Blogue de um pretenso poeta, intelectual de cafeteria, reclamão de todas as horas e professor de Literatura por profissão (e, dizem, talento). Poemas e exercícios narrativos, crítica de cultura e maledicências ligeiras em tom farsesco. Tudo aqui é mentira.
1 de janeiro de 2011
Primeiro do ano
O que eu precisava agora é um comprimido de hidrocodona pra passar essa dor terrível que estou sentindo e que está me fazendo ver estrelas. E quem dera fosse ressaca. Não; é só dor mesmo. Física.
30 de dezembro de 2010
Naturalismo
Olha, longe de mim defender uma visão naturalista do gênero humano, mas tenho conhecido certas criaturas que quase me forçam a acreditar que há determinados indivíduos que não servem mesmo para galgar os degraus superiores do edifício social. Sabe aquela conversa de raça, meio e época? Pois é. Não sabem e não aprendem a se comportar socialmente. Continuam pertencendo ao gueto de onde saíram, não importa que tenham dinheiro, frequentem rodas sofisticadas etc. Permanecem meio animalescos. Alguns até rosnam se você esboça afagá-los (metaforicamente ou não). Espero estar errado, mas até agora nada me disse que estou equivocado.
29 de dezembro de 2010
Quase
Falta pouco para terminar este ano amaldiçoado. Pena que o próximo só nos traz promessas de desastres, ditaduras e dentes cerrados. Mas, até aí, nenhuma novidade, certo? Surpresa será se o que vier não for ruim.
25 de dezembro de 2010
Outra comparação
L.B. considera-se pessoa honesta e sincera ao dizer que não gosta da hipocrisia do natal. Claro que se esquece, providencialmente, de sua hipocrisia cotidiana, quando posa de criatura feliz e cordata quando, em verdade, é o ser mais irascível que pude conhecer em toda minha vida. Hipócrita por hipócrita, prefiro a falsidade de um momento que a farsa de uma vida inteira.
Comparação
O que existe em comum entre o lula e o papa é que ambos acreditam ser representantes de uma divindade aqui na Terra. A diferença é que o lula acredita mesmo nisso.
22 de dezembro de 2010
Burrice
Pior que tentar argumentar com burros, estúpidos e afins, é achar que você vai conseguir convencê-los de algo que já não esteja fincado no cérebro petrificado deles.
16 de dezembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 8
As esquerdas - sinto dizê-lo - desmoralizaram-se por elas próprias. Pelo andar da carroça, o processo de autofagia seguirá até que não sobre a unha do pé. Esquerdo, evidentemente.
Dai-me paciência - 2
Ainda me espanto um pouco com a reação de determinadas figuras frente às minhas manifestações de misantropia e/ou desumanidade. Impressionante saber que ainda há quem se choque - sinceramente - com isso.
15 de dezembro de 2010
Arte
Minha querida B.D. acha que ser mal-humorada significa ser estúpida com as pessoas. Nada mais equivocado; a grosseria é apenas grosseria. O mal-humorado é um ser refinado em suas manifestações de desagrado em relação ao mundo que nos cerca, esse chiqueiro disfarçado de civilização. Ser mal-humorado transcende a cara feia e outras micagens. Trata-se de uma arte para poucos e muito bons. A ralé mental - sinto muito - está a parsecs de distância disso. Até porque a ralé é sempre feliz, mesmo quando é infeliz.
10 de dezembro de 2010
Das aprendizagens - 2
Nada como uma conversa insincera para que as verdades venham à tona. Por verdades, leiam: inveja, despeito, desprezo etc. Se eu me importasse com a pessoa, talvez isso me incomodasse. Mas o convívio tem dessa coisa boa: desvela o encantamento e desinfeta o entorno. Morrem os passarinhos, as fadas e o ar primaveril e fica apenas o cadáver nu e pútrido do gênero humano.
9 de dezembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 7
Há muito deixei de ter esperança em qualquer coisa e/ou em alguém. Nem por isso desisto. Como eu já disse, não quero dar o prazer de minha morte prematura a ninguém, incluindo as figuras odiosas de L.B. e R.L. Que apodreçam na latrina dos infernos que eles mesmos criaram...
