogueira, por uso de magia negra, ops, por uso de magia desprovida de luz.
Não acabou, não. Mas vocês não acham que eu tenho tempo para ficar mais que trinta minutos por dia escrevendo essas bobagens, acham?
Calça "santropeito", daquelas que vêm puxadas quase até o pescoço. Só devem ser permitidas após os 90 anos de idade. (Da calça ou da pessoa. O que vier primeiro.)
Cena na Rebouças outro dia: um sujeito de idade mais ou menos provecta, usando mocassim, bermuda até a metade do peito, chapéu com peninha e meias que vinham até o início do joelho. Vermelhas.
Aliás, sobre o uso de mocassins: deviam ser proibidos do nascimento até a pós-morte. Com meias, então, seria caso de fuzilamento.
Ternos que não em cor preta ou azul-marinho. E com sapatos pretos, por favor.
Agora, usar terno e carregar mochila, sinto muito, mas é evidência cabal de ausência de noção de ridículo. É a mesma coisa que calça de moletom com salto alto.
Do ponto de vista masculino, nada como a visão das mulheres usando calças justinhas, de cintura baixa, daquelas que você vê quase tudo. É vulgar, mas nem por isso é feio. Agora, exibir a faixa de gaza abundando em sobras e pelancas é dessas coisas que mereceriam a morte na fogueira, por uso de magia negra, ops, por uso de magia desprovida de luz.
Não acabou, não. Mas vocês não acham que eu tenho tempo para ficar mais que trinta minutos por dia escrevendo essas bobagens, acham?
2 de abril de 2009
Reflexão irrefletida - 5
Os "especialistas" desatavam a dizer, anos atrás, que o uso de walkman (e seus similares) representava o caráter de isolamento característico da cultura pós-moderna (ou coisa do tipo), e que isso era negativo, já que apontava para um mundo individualista e coisa e tal. Pois bem, passados pouco mais de dez anos, a última moda é carregar celular ao pescoço emitindo notas distorcidas de variações dos grunhidos praticados pelos homens das cavernas. Ou nhéns-nhéns-nhéns do funk-fuck, o que dá no mesmo. E a porcaria vem em tão alto volume que é possível ouvi-la mesmo na balbúrdia dos ônibus. Quer dizer: não basta ter mau gosto; há de se compartilhá-lo com os demais. Depois dizem não saber os motivos do aumento da violência urbana. Celular no pescoço, e com música (sic) alta é um deles.
Adendo: no ônibus, ontem, entrou o louquinho do transporte coletivo. Sabe, sempre tem um desses justamente naquele em que você está. Eu sentado, o vivente parou de pé, um pouco atrás de mim. E, como todo louquinho, falava sozinho. Às vezes ficava em silêncio, para logo voltar à ladainha sem sentido. Mas havia uma coisa recorrente, que era o verso inicial de uma canção (cuja autoria desconheço e quero continuar assim): "Estou aqui pra te agradar...". O resto não captei, já que o louquinho, a partir daí, mastigava as palavras, diminuía o volume e retornava à fala desarticulada. Vou dizer uma coisa: o infeliz, além de mala, ainda era gozador. Pena que eu não achei engraçado.
Adendo: no ônibus, ontem, entrou o louquinho do transporte coletivo. Sabe, sempre tem um desses justamente naquele em que você está. Eu sentado, o vivente parou de pé, um pouco atrás de mim. E, como todo louquinho, falava sozinho. Às vezes ficava em silêncio, para logo voltar à ladainha sem sentido. Mas havia uma coisa recorrente, que era o verso inicial de uma canção (cuja autoria desconheço e quero continuar assim): "Estou aqui pra te agradar...". O resto não captei, já que o louquinho, a partir daí, mastigava as palavras, diminuía o volume e retornava à fala desarticulada. Vou dizer uma coisa: o infeliz, além de mala, ainda era gozador. Pena que eu não achei engraçado.
