Blogue de um pretenso poeta, intelectual de cafeteria, reclamão de todas as horas e professor de Literatura por profissão (e, dizem, talento). Poemas e exercícios narrativos, crítica de cultura e maledicências ligeiras em tom farsesco. Tudo aqui é mentira.
29 de março de 2011
LImpeza
Para quem não percebeu: apaguei links que já eram, tirei blogues que não mais existem, joguei fora amigos e amigas que viraram ex-, ou meras lembranças desfocadas. Viver tem dessas coisas.
Frase sem freio
Muita gente já conhece esta, mas vá lá, já que o cérebro não está muito a fim de pensar nesses últimos dias:
O cárater (e mesmo a índole) de uma pessoa se dá a conhecer no momento em que ela exerce algum poder, por mínimo que seja. Há os que exibem sua face autoritária; outros mostram-se na plena irresponsabilidade; e há os que revelam talentos que o cotidiano caprichosamente ocultava. Não se trata de apontar, aqui, a potencialidade corruptora do poder, mas o quanto ele possui de força desmascaradora. E, olhem, pelo que tenho visto, não errei nenhum de meus palpites. Acho que eu devia ganhar um dinheiro com isso...
O cárater (e mesmo a índole) de uma pessoa se dá a conhecer no momento em que ela exerce algum poder, por mínimo que seja. Há os que exibem sua face autoritária; outros mostram-se na plena irresponsabilidade; e há os que revelam talentos que o cotidiano caprichosamente ocultava. Não se trata de apontar, aqui, a potencialidade corruptora do poder, mas o quanto ele possui de força desmascaradora. E, olhem, pelo que tenho visto, não errei nenhum de meus palpites. Acho que eu devia ganhar um dinheiro com isso...
25 de março de 2011
22 de março de 2011
Irritante
Tem coisa que me irrita mais do que qualquer outra. Café ruim, por exemplo. Sei que é difícil fazer um bom café, mas não é despropositado querer um que não seja indecente. Malucos, em geral, me tiram do sério. Se tiverem a mania de passarem o tempo todo pelas minhas costas, então... Se forem velhos, ainda pior. Se mulheres, e bonitas, é a desgraça.
Outra coisa irritante é gente que fica parada na porta do ônibus (ou do metrô) E NÃO DESCE! Essas eu tenho vontade de empurrar pra ver como elas caem - se sobre as quatro patas ou com a cara no cimento. Raciocínio semelhante para os que empatam a fila. Sabem o tipo? A fila, na frente, anda, e o(a) imbecil parado(a) esperando a banda do Chico Buarque (e seus apaniguados) passar.
Mas o top of the top, the cherry on the cake, é quem vai pra uma festa e fica o tempo todo com cara de bunda. Esses, só dando com a cara no muro de chapisco, como diz meu dileto amigo Fernando, um dos melhores frasistas que conheci até hoje. Se é pra ir na festa, que vá de boa vontade. Se não, melhor nem ir. É por essas e outras que eu prefiro nem sair de casa. Afinal, pra que dar aos outros o desprazer de minha presença?
Outra coisa irritante é gente que fica parada na porta do ônibus (ou do metrô) E NÃO DESCE! Essas eu tenho vontade de empurrar pra ver como elas caem - se sobre as quatro patas ou com a cara no cimento. Raciocínio semelhante para os que empatam a fila. Sabem o tipo? A fila, na frente, anda, e o(a) imbecil parado(a) esperando a banda do Chico Buarque (e seus apaniguados) passar.
Mas o top of the top, the cherry on the cake, é quem vai pra uma festa e fica o tempo todo com cara de bunda. Esses, só dando com a cara no muro de chapisco, como diz meu dileto amigo Fernando, um dos melhores frasistas que conheci até hoje. Se é pra ir na festa, que vá de boa vontade. Se não, melhor nem ir. É por essas e outras que eu prefiro nem sair de casa. Afinal, pra que dar aos outros o desprazer de minha presença?