7 de dezembro de 2010
Licença para matar
Levando em conta o que determinados "estudantes" e "formadores de opinião" escrevem e/ou dizem, deveria ser proposta pena de morte a quem, deliberadamente (por falta de estudo ou coisa do tipo), assassina o idioma. Seria um massacre.
2 de dezembro de 2010
Radar
Atentem para certos automóveis no trânsito: toda vez que você vir um que tem aquele peixinho estilizado na traseira, saia de perto. São os cristãos, a raça mais f.d.p. do planeta no que tange à selvageria e à incompetência na condução de veículos. O mesmo vale para os infelizes que grudaram aquele adesivo distribuído por uma seguradora famosa, que resolveu levar adiante uma campanha de gentileza no trânsito. Depois dos cristãos, são os piores motoristas que conheci. Piores até do que eu mesmo.
Com o humor em dia
Devo dizer que não tem nada mais irritante que gente que parece sempre gentil. Nem preciso lembrar que "gentil" rima com "servil", preciso?
30 de novembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 6
Não vejo problema algum em não querer trabalhar, desde que você não queira que eu pague a sua parte na conta do restaurante, do mercado, da padaria etc.
29 de novembro de 2010
Doença
Sabe aquele tipo de pessoa que gruda na gente feito doença, praga, coisa ruim, pesadelo? Do naipe que você, mesmo querendo, não consegue se livrar, não consegue esquecer, não tem como colocar de lado? Daquela que você vê em cada esquina, com a qual você sonha como um sino tocando dentro de você? Quem dera ter uma!...
27 de novembro de 2010
Cansa
É um porre quando, não bastasse o calor da peste, ainda temos de aguentar o mau gosto dos vizinhos em relação à música.
Dai-me paciência
...para aguentar gente que não sabe o que pretende da vida, que vê todo conselho como "tentativa de se mostrar superior", que mesmo fazendo o que gosta não se esforça para se aprimorar, que acha ser vítima de conspiração, que diz não gostar de elogios mas odeia quando a criticam etc. etc. Figuras assim deviam ser internadas, trancafiadas e receber choques elétricos três vezes ao dia até deixar de frescura.
26 de novembro de 2010
Terrorismo
L.B. continua achando que o mundo inteiro conspira contra ele. Não; é ele que arma tudo para que o fracasso faça parte de sua vida.
23 de novembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 5
Para quem não prestou atenção: o problema das relações humanas é a existência das pessoas.
22 de novembro de 2010
Razão
L.B. tem razão, num de seus raríssimos momentos de razão: sou um ser absolutamente doentio e afasto a maioria das pessoas que se relacionam comigo. Ainda bem: não as suportaria mais do que o necessário para o convívio social e profissional.
Peanuts
Se me surpreende a capacidade humana de fazer o bem (embora sempre olhando a quem - não acredito em bondade desinteressada), jamais me espanto com nosso potencial para a idiotice, a estupidez e o desamor.
18 de novembro de 2010
...Que devia ter vindo antes
Claro que o problema da falta de humor decorre da falta de sexo. A recíproca é verdadeira.
17 de novembro de 2010
13 de novembro de 2010
Comodismo
Percebo que certas pessoas andam mantendo distância de mim. Não que isso seja um problema. Em alguns casos é um alívio. Evita que eu tenha de fazer isso por elas.
12 de novembro de 2010
Uma coisa
Para alguns, a vida é um drama; para outros, uma novela venezuelana, uma ópera bufa, uma sessão da tarde, um filme da madrugada. Para mim, é uma fotografia velha, apagada e amassada.
9 de novembro de 2010
5 de novembro de 2010
Inútil
Vou dizer sempre, e mais particularmente agora: a literatura não tem a menor serventia para nada nem para ninguém. Felizmente.