1 de abril de 2009
Verdades
1. Eu acredito na existência de uma entidade superior, que rege nossa vida e nosso destino, e que é a bondade infinita em toda misericórdia;
2. Tenho fé na capacidade humana de superar seus defeitos e problemas rumo a um futuro de paz e harmonia entre todos;
3. A necessidade de sobrevivermos como espécie vai se sobrepor à ganância;
4. A justiça acabará prevalecendo em todas as situações;
5. Se eu ganhar na loteria dividirei tudo com os mais necessitados;
6. O amor é o sentimento mais puro e mais verdadeiro;
7. Sim, nós podemos.
2. Tenho fé na capacidade humana de superar seus defeitos e problemas rumo a um futuro de paz e harmonia entre todos;
3. A necessidade de sobrevivermos como espécie vai se sobrepor à ganância;
4. A justiça acabará prevalecendo em todas as situações;
5. Se eu ganhar na loteria dividirei tudo com os mais necessitados;
6. O amor é o sentimento mais puro e mais verdadeiro;
7. Sim, nós podemos.
31 de março de 2009
26 de março de 2009
25 de março de 2009
Para guardar no caderninho preto III
Uma coisa que foge a qualquer parâmetro de bom senso: por que diabos um(a) camarada compra um carrão, desses com motor 2.0 pra cima, que ocupa duas faixas e meia de pista, e faz questão de andar devagar? Calma, eu já tenho a resposta: é que só assim mesmo pro(a) infeliz sobrepujar os outros, já que em casa e no trabalho a frustração deve ser constante.
O mesmo vale para homens que compram máquinas potentes e barulhentas que só servem mesmo para tirar o sono e o sossego dos demais. Com o adendo que, nesse caso, o tamanho do brinquedo serve para compensar outro tipo de privação (ao menos na cabeça do indivíduo).
Sintoma: a quantidade de malucos à solta diz muito de nosso tempo, não?
Última: mostre-me um ser humano verdadeiramente altruísta e eu mostrarei o caminhho da jaula onde ele deve ser preso. Esse tipo de gente deve ser eliminada do convívio social, sob pena de destruir a harmonia tão dificilmente construída entre os demais - divididos entre a aniquilação alheia e a autodestruição sem adjetivos.
O mesmo vale para homens que compram máquinas potentes e barulhentas que só servem mesmo para tirar o sono e o sossego dos demais. Com o adendo que, nesse caso, o tamanho do brinquedo serve para compensar outro tipo de privação (ao menos na cabeça do indivíduo).
Sintoma: a quantidade de malucos à solta diz muito de nosso tempo, não?
Última: mostre-me um ser humano verdadeiramente altruísta e eu mostrarei o caminhho da jaula onde ele deve ser preso. Esse tipo de gente deve ser eliminada do convívio social, sob pena de destruir a harmonia tão dificilmente construída entre os demais - divididos entre a aniquilação alheia e a autodestruição sem adjetivos.
24 de março de 2009
Para guardar no caderninho preto II
Frase que ainda vai entrar na História:
"Não falo mal dos outros; apenas comento fatos ocorridos e presenciados."
Mais esta, para arrematar o dia:
"Já disse que a vida alheia não me interessa, a não ser que eu possa tirar algum proveito disso. Aliás, nem assim."
"Não falo mal dos outros; apenas comento fatos ocorridos e presenciados."
Mais esta, para arrematar o dia:
"Já disse que a vida alheia não me interessa, a não ser que eu possa tirar algum proveito disso. Aliás, nem assim."
20 de março de 2009
Contudo...
(para J.M.)
Apanhar um sorriso no ar, a frase exata, a chuva que molha pés e cabelos, aquela risada, um pedaço de chocolate, uma fatia de bolo, "memórias no velho computador", uma canção antiga, um seriado novo de TV, as unhas delicadamente coloridas, o sorriso outra vez, as palavras em inglês, a promessa de um talvez, sanduíche repartido e um prato colorido, a noite que se espreguiça, um silêncio de vozes se cruzando, as estrelas desejando, um branco na folha, um rabisco.
Apanhar um sorriso no ar, a frase exata, a chuva que molha pés e cabelos, aquela risada, um pedaço de chocolate, uma fatia de bolo, "memórias no velho computador", uma canção antiga, um seriado novo de TV, as unhas delicadamente coloridas, o sorriso outra vez, as palavras em inglês, a promessa de um talvez, sanduíche repartido e um prato colorido, a noite que se espreguiça, um silêncio de vozes se cruzando, as estrelas desejando, um branco na folha, um rabisco.
19 de março de 2009
Ô raça!