17 de março de 2011
Das doideiras
Estava demorando pra aparecer mais uma criatura maluca em minha vida. A fulana, não bastasse ser feia, ainda é gorda. E de óculos de aros grossos e olhar de quem toma tarja preta. Aproxima-se de mim, rodeia-me e, enfim, dá o bote. Diz que eu falo "certas coisas" que a ofendem muito, ela que rala o dia inteiro (imagino em quê, mas afasto logo o pensamento) e acha que não merece ouvir determinadas coisas. Num repasse mental rápido, tento me lembrar o que, afinal, eu teria dito. Nenhum comentário racista, misógino, misantropo ou antipetista. Quase entrei em pânico, mas lembrei do naipe da figura à minha frente com seus olhos de camundongo dopado. E aí percebo a desgraça da lágrima escorrendo. Uma. Duas. Várias. "Porque não é possível a gente sofrer tanto o dia inteiro e ter que ouvir as coisas que o senhor diz..." Epa, epa, epa! Começa que "senhor" é a PQP. Querida, acho que você está completamente equivocada, não ofendi nem quis ofender ninguém, muito menos você. Ok, admito que, na verdade, o que realmente pensei foi: "E você acha que eu perderia meu tempo em ofender você? Na verdade só percebi sua existência agora, depois de você ter saído de sua toca...", mas achei melhor refrear o ímpeto. Fato é que não importa muito, pois a marmota não estava ali para ouvir qualquer argumento, mas apenas expor e compartilhar o incômodo da existência dela comigo fazendo-se de vítima, o que foi depois confirmado pelos que presenciaram a comédia. Enfim, eu já disse, neste mesmo blogue, que eu devo ser um ímã de gente doida. Pois é.
16 de março de 2011
Explicação
Há certas categorias humanas que parecem imunes ao efeito do banho: mal entram no ônibus e já fazem sentir sua presença, cujo magnetismo se resume ao fato de o cheiro que delas emana impregnar sua roupa e seus cabelos de maneira quase indelével. É isso ou vêm banhadas em perfume, daqueles baratos (ou mesmo dos caros), que de tão fortes até dão um barato e a ressaca respectiva. Volto a dizer: essa coisa de perfume é a maior mostra de refinamento que conheço. Ou você aprende a usar ou passa vergonha e irrita os demais. E tudo se resume a duas palavras: adequação e parcimônia. Agora, vá explicar isso para essa gente.
15 de março de 2011
Frase
Certos exemplares da humanidade, não contentes com o espetáculo grotesco que apresentam todos os dias, ainda fazem questão de incrementar sua performance com micagens que vão da careta de estátua de cera a vestidinhos de pano de toalha e tiara de florzinha. Ou, como presenciei hoje, calças que mostram a cueca suja e outras coisas mais desagradáveis ainda. Se é verdade que a evolução da espécie se dá por saltos, estamos dando um enorme agora. Mas é para trás.
12 de março de 2011
11 de março de 2011
Asneiras
Nenhum terremoto é capaz de arrasar um país com a mesma eficiência que a malta petista. Onde ela passa só resta a morte, a destruição, o deserto moral.
9 de março de 2011
1 de março de 2011
Vazio
...mas o diabo é que ficou um vazio, um oco nos cantos das lembranças largadas no chão do corredor e nas quais tropeço, mesmo cuidoso.
28 de fevereiro de 2011
Luto
A morte de Moacyr Scliar, gostemos ou não de sua obra, é mais uma lacuna que se abre no cenário cultural brasileiro. Enquanto isso, as farsas (no campo literário ou não) continuam nos assombrando aqui e desde há muito...
25 de fevereiro de 2011
Assertivas
- O ponto positivo de ser careca é não precisar de pente nem de penteado.
- O problema das mulheres bonitas demais é que elas querem provar o tempo todo que são mais que um rostinho lindo e/ou um corpo desfrutável. E, muitas vezes, são apenas isso mesmo.
- Nada mais condizente com nosso tempo que os vampiros castos e a essa espantosa proliferação de zumbis. Nunca na história do mundo os imbecis mandaram tanto. E olhem que a concorrência, em todos os tempos, é do mais alto(??????) gabarito.
- O problema das mulheres bonitas demais é que elas querem provar o tempo todo que são mais que um rostinho lindo e/ou um corpo desfrutável. E, muitas vezes, são apenas isso mesmo.
- Nada mais condizente com nosso tempo que os vampiros castos e a essa espantosa proliferação de zumbis. Nunca na história do mundo os imbecis mandaram tanto. E olhem que a concorrência, em todos os tempos, é do mais alto(??????) gabarito.
24 de fevereiro de 2011
Dos espíritos
Só acredito em fantasma de carne e osso. No caso, mais carne do que osso, embora eu até conheça alguns que são mais osso (e corcunda) do que carne.
22 de fevereiro de 2011
De certas experiências
Sabe quando de novo? Nunca. Nem movido por todas as forças infernais, se é que elas existem.
15 de fevereiro de 2011
Mentes pervertidas - 2
Pessoas que exigem tratamento gentil mas que são grosseiras. Ou, no mínimo, ríspidas. Mesmo sem ter consciência disso. De ambas as coisas.
14 de fevereiro de 2011
10 de fevereiro de 2011
Curto, mas intenso
Você sabe que a coisa está mesmo perdida quando pessoas que trabalham com você e que supostamente fizeram um curso superior (e especializações e coisa e tal) escrevem suscinto, e não sucinto. Isso até mereceria um discurso, mas tenho receio de me extender, digo, estender demais e ser prolixo (ou prolicho, ou prolícso) além da conta, digo, prolixo e ponto final.