4 de novembro de 2010
Frase mais ou menos solta - 4
A felicidade é privilégio dos(as) alienados(as), dos(as) inconscientes, dos(as) inconsequentes. Ninguém pode ser feliz em um mundo como o nosso, a não ser sendo totalmente canalha.
Esgotamento
Com férias e tudo, eis que chego no início de novembro completamente esgotado, física e mentalmente. Talvez mais a última que a primeira. Não consigo mais ler um livro inteiro, muito menos assistir a um filme sem que tenha de lidar com uma vontade avassaladora de dormir. Preciso estudar mais, preciso voltar a uma rotina de estudante de idiomas, e não de idiotas. Entretanto, pelo andar da carroça, o cenário é de completo domínio da idiotia. Salve-se quem conseguir embarcar no primeiro avião rumo ao Canadá!
1 de novembro de 2010
Luto
Triste o país que tem de escolher entre um poste e um morto-vivo. Mais triste ainda é o país que escolhe o poste.
30 de outubro de 2010
Cabeças vazias
Há quem especule a respeito de quem eu esteja tratando aqui em alguns posts aparentemente pessoais. Isso é coisa de quem não me conhece ou de quem supõe que me conheça, mas não sabe da missa a metade. Leitores e leitoras, a humanidade inteira me é insuportável. Alguns se destacam, mas essa é a vantagem da meritocracia. De resto, não discrimino ninguém.
P.S.: Ok, há criaturas de que até gosto, embora nem sempre a ação seja recíproca. Mas são raríssimas e correm o risco de serem internadas.
P.S.: Ok, há criaturas de que até gosto, embora nem sempre a ação seja recíproca. Mas são raríssimas e correm o risco de serem internadas.
29 de outubro de 2010
O grande concurso dos imbecis
Seja legal com as pessoas. Prêmio: desaforos.
Ajude alguém. Prêmio: um pé na bunda. Nem sempre metafórico.
Apaixone-se. Prêmio: pancadas na moleira. E mais pé na bunda.
Ajude alguém. Prêmio: um pé na bunda. Nem sempre metafórico.
Apaixone-se. Prêmio: pancadas na moleira. E mais pé na bunda.
28 de outubro de 2010
Frase sem efeito
Brigar com as pessoas faz parte da existência. Pena que, quase sempre, pelas causas erradas.
Radicalismos
Desde a época dos militares não houve tanto radicalismo canhestra neste país. Nesse sentido, devo dar os parabéns ao atual presidente, que conseguiu lograr sua missão de dividir o Brasil entre os que estão com ele e os que estão contra ele. Nunca imaginei que chegaríamos a esse ponto, mas, infelizmente...
26 de outubro de 2010
Das futilidades
Há quem tenha certo orgulho em se mostrar fútil e superficial, como se fosse um troféu. Nada mais condizente com nossos tempos, em que os imbecis pululam aos bandos.
23 de outubro de 2010
22 de outubro de 2010
Mas...
Democracia não é o governo da maioria, mas sim o governo que garante o direito de as minorias não serem massacradas pela maioria. Exatamente o contrário do que propõe a matilha petista.
Reflexão sem retorno
Nada como uma situação de confronto para revelar o grau de intolerância do outro. Ou de você mesmo(a).
21 de outubro de 2010
Frase mais ou menos solta - 3
A diferença entre ter convicções arraigadas e a asnice pura e simples reside no grau de irracionalidade de sua teimosia.
19 de outubro de 2010
Poema
"Das diferenças"
Quando tu me olhas e procuras o dia
Nada vês senão becos em noite envoltos;
Mas quando te procuro à luz da manhã
Encontro apenas teus cabelos em fuga
E um mar de algas verdes a esconder
Teu corpo e teu pensar, que pisam
As pétalas que teimo em lançar em tua estrada.
E como um astro tu me queimas distraída
E te contemplo sem conter o entusiasmo
Que tão logo te fala tão logo se apaga
No desencontro de nossas línguas que se tocam
Mas se desgarram em algaravias e desvios,
Assim como tua pele se retesa na saliva,
Como minha noite se descamba em teu dia,
Como o que digo nunca te fará sentido,
Assim tuas sombras não vejam em mim abrigo.