Detesto poetas. Sobretudo os que acreditam que o são e declaram isso. Costumo fugir deles mais do que fujo de bêbados e doidos de rua. Poetas são insuportáveis. Concretos, neoconcretos ou nada disso, muito pelo contrário. Piores que eles, só os religiosos. E os políticos. E os políticos religiosos. E professores do ensino fundamental e do médio. Poetas são seres perigosos, mas tornam-se armas mortais quando desandam a falar de sua própria obra e de seu processo "criativo". Aí, só mesmo uma lobotomia para resolver. Em você, não nele. Mas sempre é tempo de pegar uma chave de fenda e enfiar na cabeça, escarafunchando bem o cérebro. Não se preocupe, depois de ouvir o poeta não ia sobrar nada que prestasse mesmo. Mas eu, do baixo de minha impaciência imensurável, só fiz mesmo fazer caras e bocas de enooorrrme interesse e tentar fazer com que o poeta se mancasse da caceteação a que ele me submetia - o que não deu certo, já que o ego dessa gente impede que elas enxerguem uma jamanta em direção delas, quanto mais um pobre ouvinte desprevenido. O bom é que sobrevivi para contar isso a vocês...
Não mesmo!
Olha e escuta: juro que não caio numa dessas de novo. É fora de propósito a capacidade que temos de reiterar nossos atos estúpidos, idiotas e completamente despidos de qualquer senso de ridículo. Isso é o que dá quando a gente confunde morbidez com carência. A verdade é que preciso com urgência tomar um antidepressivo.
E, no entanto (parafraseando Galileu)...
E, no entanto (parafraseando Galileu)...
18 de março de 2009
Para não ficar em branco 3
Já disse o quanto gosto de dar aulas de Literatura? Não sei se as pessoas entendem minimamente minhas elocubrações estético-ideológicas, mas vou em frente, discutindo o dualismo na poesia de Álvares de Azevedo, o conflito entre história e mito na obra de Gonçalves Dias etc. De quando em quando olho a cara das pessoas para ver se alguém pegou no sono. Na segunda-feira, ninguém - mas uma moça saiu (antes) com cara mal-humorada. Diga-se de passagem que ela ficou com a mesma cara o tempo todo. Acho que era TPM, mas de repente ela não gostou muito de ver seus poetas prediletos serem massacrados, vai saber. Mas eu também cansei de tentar entender essa gente. Retificando: é que já entendi demais, e o que descobri não é nada que encha de orgulho a humanidade. Mas mesmo assim continuo gostando muito de dar aulas de Literatura. É um dos poucos momentos de minha vida presente em que me sinto menos mal.
17 de março de 2009
Não
Juro que não é paixão; está mais parecido com um treco esquisito, um estar sem conforto. Mas sempre gostei de coisas assim, fora do meu esquadro. No fundo, é uma forma de suicídio, mas sem o veneno, o gás aberto ou o pulo no vazio.
12 de março de 2009
Notas ligeiríssimas
1. A coisa está mais ou menos assim: ou resolvo minha vida este ano ou vou fugir para escapar dos credores.
Já pensei no suicídio, mas concluí que minha morte não traria nenhum benefício a ninguém; ademais, alguns talvez até ficassem contentes, e como não quero trazer alegria para pessoa alguma neste planeta, melhor permanecer vivo.
2. Sabe um tipo de pessoa que não me apetece de forma alguma? As que não têm humor, seguidas daquelas que acham que têm.
3. Toda beleza é uma forma de loucura.
4. Lidar com malas é uma questão de contêineres.
Já pensei no suicídio, mas concluí que minha morte não traria nenhum benefício a ninguém; ademais, alguns talvez até ficassem contentes, e como não quero trazer alegria para pessoa alguma neste planeta, melhor permanecer vivo.
2. Sabe um tipo de pessoa que não me apetece de forma alguma? As que não têm humor, seguidas daquelas que acham que têm.
3. Toda beleza é uma forma de loucura.
4. Lidar com malas é uma questão de contêineres.
5 de março de 2009
Um poema
"Nem isso"
Não sei se é o que penso,
Se amor ou qualquer forma de atropelo,
As ruas da cidade estão intensas
De gente de olhos abertos e mentiras idem,
E nossos ombros sempre esbarram em outros,
Enquanto ouvimos rock and roll
Sozinhos
Em meio à gritaria usual e pressas e pés sem dono.