8 de fevereiro de 2011
Frases mais ou menos soltas - 11
- Gente burra tende a ser alegre. Ok, eu já disse isso. O que eu não disse é que a alegria desse jaez quase sempre é acompanhada de alienação e/ou ingenuidade política, social, cultural etc. Quer dizer: além da burrice, toleima.
- O que não significa que mau-humor seja um sinal incontestável de inteligência. Se assim, fosse, uma figura que eu conheço, famosa por seus rompantes de estrebuchação equina, seria um gênio da raça. Mas não conheço gente inteligente que não seja mal-humorada (e, até por isso, cruel).
- Claro que todo raciocínio generalista é somente isso, um raciocínio generalista. Nem por isso deixa de carregar uma dose venenosa de verdade. De uma, pelo menos. A de quem formulou o raciocínio.
- O que não significa que mau-humor seja um sinal incontestável de inteligência. Se assim, fosse, uma figura que eu conheço, famosa por seus rompantes de estrebuchação equina, seria um gênio da raça. Mas não conheço gente inteligente que não seja mal-humorada (e, até por isso, cruel).
- Claro que todo raciocínio generalista é somente isso, um raciocínio generalista. Nem por isso deixa de carregar uma dose venenosa de verdade. De uma, pelo menos. A de quem formulou o raciocínio.
2 de fevereiro de 2011
Poema
"Este poema não é para você"
Há uma balbúrdia ao derredor.
Quiçá a luz aconchegante e o café sobre a mesa.
A turba sandia dispara algaravias
Em toscas linhas sob o pé-direito vasto.
Não obstante isso, escrevo este poema,
Infenso à estultice que próxima a mim grassa.
Como a dizer do que descreio,
O destino, a divindade, cruzar de dedos,
A Fortuna, pesadelo, as pobres Parcas;
A última moda, o amor, o seu perfume.
E no fim desta tarde de plúmbeas plúvias,
O poema, esquadria pensa do que sinto,
Descencrava a harmonia que teimam os cacos em conspurcar.
Há uma balbúrdia ao derredor.
Quiçá a luz aconchegante e o café sobre a mesa.
A turba sandia dispara algaravias
Em toscas linhas sob o pé-direito vasto.
Não obstante isso, escrevo este poema,
Infenso à estultice que próxima a mim grassa.
Como a dizer do que descreio,
O destino, a divindade, cruzar de dedos,
A Fortuna, pesadelo, as pobres Parcas;
A última moda, o amor, o seu perfume.
E no fim desta tarde de plúmbeas plúvias,
O poema, esquadria pensa do que sinto,
Descencrava a harmonia que teimam os cacos em conspurcar.
26 de janeiro de 2011
Frase mais ou menos solta - 10
O problema de certas mulheres é que, com elas, o verbal costuma vir antes do racional, se é que não vem sozinho. O problema de certos homens é que nem uma coisa, nem outra.
Frase mais ou menos solta - 9
O politicamente correto foi uma imbecilidade inventada para resolver um problema de dor de consciência que só serviu para criar um zilhão de outros problemas, sem resolver um milímetro que seja do primeiro.
15 de janeiro de 2011
Lapso
Ia me esquecendo do dizer, embora isso não tenha importância alguma qualquer que seja o referencial e/ou universo: completei 49 anos no último dia 12. E, diante disso, posso dizer sem medo algum de errar: a sensação é horrível. E não existe nenhuma transcendência nisso. Nem significado que não seja o da morte cada vez mais perto.
Nunca antes na história...
A humanidade sempre foi dominada pelos imbecis, mas ultimamente a desgraça anda exagerada, até mesmo para os baixos padrões de nossa espécie. E não me refiro apenas ao mundo político, espaço-mor da estupidez humana - e brasileira, em particular.
10 de janeiro de 2011
Magnetismo
Decididamente devo ter alguma espécie de ímã de doidos implantada em meu corpo. Onde quer que eu vá, esteja em que situação estiver, sempre haverá um maluco perto de mim. Muitas vezes trabalhando comigo. Deve ser essa minha personalidade sedutora e magnética, burilada pela vida. Esse jeito insuportável de olhar todo mundo com cara de nojo. Só pode ser.
7 de janeiro de 2011
Neutralidade
A partir de hoje, em determinadas situações e lugares, serei mais neutro que a Suíça, com a vantagem de que não fabricarei relógios-cuco. Há certas encrencas que é melhor mesmo evitar. Preserva o estômago e parte do cérebro.
6 de janeiro de 2011
Diálogo absurdo com gente surda
- Gente inteligente é triste.