Quando tu me olhas e procuras o dia
Nada vês senão becos em noite envoltos;
Mas quando te procuro à luz da manhã
Encontro apenas teus cabelos em fuga
E um mar de algas verdes a esconder
Teu corpo e teu pensar, que pisam
As pétalas que teimo em lançar em tua estrada.
E como um astro tu me queimas distraída
E te contemplo sem conter o entusiasmo
Que tão logo te fala tão logo se apaga
No desencontro de nossas línguas que se tocam
Mas se desgarram em algaravias e desvios,
Assim como tua pele se retesa na saliva,
Como minha noite se descamba em teu dia,
Como o que digo nunca te fará sentido,
Assim tuas sombras não vejam em mim abrigo.
14 de outubro de 2010
Frase mais ou menos solta - 2
Ainda que pudéssemos engarrafar idiotice, não teríamos inteligência o suficiente pra saber o que fazer com ela.
Duas coisas
Vou dizer apenas duas coisinhas: o brasileiro é mesmo um povo sem nenhuma memória. A outra coisa eu esqueci o que era.
11 de outubro de 2010
9 de outubro de 2010
7 de outubro de 2010
Odeio
Odeio criança engraçadinha. Odeio velhos cheios de sabedoria. Odeio gente incoerente, mas não suporto os coerentes demais. Odeio dias quentes. Odeio quem gosta de dias quentes. Odeio gente que se acha demais e desprezo os que se acham de menos. Odeio manos. Odeio pagode. Sobretudo, odeio pagodeiros, principalmente os que batem em mulher e posam de bacanas. Odeio gente alegre demais. Odeio quem fala em cidadania, ética e moralidade. Odeio quem se diz livre de preconceitos. Odeio quem acha que preconceituoso é sempre o outro. Odeio quem exige sinceridade. Odeio mentirosos. Odeio os bajuladores e os apaniguados com o poder. Odeio quem se acha dono do poder. Odeio gente barbuda. Odeio quem faz de sua ignorância uma virtude a ser seguida. Odeio quem não odeia nada nem ninguém, pois estes são os piores entre todos os farsantes. Odeio farsantes.
1 de outubro de 2010
Uma canção que não saiu de moda nem perdeu a atualidade
Gravada por Elvis Presley em seu último álbum em vida. Tenho minhas dúvidas quanto à fidelidade da letra, mas pesquisei em vários sites e todos parecem ter bebido na mesma fonte. No mínimo, todos estão errados. Mas a letra diz muito a mim, agora, principalmente os trechos em negrito.
Moody Blue (James)
Well, it's hard to be a gambler
Bettin' on the number
That changes ev'ry time
Well, you think you're gonna win
Think she's givin' in
A stranger's all you find
Yeah, it's hard to figure out
What she's all about
That she's a woman through and through
She's a complicated lady, so color my baby moody blue,
Oh, Moody blue
Tell me am I gettin' through
I keep hangin' on
Try to learn the song
But I never do
Oh, Moody blue,
Tell me who I'm talkin' to
You're like the night and day
And it's hard to say
Which one is you.
Well, when Monday comes she's Tuesday,
When Tuesday comes she's Wednesday,
Into another day again
Her personality unwinds
Just like a ball of twine
On a spool that never ends
Just when I think I know her well
Her emotions reveal,
She's not the person that
I though I knew
She's a complicated lady, so color my baby moody blue,
Oh, Moody blue
Tell me am I gettin' through
I keep hangin' on
Try to learn the song
But I never do
Oh, Moody blue,
Tell me who I'm talkin' to
You're like the night and day
And it's hard to say
Which one is you.
Moody Blue (James)
Well, it's hard to be a gambler
Bettin' on the number
That changes ev'ry time
Well, you think you're gonna win
Think she's givin' in
A stranger's all you find
Yeah, it's hard to figure out
What she's all about
That she's a woman through and through
She's a complicated lady, so color my baby moody blue,
Oh, Moody blue
Tell me am I gettin' through
I keep hangin' on
Try to learn the song
But I never do
Oh, Moody blue,
Tell me who I'm talkin' to
You're like the night and day
And it's hard to say
Which one is you.