Em repetidos momentos olho para a rua
E me lembro do que não tivemos,
Meus olhos buscando os seus, que ficavam
E fugiam enquanto pousava sobre nós a noite
Com seus sussurros. Um jazz ao fundo,
Algumas vozes, um tinir de pratos na cozinha.
Talvez amor, um gostar que entra pela fresta
Da porta entreaberta, um livro repartido,
Talvez minha mão em seus cabelos,
Meus lábios nos seus, talvez nem isso.
Não sei se é o que penso,
Se amor ou qualquer forma de atropelo,
As ruas da cidade estão intensas
De gente de olhos abertos e mentiras idem,
E nossos ombros sempre esbarram em outros,
Enquanto ouvimos rock and roll
Sozinhos
Em meio à gritaria usual e pressas e pés sem dono.
Em repetidos momentos olho para a rua
E me lembro do que não tivemos,
Meus olhos buscando os seus, que ficavam
E fugiam enquanto pousava sobre nós a noite
Com seus sussurros. Um jazz ao fundo,
Algumas vozes, um tinir de pratos na cozinha.
Talvez amor, um gostar que entra pela fresta
Da porta entreaberta, um livro repartido,
Talvez minha mão em seus cabelos,
Meus lábios nos seus, talvez nem isso.
4 de março de 2009
Reflexão irrefletida - 4
A respeito do post de ontem: um dos lugares-comuns mais irritantes é esse, de dizer-se "sincero" e de, por conseguinte, "odiar falsidade". Tudo bem, mas experimente ser sincero com essa gente. No mínimo você será processado. Sem falsidade, não atravessaríamos a rua (parafraseando Nelson Rodrigues), não conseguiríamos trabalhar, não comeríamos nenhuma mulher, não viveríamos em sociedade. Nesse sentido, nada há mais verdadeiro que afirmar sua condição de insincero e de falso. É isso que mantém seus dentes em sua boca, em suma.
3 de março de 2009
27 de fevereiro de 2009
Reflexões para o dia de hoje e para os seguintes
- Nada como uma mesa após a outra.
- O fato de eu ser um calhorda antissocial não me impede de gostar da companhia das pessoas. De poucas, reconheço, mas nem por isso vou me sentar no cantinho do quarto e ficar lamentando o quanto sou insuportável. Cada um arca com aquilo que plantou, ora essa!
- Não se armazena pólvora em casa impunemente. Uma hora a coisa explode.
- A diferença entre a paixão e o amor é a seguinte: na primeira, você sofre enquanto ela existe; no segundo, você sofre depois que ele acabou (se é que um dia houve). Mas, sinceramente, quase tudo se resume a duas coisas básicas: dinheiro e sexo, não necessariamente nessa ordem. O resto é o medo que temos de ficar sozinhos. Solidão é um peso insuportável para muitos.
- Os(As) jovens que me desculpem, mas não há mais ilusão alguma no horizonte que nosso tempo não tenha feito em pedaços. E não há cola que dê jeito.
- O fato de eu ser um calhorda antissocial não me impede de gostar da companhia das pessoas. De poucas, reconheço, mas nem por isso vou me sentar no cantinho do quarto e ficar lamentando o quanto sou insuportável. Cada um arca com aquilo que plantou, ora essa!
- Não se armazena pólvora em casa impunemente. Uma hora a coisa explode.
- A diferença entre a paixão e o amor é a seguinte: na primeira, você sofre enquanto ela existe; no segundo, você sofre depois que ele acabou (se é que um dia houve). Mas, sinceramente, quase tudo se resume a duas coisas básicas: dinheiro e sexo, não necessariamente nessa ordem. O resto é o medo que temos de ficar sozinhos. Solidão é um peso insuportável para muitos.
- Os(As) jovens que me desculpem, mas não há mais ilusão alguma no horizonte que nosso tempo não tenha feito em pedaços. E não há cola que dê jeito.
26 de fevereiro de 2009
Pós-o-de-sempre
A única coisa boa do carnaval: a cidade vazia. O ruim é que estão todos de volta, inclusive o Exalta Samba (ou seja lá como se escreve o nome dessa trupe).