- Ah, que ótimo! Você está dizendo que eu sou burra, então?
- Não.
- Mas se gente inteligente é triste, eu, que sou alegre...
- E quem disse que você é alegre?
- Ah, não adianta negar o que você disse!
- E eu disse o quê?
- Me chamou de burra.
- Não. Você é que se chamou de burra. E eu nunca achei você alegre.
- Você é um grosso, sem educação... E eu sou alegre, sim. Posso ser um montão de coisas, mas não sou triste.
- Você não entendeu a ironia da frase...
- Tá vendo? Me chamou de burra de novo!
- ...
- Ah, que ótimo! Você está dizendo que eu sou burra, então?
- Não.
- Mas se gente inteligente é triste, eu, que sou alegre...
- E quem disse que você é alegre?
- Ah, não adianta negar o que você disse!
- E eu disse o quê?
- Me chamou de burra.
- Não. Você é que se chamou de burra. E eu nunca achei você alegre.
- Você é um grosso, sem educação... E eu sou alegre, sim. Posso ser um montão de coisas, mas não sou triste.
- Você não entendeu a ironia da frase...
- Tá vendo? Me chamou de burra de novo!
- ...
4 de janeiro de 2011
O mesmo
Gente cuja palavra muda a cada piscada de olho (e não propriamente os da cabeça) só serve mesmo para tornar a vida dos outros um pântano de álcool, remédios, drogas e fingidos recatos.
1 de janeiro de 2011
Primeiro do ano
O que eu precisava agora é um comprimido de hidrocodona pra passar essa dor terrível que estou sentindo e que está me fazendo ver estrelas. E quem dera fosse ressaca. Não; é só dor mesmo. Física.
30 de dezembro de 2010
Naturalismo
Olha, longe de mim defender uma visão naturalista do gênero humano, mas tenho conhecido certas criaturas que quase me forçam a acreditar que há determinados indivíduos que não servem mesmo para galgar os degraus superiores do edifício social. Sabe aquela conversa de raça, meio e época? Pois é. Não sabem e não aprendem a se comportar socialmente. Continuam pertencendo ao gueto de onde saíram, não importa que tenham dinheiro, frequentem rodas sofisticadas etc. Permanecem meio animalescos. Alguns até rosnam se você esboça afagá-los (metaforicamente ou não). Espero estar errado, mas até agora nada me disse que estou equivocado.
29 de dezembro de 2010
Quase
Falta pouco para terminar este ano amaldiçoado. Pena que o próximo só nos traz promessas de desastres, ditaduras e dentes cerrados. Mas, até aí, nenhuma novidade, certo? Surpresa será se o que vier não for ruim.
25 de dezembro de 2010
Outra comparação
L.B. considera-se pessoa honesta e sincera ao dizer que não gosta da hipocrisia do natal. Claro que se esquece, providencialmente, de sua hipocrisia cotidiana, quando posa de criatura feliz e cordata quando, em verdade, é o ser mais irascível que pude conhecer em toda minha vida. Hipócrita por hipócrita, prefiro a falsidade de um momento que a farsa de uma vida inteira.
Comparação
O que existe em comum entre o lula e o papa é que ambos acreditam ser representantes de uma divindade aqui na Terra. A diferença é que o lula acredita mesmo nisso.
22 de dezembro de 2010
Burrice
Pior que tentar argumentar com burros, estúpidos e afins, é achar que você vai conseguir convencê-los de algo que já não esteja fincado no cérebro petrificado deles.
16 de dezembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 8
As esquerdas - sinto dizê-lo - desmoralizaram-se por elas próprias. Pelo andar da carroça, o processo de autofagia seguirá até que não sobre a unha do pé. Esquerdo, evidentemente.
Dai-me paciência - 2
Ainda me espanto um pouco com a reação de determinadas figuras frente às minhas manifestações de misantropia e/ou desumanidade. Impressionante saber que ainda há quem se choque - sinceramente - com isso.
15 de dezembro de 2010
Arte
Minha querida B.D. acha que ser mal-humorada significa ser estúpida com as pessoas. Nada mais equivocado; a grosseria é apenas grosseria. O mal-humorado é um ser refinado em suas manifestações de desagrado em relação ao mundo que nos cerca, esse chiqueiro disfarçado de civilização. Ser mal-humorado transcende a cara feia e outras micagens. Trata-se de uma arte para poucos e muito bons. A ralé mental - sinto muito - está a parsecs de distância disso. Até porque a ralé é sempre feliz, mesmo quando é infeliz.