Well, when Monday comes she's Tuesday,
When Tuesday comes she's Wednesday,
Into another day again
Her personality unwinds
Just like a ball of twine
On a spool that never ends
Just when I think I know her well
Her emotions reveal,
She's not the person that
I though I knew
She's a complicated lady, so color my baby moody blue,
Oh, Moody blue
Tell me am I gettin' through
I keep hangin' on
Try to learn the song
But I never do
Oh, Moody blue,
Tell me who I'm talkin' to
You're like the night and day
And it's hard to say
Which one is you.
28 de setembro de 2010
Relatividade
Quando a notícia é boa, nossa imprensa é a melhor do mundo. Quando ela é contrária aos interesses do molusco presidente e sua quadrilha, trata-se de mentira, de imprensa golpista, de "gente que me odeia" e começa-se a falar mais alto em controle das mídias. Assim é fácil, caros nazipetistas.
24 de setembro de 2010
Pragas
Para que não me acusem de pertencer à "direita golpista" ou coisa que o valha, esclareço que já votei no pt. Várias vezes. Mais até do que pedia a prudência e a inteligência. Isso até a ocasião em que o molusco finalmente ganhou uma eleição presidencial. Naquela campanha, a máscara caiu. Chega a ser inacreditável como gente que até considero relativamente dotada de miolos ainda permaneceu acreditando na "pureza" do partido e de seus candidatos. Acho que a perspectiva de chegar ao poder cegou todo mundo, e a ambição mesquinha sobrepujou qualquer escrúpulo. Daquele tempo para cá, as atitudes dos petistas - os nazipetistas em particular - só fizeram confirmar minhas certezas. Mas tem gente que prefere continuar fingindo que está tudo bem, que vivemos numa plena democracia. Não vivemos. Pode ainda não ser uma ditadura, mas está bastante perto.
23 de setembro de 2010
Mamatas
Qualquer possibilidade de a educação neste país dar certo fica inteiramente naufragada por conta da ausência de seriedade de quase todos, do comodismo de muitos e da falta de escrúpulos de outros tantos.
22 de setembro de 2010
Da ausência de humor
O que mata realmente qualquer possibilidade de relacionamento é a falta de humor. Sem ele nada acontece e, se acontece, tem tudo para dar errado. Humor é tudo nesta vida, e até isso estão querendo tirar da gente. Seremos, a partir de 03 de outubro, uma nação desgraçada, um país de piada sem graça, um povo a quem será vedado rir, pois o poder instituído só sabe dar risada de seus inimigos, quando estes, porventura, se dão mal. Um povo sem humor terá suas engrenagens corroídas pelo ódio, pelo rancor, pela democracia assumidamente de fachada que se instalará em definitivo a partir do ano que vem, se não antes. Não gozaremos como antes. Aliás, vai demorar muito antes que possamos gozar de novo. Definitivamente, é hora de pedir asilo político. Ou fazer parte da turma que vai mamar nas tetas do Estado. Não será este o meu caso, até porque sou alérgico a esse compadrio de gente sem nenhum caráter.
20 de setembro de 2010
Pouco
Falta pouco para todo mundo perceber a roubada na qual estamos entrando. Mas aí será tarde demais.
9 de setembro de 2010
Vergonha
Tenho vergonha de nossos artistas, de nossos intelectuais, de nossos juízes, de nossa imprensa. Mas tenho profundo asco de nossos políticos, dos advogados deles, dos chicaneiros, dos chefetes que se nutrem da angústia de seus subordinados, das mães devotadas, dos filhos da mãe que infestam este país e promovem o roubo do fruto de nosso trabalho e de nossas abnegações. Mas, sobretudo, pudera eu viver num lugar onde tudo isso fosse uma saudável exceção, e não a regra cotidiana e aviltante de um país tropical acanalhado por algum deus gozador e fodido até na natureza.