20 de fevereiro de 2009
19 de fevereiro de 2009
17 de fevereiro de 2009
Nuvens de tempestade
A cena política não promete nada que não o costumeiro: ditaduras aqui e ali, disfarçadas de "democracia"; a corrupção em todos os níveis e nas formas mais escandalosas; o aparelhamento do Estado em função dos "amigos"; a rapinagem de sempre, numa repetição nauseante "disso que está aí". Pode até ser que nos safemos do diabo da crise, ainda que os mortos sejam contados aos milhares, mas nem isso nos salvará de políticos mais e mais embriagados pelo poder a ponto de perderem todos - eu disse TODOS - os tênues freios morais que ainda sustentavam as encenações de alguma dignidade. E não há para onde ir, já que "oposição" virou termo obsceno - aqui e alhures. Bom, mas nem nisso há qualquer novidade, há?
Tem coisa mais odiosa que gente que defende "a moral e os bons costumes"? Esses fazem par com os que adoram defender os "oprimidos", mas não abrem mão de seus próprios confortos burgueses. É por isso que não defendo nem uns nem outros, ora essa. Afinal, alguém por aí me defende? Pois é, nem precisam responder...
Só uma palavra: cáspite!
Tem coisa mais odiosa que gente que defende "a moral e os bons costumes"? Esses fazem par com os que adoram defender os "oprimidos", mas não abrem mão de seus próprios confortos burgueses. É por isso que não defendo nem uns nem outros, ora essa. Afinal, alguém por aí me defende? Pois é, nem precisam responder...
Só uma palavra: cáspite!
14 de fevereiro de 2009
Sim, mas...
A paixão é uma merda. E apaixonar-se, por consequência, é mergulhar de cabeça numa piscina de bosta. Eu escrevi piscina? Corrijo-me: um oceano. No entanto, o que faríamos sem ela, a paixão? Claro que estou me referindo a ela em seu conceito mais comezinho, banal, de sentimento supostamente amoroso. E, ao mesmo tempo, sagrado - pelo que ela nos leva a fazer, coisa que só os doidos imbuídos da certeza da fé são capazes de levar adiante. E a paixão envolve, no mais das vezes, o impossível, pois embute o desejo, a condição desejosa. Enfim, uma merda mesmo.
12 de fevereiro de 2009
Eu não disse?
Remeto as pessoas que porventura leem este blogue para meu post de 13 de novembro passado (grato, Fernando!). Nada, nada de novo no front...
10 de fevereiro de 2009
Mais reflexões distendidas
- Não fossem os idiotas, imbecis, calhordas e fdps em geral, que seria de nós, os perfeitos?
- Cada maluco tem seu par correspondente, em gênero e grau de periculosidade. Ou, para usar um chavão, todo pé - por pior que seja - sempre encontra seu sapato velho.
- Tudo é uma questão de método e de rotina. Não deixe os desorganizados tomarem conta da mesa. E, sobretudo, mantenha sempre a expressão de serenidade. Aquela, das samambaias...
- Sabe quando esse país vai tomar rumo? Só quando o "rumo" for o fundo do poço. Que, para nosso azar, estará repleto de merda. Bom, olhando o cenário político, acho que não falta muito para isso se concretizar...
- Cada maluco tem seu par correspondente, em gênero e grau de periculosidade. Ou, para usar um chavão, todo pé - por pior que seja - sempre encontra seu sapato velho.
- Tudo é uma questão de método e de rotina. Não deixe os desorganizados tomarem conta da mesa. E, sobretudo, mantenha sempre a expressão de serenidade. Aquela, das samambaias...
- Sabe quando esse país vai tomar rumo? Só quando o "rumo" for o fundo do poço. Que, para nosso azar, estará repleto de merda. Bom, olhando o cenário político, acho que não falta muito para isso se concretizar...
5 de fevereiro de 2009
Frase do dia
O moralismo empedernido esconde um ser devasso; este, por seu turno, se pendura no mais arraigado moralismo. Ou, em outras palavras: nada mais moralista que um devasso e nada mais devasso que um moralista.
Bizarrices
Acho que tudo deve ter um limite, mesmo a dita "normalidade". Quer gente mais chata que as "normais"? Vale o mesmo para o reverso da medalha. Insanos, em geral, me incomodam muito. Psicopatas mais ainda. Ok, não sou nenhum modelo comportamental, tenho manias insuportáveis (para os outros), tiques irritantes, uma certa necessidade de enxergar tudo em tons de cinza ou de ser do contra (que alguns chamam, gentilmente, de "pessimismo"), gosto de camisas polo e calças jeans, ouço música brega, sou contra a pirataria de produtos e obras de arte - enfim, sou louco à minha maneira. Mas ao menos uso escadas rolantes, não imagino ser o melhor escritor do mundo, muito menos fico me gabando de minha suposta formação escolar sofisticada. Também não saio às ruas defendendo moradores de rua, sem terra ou coisa do tipo. Sou uma contradição ambulante, claro. Mas todos somos. (E, sim, este post é só um desabafo.)