10 de dezembro de 2010
Das aprendizagens - 2
Nada como uma conversa insincera para que as verdades venham à tona. Por verdades, leiam: inveja, despeito, desprezo etc. Se eu me importasse com a pessoa, talvez isso me incomodasse. Mas o convívio tem dessa coisa boa: desvela o encantamento e desinfeta o entorno. Morrem os passarinhos, as fadas e o ar primaveril e fica apenas o cadáver nu e pútrido do gênero humano.
9 de dezembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 7
Há muito deixei de ter esperança em qualquer coisa e/ou em alguém. Nem por isso desisto. Como eu já disse, não quero dar o prazer de minha morte prematura a ninguém, incluindo as figuras odiosas de L.B. e R.L. Que apodreçam na latrina dos infernos que eles mesmos criaram...
7 de dezembro de 2010
Licença para matar
Levando em conta o que determinados "estudantes" e "formadores de opinião" escrevem e/ou dizem, deveria ser proposta pena de morte a quem, deliberadamente (por falta de estudo ou coisa do tipo), assassina o idioma. Seria um massacre.
2 de dezembro de 2010
Radar
Atentem para certos automóveis no trânsito: toda vez que você vir um que tem aquele peixinho estilizado na traseira, saia de perto. São os cristãos, a raça mais f.d.p. do planeta no que tange à selvageria e à incompetência na condução de veículos. O mesmo vale para os infelizes que grudaram aquele adesivo distribuído por uma seguradora famosa, que resolveu levar adiante uma campanha de gentileza no trânsito. Depois dos cristãos, são os piores motoristas que conheci. Piores até do que eu mesmo.
Com o humor em dia
Devo dizer que não tem nada mais irritante que gente que parece sempre gentil. Nem preciso lembrar que "gentil" rima com "servil", preciso?
30 de novembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 6
Não vejo problema algum em não querer trabalhar, desde que você não queira que eu pague a sua parte na conta do restaurante, do mercado, da padaria etc.
29 de novembro de 2010
Doença
Sabe aquele tipo de pessoa que gruda na gente feito doença, praga, coisa ruim, pesadelo? Do naipe que você, mesmo querendo, não consegue se livrar, não consegue esquecer, não tem como colocar de lado? Daquela que você vê em cada esquina, com a qual você sonha como um sino tocando dentro de você? Quem dera ter uma!...
27 de novembro de 2010
Cansa
É um porre quando, não bastasse o calor da peste, ainda temos de aguentar o mau gosto dos vizinhos em relação à música.
Dai-me paciência
...para aguentar gente que não sabe o que pretende da vida, que vê todo conselho como "tentativa de se mostrar superior", que mesmo fazendo o que gosta não se esforça para se aprimorar, que acha ser vítima de conspiração, que diz não gostar de elogios mas odeia quando a criticam etc. etc. Figuras assim deviam ser internadas, trancafiadas e receber choques elétricos três vezes ao dia até deixar de frescura.
26 de novembro de 2010
Terrorismo
L.B. continua achando que o mundo inteiro conspira contra ele. Não; é ele que arma tudo para que o fracasso faça parte de sua vida.
23 de novembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 5
Para quem não prestou atenção: o problema das relações humanas é a existência das pessoas.
22 de novembro de 2010
Razão
L.B. tem razão, num de seus raríssimos momentos de razão: sou um ser absolutamente doentio e afasto a maioria das pessoas que se relacionam comigo. Ainda bem: não as suportaria mais do que o necessário para o convívio social e profissional.
Peanuts
Se me surpreende a capacidade humana de fazer o bem (embora sempre olhando a quem - não acredito em bondade desinteressada), jamais me espanto com nosso potencial para a idiotice, a estupidez e o desamor.
18 de novembro de 2010
...Que devia ter vindo antes
Claro que o problema da falta de humor decorre da falta de sexo. A recíproca é verdadeira.
17 de novembro de 2010
13 de novembro de 2010
Comodismo
Percebo que certas pessoas andam mantendo distância de mim. Não que isso seja um problema. Em alguns casos é um alívio. Evita que eu tenha de fazer isso por elas.
12 de novembro de 2010
Uma coisa
Para alguns, a vida é um drama; para outros, uma novela venezuelana, uma ópera bufa, uma sessão da tarde, um filme da madrugada. Para mim, é uma fotografia velha, apagada e amassada.
9 de novembro de 2010
5 de novembro de 2010
Inútil
Vou dizer sempre, e mais particularmente agora: a literatura não tem a menor serventia para nada nem para ninguém. Felizmente.
4 de novembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 4
A felicidade é privilégio dos(as) alienados(as), dos(as) inconscientes, dos(as) inconsequentes. Ninguém pode ser feliz em um mundo como o nosso, a não ser sendo totalmente canalha.