2 de setembro de 2010
Leseira
Alguém aí pode me dizer quando esse inferno vai acabar? Calma, a pergunta é retórica. Nunca - é a resposta. A partir de 10 de outubro, então, a coisa só fará piorar. Sim, ainda pode ficar pior, como sempre faço questão de lembrar aos eventuais leitores.
28 de agosto de 2010
Alívio
A despeito da secura generalizada, não tem nada melhor do que poder acordar na hora em que você quiser, principalmente num sábado. Quer dizer, até tem coisa melhor, mas não está à mão. Ou melhor, até está. Ou não. Melhor não.
27 de agosto de 2010
Sem tempo
Quando achamos que finalmente teremos tempo para as coisas realmente importantes da vida, eis que a idiotia burocrática trata de inventar uma imbecilidade a mais para emperrar nossas vidas.
21 de agosto de 2010
14 de agosto de 2010
The horror, the horror...
Imagine uma coisa horrível, só não vale você ou eu. Imaginou? Pois nem chega perto do que será o governo da Dilma.
9 de agosto de 2010
6 de agosto de 2010
Idiossincrasias
Tenho pavor de reencontrar amigos que não vejo há tempos. Principalmente quando os encontros são casuais. Raramente a impressão é boa. Pior mesmo é achar que eles podem ter pensado o mesmo de mim.
5 de agosto de 2010
4 de agosto de 2010
Pelo menos isso...
Está tudo uma merda, mas pelo menos deu uma esfriadinha no clima. Ah, você não gosta de frio? Então vá morar na Bahia, em Pernambuco ou na Líbia. Pra mim tanto faz.
3 de agosto de 2010
Motivos e mais motivos
Vocês sabem o motivo de essa joça de país não ir pra lugar algum que não a desgraceira habitual? Entre outros, porque ninguém mais quer aprender nada, mas apenas levar um diplominha pra casa. Queridos e queridas, deixa eu explicar uma coisa: sem conhecimento de verdade, um certificado ou um diploma não vale sequer o papel no qual foi impresso. É o píncaro da obviedade, mas num país que pode eleger uma luminária sem lâmpada para presidente, até o óbvio tem de ser explicado.
2 de agosto de 2010
Mais de coisa alguma
E recomeça, logo mais à noite, o inferno da imbecilidade coletiva. Eu disse "recomeça"? Desculpem, foi engano meu. De fato, é impossível recomeçar o que nunca sofreu uma pausa sequer na história deste país.
31 de julho de 2010
Incompreensível
Imaginem a figura: pede para ser amada, mas se você esboça algo nessa direção ela diz que nunca quis isso. Se você descarta o emocional e se restringe à parte física, ela cobra sentimento de sua parte. E assim em tudo, do sabor do pastel ao recheio da torta; do programa de fim de semana ao trabalho de todos os dias. Quanto quente, quer o frio; quando frio, deseja o nordeste. De tudo se queixa um muito, mas não admite um isso de boca alheia. E ainda diz que o doente sou eu. Engano dela: sou descrente.
30 de julho de 2010
Curto e grosso 4
As relações humanas podem ser resumidas na seguinte divisão: um entra com a bunda e outro com o pontapé. (Já pensaram que seria outra coisa, não é?)
29 de julho de 2010
Das férias - 2
Toda vez que vocês comprarem um pacote de viagem e, na última hora, a agência chegar com uma conversa de que você recebeu um upgrade, liguem todos os alarmes. É certo que vocês caíram no golpe do realocamento. Às vezes é isso mesmo, mudaram vocês de um hotel mais distante do centro para outro mais próximo, o que foi nosso caso. Isso não significa que o hotel seja melhor, como também comprovamos. Começa que não tinha restaurante. Bom, vocês vão perguntar pra que cargas d'água quereríamos comer comida de hotel, que é quase sempre mequetrefe. Respondo: sempre tem aquela noite na qual você está com preguiça de se deslocar até o centro da cidade, daí a importância dessa pequena comodidade. Também não tinha piscina. Ok, eu não iria a Gramado pra entrar na piscina, mas no hotel anteriormente reservado havia uma. De modo que, se upgrade houve, ele ficou apenas na localização do novo hotel, de fato bem mais perto do centro da cidade, o que tem lá sua comodidade. Mas eu falava de restaurantes...