3 de fevereiro de 2009
Volta
As aulas na faculdade onde leciono recomeçaram. Cheguei esbaforido, já que o tempo que tenho entre um trabalho e outro é bastante curto. Pela experiência de ontem concluí que se ocorrer qualquer imprevisto, posso não conseguir chegar em tempo. Mas, voltando ao principal, fazia tempo que eu não via tanta gente lá. Ok, o fato é algum gênio bagunçou as listas e havia aluno de um campus indo para outro, professores perdidos, funcionários atarantados - sem contar o trote, que acontecia lá na rua: cabelos cortados, tinta no rosto, nas roupas, o diabo.
No fim, acabei dando minha aula para uma pequena plateia de pessoas atentas. Estava sentindo falta disso. Dar aulas para gente interessada é sempre estimulante. Fazê-las sentir interesse, mais ainda. Ainda existe algo de bom nessa vida, afinal (mesmo que muito relativa, evidentemente!).
No fim, acabei dando minha aula para uma pequena plateia de pessoas atentas. Estava sentindo falta disso. Dar aulas para gente interessada é sempre estimulante. Fazê-las sentir interesse, mais ainda. Ainda existe algo de bom nessa vida, afinal (mesmo que muito relativa, evidentemente!).
28 de janeiro de 2009
Pequena lista de coisas abomináveis
1.Mais dois anos de Lula;
2.A gestão Serra na Cultura (OSESP, TV Cultura etc.);
3.Justificativas "divinas" diante do injustificável;
4.Sandices em nome da fé (qualquer uma);
5.Os juros no cartão de crédito e no cheque especial;
6.(Indi)Gestão do ensino neste país (em todos os níveis, na rede pública e na privada... ops!);
7.Gestão de qualquer coisa;
8.Cursos superiores (sic) de curta duração;
9.Burocratas;
10.Um terceiro mandato ou a continuidade "disso que aí está";
11.Ditadores de países vizinhos (ou não);
12.Salário que atrasa;
13.Empregos que não há;
14.Listas, sobretudo as pequenas.
2.A gestão Serra na Cultura (OSESP, TV Cultura etc.);
3.Justificativas "divinas" diante do injustificável;
4.Sandices em nome da fé (qualquer uma);
5.Os juros no cartão de crédito e no cheque especial;
6.(Indi)Gestão do ensino neste país (em todos os níveis, na rede pública e na privada... ops!);
7.Gestão de qualquer coisa;
8.Cursos superiores (sic) de curta duração;
9.Burocratas;
10.Um terceiro mandato ou a continuidade "disso que aí está";
11.Ditadores de países vizinhos (ou não);
12.Salário que atrasa;
13.Empregos que não há;
14.Listas, sobretudo as pequenas.
24 de janeiro de 2009
16 de janeiro de 2009
Ligeira
Sobre o conflito Israel-Palestina: melhor não opinar. Não há racionalidade nesse assunto. Mas sou contra. Nesse negócio ($$$) de guerra, acho que os líderes de ambos os lados deveriam ser trancados, nus, em uma sala, e só deveriam sair de lá quando chegassem a um acordo. Só que, nesse caso, é melhor acreditar em coelhinho da páscoa.
Sobre a economia: alguma novidade no cenário?
Sobre literatura: início de ano sempre é um período meio devagar quase parando.
Mas uma coisa eu posso dizer: o barco não vai afundar, mas muita gente vai morrer afogada. Isso se não começarmos a nos jogar uns aos outros para sobrar mais comida a bordo.
Sobre a economia: alguma novidade no cenário?
Sobre literatura: início de ano sempre é um período meio devagar quase parando.
Mas uma coisa eu posso dizer: o barco não vai afundar, mas muita gente vai morrer afogada. Isso se não começarmos a nos jogar uns aos outros para sobrar mais comida a bordo.
Assinar:
Postagens (Atom)