Esgotamento
Com férias e tudo, eis que chego no início de novembro completamente esgotado, física e mentalmente. Talvez mais a última que a primeira. Não consigo mais ler um livro inteiro, muito menos assistir a um filme sem que tenha de lidar com uma vontade avassaladora de dormir. Preciso estudar mais, preciso voltar a uma rotina de estudante de idiomas, e não de idiotas. Entretanto, pelo andar da carroça, o cenário é de completo domínio da idiotia. Salve-se quem conseguir embarcar no primeiro avião rumo ao Canadá!
1 de novembro de 2010
Luto
Triste o país que tem de escolher entre um poste e um morto-vivo. Mais triste ainda é o país que escolhe o poste.
30 de outubro de 2010
Cabeças vazias
Há quem especule a respeito de quem eu esteja tratando aqui em alguns posts aparentemente pessoais. Isso é coisa de quem não me conhece ou de quem supõe que me conheça, mas não sabe da missa a metade. Leitores e leitoras, a humanidade inteira me é insuportável. Alguns se destacam, mas essa é a vantagem da meritocracia. De resto, não discrimino ninguém.
P.S.: Ok, há criaturas de que até gosto, embora nem sempre a ação seja recíproca. Mas são raríssimas e correm o risco de serem internadas.
P.S.: Ok, há criaturas de que até gosto, embora nem sempre a ação seja recíproca. Mas são raríssimas e correm o risco de serem internadas.
29 de outubro de 2010
O grande concurso dos imbecis
Seja legal com as pessoas. Prêmio: desaforos.
Ajude alguém. Prêmio: um pé na bunda. Nem sempre metafórico.
Apaixone-se. Prêmio: pancadas na moleira. E mais pé na bunda.
Ajude alguém. Prêmio: um pé na bunda. Nem sempre metafórico.
Apaixone-se. Prêmio: pancadas na moleira. E mais pé na bunda.
28 de outubro de 2010
Frase sem efeito
Brigar com as pessoas faz parte da existência. Pena que, quase sempre, pelas causas erradas.
Radicalismos
Desde a época dos militares não houve tanto radicalismo canhestra neste país. Nesse sentido, devo dar os parabéns ao atual presidente, que conseguiu lograr sua missão de dividir o Brasil entre os que estão com ele e os que estão contra ele. Nunca imaginei que chegaríamos a esse ponto, mas, infelizmente...
26 de outubro de 2010
Das futilidades
Há quem tenha certo orgulho em se mostrar fútil e superficial, como se fosse um troféu. Nada mais condizente com nossos tempos, em que os imbecis pululam aos bandos.
23 de outubro de 2010
22 de outubro de 2010
Mas...
Democracia não é o governo da maioria, mas sim o governo que garante o direito de as minorias não serem massacradas pela maioria. Exatamente o contrário do que propõe a matilha petista.
Reflexão sem retorno
Nada como uma situação de confronto para revelar o grau de intolerância do outro. Ou de você mesmo(a).
21 de outubro de 2010
Frase mais ou menos solta - 3
A diferença entre ter convicções arraigadas e a asnice pura e simples reside no grau de irracionalidade de sua teimosia.
19 de outubro de 2010
Poema
"Das diferenças"
Quando tu me olhas e procuras o dia
Nada vês senão becos em noite envoltos;
Mas quando te procuro à luz da manhã
Encontro apenas teus cabelos em fuga
E um mar de algas verdes a esconder
Teu corpo e teu pensar, que pisam
As pétalas que teimo em lançar em tua estrada.
E como um astro tu me queimas distraída
E te contemplo sem conter o entusiasmo
Que tão logo te fala tão logo se apaga
No desencontro de nossas línguas que se tocam
Mas se desgarram em algaravias e desvios,
Assim como tua pele se retesa na saliva,
Como minha noite se descamba em teu dia,
Como o que digo nunca te fará sentido,
Assim tuas sombras não vejam em mim abrigo.
Quando tu me olhas e procuras o dia
Nada vês senão becos em noite envoltos;
Mas quando te procuro à luz da manhã
Encontro apenas teus cabelos em fuga
E um mar de algas verdes a esconder
Teu corpo e teu pensar, que pisam
As pétalas que teimo em lançar em tua estrada.
E como um astro tu me queimas distraída
E te contemplo sem conter o entusiasmo
Que tão logo te fala tão logo se apaga
No desencontro de nossas línguas que se tocam
Mas se desgarram em algaravias e desvios,
Assim como tua pele se retesa na saliva,
Como minha noite se descamba em teu dia,
Como o que digo nunca te fará sentido,
Assim tuas sombras não vejam em mim abrigo.
14 de outubro de 2010
Frase mais ou menos solta - 2
Ainda que pudéssemos engarrafar idiotice, não teríamos inteligência o suficiente pra saber o que fazer com ela.