De um modo ou de outro, quase todos os lugares razoáveis de lá buscam o hóspede e o levam de volta ao hotel. E de graça. Quer dizer, embutindo o custo dessa mordomia no preço da refeição. Mas só uma vez fizemos uso disso, quando saímos uma noite pra comer fondue, ou melhor, uma sequência de fondue. Na ótica dos entendidos, isso significa uma espécie de trucidação do ritual "fonduelístico", já que se trata de comer, numa única noite, uma rodada de fondue de queijo, outra de carne, arrematando tudo com um de chocolate. O de queijo até que é bom, embora faltasse sabor à mistura (faltou alho e kirsch) e os queijos não fossem lá aquela maravilha. O de carne estava bem razoável, mesmo porque o básico são os molhos (e havia uns dez potinhos de molhos diferentes - provei quase todos). O de chocolate podia ser melhor se eles limitassem as frutas a apenas duas: morango e banana. Definitivamente, melão, laranja, mamão e kiwi não combinam com chocolate. Mas o ponto alto da noite era o cantor da casa. Acho que ele devia ser amigo, irmão, camarada, cunhado ou credor do dono. Ou o próprio dono. Ele se acompanhava de um sintetizador mal tocado e desfilou, nas duas horas que ali ficamos, um vasto e eclético repertório de canções. Em inglês, francês, espanhol e português. De Elton John a Tom Jobim. E assassinou todas elas. Todas. O sujeito não alcançava notas agudas, não chegava aos tons graves, mastigava as letras em idioma estrangeiro e pronunciava alguma coisa ininteligível quando o repertório era em português. O cara era tão ruim que seria capaz de errar o tom até pra tocar a campainha de casa. Ainda bem que não estragou o jantar. Mas foi por pouco.
De um modo ou de outro, quase todos os lugares razoáveis de lá buscam o hóspede e o levam de volta ao hotel. E de graça. Quer dizer, embutindo o custo dessa mordomia no preço da refeição. Mas só uma vez fizemos uso disso, quando saímos uma noite pra comer fondue, ou melhor, uma sequência de fondue. Na ótica dos entendidos, isso significa uma espécie de trucidação do ritual "fonduelístico", já que se trata de comer, numa única noite, uma rodada de fondue de queijo, outra de carne, arrematando tudo com um de chocolate. O de queijo até que é bom, embora faltasse sabor à mistura (faltou alho e kirsch) e os queijos não fossem lá aquela maravilha. O de carne estava bem razoável, mesmo porque o básico são os molhos (e havia uns dez potinhos de molhos diferentes - provei quase todos). O de chocolate podia ser melhor se eles limitassem as frutas a apenas duas: morango e banana. Definitivamente, melão, laranja, mamão e kiwi não combinam com chocolate. Mas o ponto alto da noite era o cantor da casa. Acho que ele devia ser amigo, irmão, camarada, cunhado ou credor do dono. Ou o próprio dono. Ele se acompanhava de um sintetizador mal tocado e desfilou, nas duas horas que ali ficamos, um vasto e eclético repertório de canções. Em inglês, francês, espanhol e português. De Elton John a Tom Jobim. E assassinou todas elas. Todas. O sujeito não alcançava notas agudas, não chegava aos tons graves, mastigava as letras em idioma estrangeiro e pronunciava alguma coisa ininteligível quando o repertório era em português. O cara era tão ruim que seria capaz de errar o tom até pra tocar a campainha de casa. Ainda bem que não estragou o jantar. Mas foi por pouco.
27 de julho de 2010
Frase do dia
Quer provar o caráter (ou a ausência disso) em uma pessoa? Dê um cargozinho qualquer a ela. O resultado é quase imediato.