Duas coisas
Vou dizer apenas duas coisinhas: o brasileiro é mesmo um povo sem nenhuma memória. A outra coisa eu esqueci o que era.
11 de outubro de 2010
9 de outubro de 2010
7 de outubro de 2010
Odeio
Odeio criança engraçadinha. Odeio velhos cheios de sabedoria. Odeio gente incoerente, mas não suporto os coerentes demais. Odeio dias quentes. Odeio quem gosta de dias quentes. Odeio gente que se acha demais e desprezo os que se acham de menos. Odeio manos. Odeio pagode. Sobretudo, odeio pagodeiros, principalmente os que batem em mulher e posam de bacanas. Odeio gente alegre demais. Odeio quem fala em cidadania, ética e moralidade. Odeio quem se diz livre de preconceitos. Odeio quem acha que preconceituoso é sempre o outro. Odeio quem exige sinceridade. Odeio mentirosos. Odeio os bajuladores e os apaniguados com o poder. Odeio quem se acha dono do poder. Odeio gente barbuda. Odeio quem faz de sua ignorância uma virtude a ser seguida. Odeio quem não odeia nada nem ninguém, pois estes são os piores entre todos os farsantes. Odeio farsantes.
1 de outubro de 2010
Uma canção que não saiu de moda nem perdeu a atualidade
Gravada por Elvis Presley em seu último álbum em vida. Tenho minhas dúvidas quanto à fidelidade da letra, mas pesquisei em vários sites e todos parecem ter bebido na mesma fonte. No mínimo, todos estão errados. Mas a letra diz muito a mim, agora, principalmente os trechos em negrito.
Moody Blue (James)
Well, it's hard to be a gambler
Bettin' on the number
That changes ev'ry time
Well, you think you're gonna win
Think she's givin' in
A stranger's all you find
Yeah, it's hard to figure out
What she's all about
That she's a woman through and through
She's a complicated lady, so color my baby moody blue,
Oh, Moody blue
Tell me am I gettin' through
I keep hangin' on
Try to learn the song
But I never do
Oh, Moody blue,
Tell me who I'm talkin' to
You're like the night and day
And it's hard to say
Which one is you.
Well, when Monday comes she's Tuesday,
When Tuesday comes she's Wednesday,
Into another day again
Her personality unwinds
Just like a ball of twine
On a spool that never ends
Just when I think I know her well
Her emotions reveal,
She's not the person that
I though I knew
She's a complicated lady, so color my baby moody blue,
Oh, Moody blue
Tell me am I gettin' through
I keep hangin' on
Try to learn the song
But I never do
Oh, Moody blue,
Tell me who I'm talkin' to
You're like the night and day
And it's hard to say
Which one is you.
Moody Blue (James)
Well, it's hard to be a gambler
Bettin' on the number
That changes ev'ry time
Well, you think you're gonna win
Think she's givin' in
A stranger's all you find
Yeah, it's hard to figure out
What she's all about
That she's a woman through and through
She's a complicated lady, so color my baby moody blue,
Oh, Moody blue
Tell me am I gettin' through
I keep hangin' on
Try to learn the song
But I never do
Oh, Moody blue,
Tell me who I'm talkin' to
You're like the night and day
And it's hard to say
Which one is you.
Well, when Monday comes she's Tuesday,
When Tuesday comes she's Wednesday,
Into another day again
Her personality unwinds
Just like a ball of twine
On a spool that never ends
Just when I think I know her well
Her emotions reveal,
She's not the person that
I though I knew
She's a complicated lady, so color my baby moody blue,
Oh, Moody blue
Tell me am I gettin' through
I keep hangin' on
Try to learn the song
But I never do
Oh, Moody blue,
Tell me who I'm talkin' to
You're like the night and day
And it's hard to say
Which one is you.
28 de setembro de 2010
Relatividade
Quando a notícia é boa, nossa imprensa é a melhor do mundo. Quando ela é contrária aos interesses do molusco presidente e sua quadrilha, trata-se de mentira, de imprensa golpista, de "gente que me odeia" e começa-se a falar mais alto em controle das mídias. Assim é fácil, caros nazipetistas.
24 de setembro de 2010
Pragas
Para que não me acusem de pertencer à "direita golpista" ou coisa que o valha, esclareço que já votei no pt. Várias vezes. Mais até do que pedia a prudência e a inteligência. Isso até a ocasião em que o molusco finalmente ganhou uma eleição presidencial. Naquela campanha, a máscara caiu. Chega a ser inacreditável como gente que até considero relativamente dotada de miolos ainda permaneceu acreditando na "pureza" do partido e de seus candidatos. Acho que a perspectiva de chegar ao poder cegou todo mundo, e a ambição mesquinha sobrepujou qualquer escrúpulo. Daquele tempo para cá, as atitudes dos petistas - os nazipetistas em particular - só fizeram confirmar minhas certezas. Mas tem gente que prefere continuar fingindo que está tudo bem, que vivemos numa plena democracia. Não vivemos. Pode ainda não ser uma ditadura, mas está bastante perto.
23 de setembro de 2010
Mamatas
Qualquer possibilidade de a educação neste país dar certo fica inteiramente naufragada por conta da ausência de seriedade de quase todos, do comodismo de muitos e da falta de escrúpulos de outros tantos.
22 de setembro de 2010
Da ausência de humor
O que mata realmente qualquer possibilidade de relacionamento é a falta de humor. Sem ele nada acontece e, se acontece, tem tudo para dar errado. Humor é tudo nesta vida, e até isso estão querendo tirar da gente. Seremos, a partir de 03 de outubro, uma nação desgraçada, um país de piada sem graça, um povo a quem será vedado rir, pois o poder instituído só sabe dar risada de seus inimigos, quando estes, porventura, se dão mal. Um povo sem humor terá suas engrenagens corroídas pelo ódio, pelo rancor, pela democracia assumidamente de fachada que se instalará em definitivo a partir do ano que vem, se não antes. Não gozaremos como antes. Aliás, vai demorar muito antes que possamos gozar de novo. Definitivamente, é hora de pedir asilo político. Ou fazer parte da turma que vai mamar nas tetas do Estado. Não será este o meu caso, até porque sou alérgico a esse compadrio de gente sem nenhum caráter.
20 de setembro de 2010
Pouco
Falta pouco para todo mundo perceber a roubada na qual estamos entrando. Mas aí será tarde demais.
9 de setembro de 2010
Vergonha
Tenho vergonha de nossos artistas, de nossos intelectuais, de nossos juízes, de nossa imprensa. Mas tenho profundo asco de nossos políticos, dos advogados deles, dos chicaneiros, dos chefetes que se nutrem da angústia de seus subordinados, das mães devotadas, dos filhos da mãe que infestam este país e promovem o roubo do fruto de nosso trabalho e de nossas abnegações. Mas, sobretudo, pudera eu viver num lugar onde tudo isso fosse uma saudável exceção, e não a regra cotidiana e aviltante de um país tropical acanalhado por algum deus gozador e fodido até na natureza.
2 de setembro de 2010
Leseira
Alguém aí pode me dizer quando esse inferno vai acabar? Calma, a pergunta é retórica. Nunca - é a resposta. A partir de 10 de outubro, então, a coisa só fará piorar. Sim, ainda pode ficar pior, como sempre faço questão de lembrar aos eventuais leitores.
28 de agosto de 2010
Alívio
A despeito da secura generalizada, não tem nada melhor do que poder acordar na hora em que você quiser, principalmente num sábado. Quer dizer, até tem coisa melhor, mas não está à mão. Ou melhor, até está. Ou não. Melhor não.
27 de agosto de 2010
Sem tempo
Quando achamos que finalmente teremos tempo para as coisas realmente importantes da vida, eis que a idiotia burocrática trata de inventar uma imbecilidade a mais para emperrar nossas vidas.
21 de agosto de 2010
14 de agosto de 2010
The horror, the horror...
Imagine uma coisa horrível, só não vale você ou eu. Imaginou? Pois nem chega perto do que será o governo da Dilma.
9 de agosto de 2010
6 de agosto de 2010
Idiossincrasias
Tenho pavor de reencontrar amigos que não vejo há tempos. Principalmente quando os encontros são casuais. Raramente a impressão é boa. Pior mesmo é achar que eles podem ter pensado o mesmo de mim.
5 de agosto de 2010
4 de agosto de 2010
Pelo menos isso...
Está tudo uma merda, mas pelo menos deu uma esfriadinha no clima. Ah, você não gosta de frio? Então vá morar na Bahia, em Pernambuco ou na Líbia. Pra mim tanto faz.
3 de agosto de 2010
Motivos e mais motivos
Vocês sabem o motivo de essa joça de país não ir pra lugar algum que não a desgraceira habitual? Entre outros, porque ninguém mais quer aprender nada, mas apenas levar um diplominha pra casa. Queridos e queridas, deixa eu explicar uma coisa: sem conhecimento de verdade, um certificado ou um diploma não vale sequer o papel no qual foi impresso. É o píncaro da obviedade, mas num país que pode eleger uma luminária sem lâmpada para presidente, até o óbvio tem de ser explicado.
2 de agosto de 2010
Mais de coisa alguma
E recomeça, logo mais à noite, o inferno da imbecilidade coletiva. Eu disse "recomeça"? Desculpem, foi engano meu. De fato, é impossível recomeçar o que nunca sofreu uma pausa sequer na história deste país.
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