Das férias
Viajar, apesar das atribulações costumeiras (dinheiro gasto, voos atrasados, passageiros estressados, conexões perdidas, micos etc.), tem lá alguma coisa de bom. Como não gosto de calor, alegria coletiva e praia, tomei o rumo de sempre: para o alto e avante, no caso, uns 800 metros acima do nível do mar, na cidade de Gramado, Rio Grande do Sul. Demos sorte, se é que isso existe: na semana anterior a nossa chegada, fizera calor; na semana posterior, aquele vendaval que destruiu um mundo de coisas por lá. Pegamos quase tudo o que fomos buscar: frio (embora com alguns dias de chuva), comida razoável e passeios pra lá e pra cá. Como sempre, os micos de turista que viaja com pacotes das agências: um "tour" por Canela e Gramado. Detalhe: sob chuva. Aí foi aquela profusão de parques temáticos, um mais constrangedor que o outro. Abro exceção ao Minimundo, mas quem já foi uma vez só precisa voltar lá após cinco anos, o que não era o meu caso. De resto, levaram a gente pra um museu de cera que parecia ter saído direto daqueles filmes "Bs" dos anos 1950. Talvez ainda pior. Olha, de todo o primeiro dia, só o que valeu a pena foi voltado a provar o apfstrudel do Castelinho do Caracol. Se eu pudesse, repetiria, mas a programação daquele dia foi tão exdrúxula que a guia nos levou para almoçar (na pior churrascaria do planeta) para DEPOIS irmos ao Castelinho. Os demais turistas não se deram conta da m..., mas eu, claro, o reclamão, achei o fim do pastoreio.
Mas isso foi apenas o começo.
Mas isso foi apenas o começo.
22 de julho de 2010
Voltei
Muitas aventuras e fatos curiosos, bizarros e consternantes na viagem que fiz semana passada. Mas aguardem; ainda estou desfazendo as malas e arrumando o apartamento.
10 de julho de 2010
2 de julho de 2010
Fim de partida
Acabou. E já foi tarde. Adeus patriotismo de ocasião, adeus camisas amarelas, adeus vuvuzelas, adeus dias de trabalho perdidos, adeus vida alterada por conta dos jogos, adeus Dunga, adeus "jogadores-soldados da pátria amada", adeus medíocres da bola, adeus oportunismo político. Agora só em 2014. Mas eu ainda espero que não tenhamos essa "honra". Se já foi essa desgraça agora, imaginem quando e se os jogos forem aqui. A roubalheira, que já é enorme, será imensurável.
26 de junho de 2010
Só por Jesus!
Estava eu voltando para casa, hoje, de metrô. Vagão cheio. No meio do trajeto, entra um camarada de camisa listrada (tenho um pé atrás com camisas listradas, já acho que é coisa de festa junina, o que também odeio), fone de ouvido pendurado no pescoço e falando alto, bem alto: "Não, meu querido, você vai ver, ela vai acabar se convencendo que está no caminho do pecado. Porque Jesus vai salvar ela. Sim, por Jesus!", e dava um murro na porta do vagão. Fez isso mais duas ou três vezes. Desligou o celular. Teclou outro número. E tornou a vociferar: "É, porque hoje está um dia lindo, um dia de Jesus. Um sol bonito, calor. Sim, porque eu acho que quando o sábado fica cinzento, é até coisa do...", e hesitou por um segundo. "...acho que deus (sim, para mim é minúsculo), nesses dias nublados, deus está de mau humor. Por Jesus!" E mais um murro na porta.
Pensei comigo: que espécie de divindade é essa que tem bom e mau humor, que faz dias cinzentos ou ensolarados conforme lhe dê na veneta de ter dormido de traseiro de fora da coberta ou não? Que deus é esse em que figuras assim acreditam? O que senti, ali, foi somente ódio e intolerância a quem fosse diferente do molde cristão; um fundamentalismo raivoso, de precisar andar com focinheira e rédea curta. Pior é constatar que ele não é o único, não será o último, mas que sua miopia é compartilhada entre milhões, incluindo gente poderosa e de prestígio, jogadores de futebol e políticos. É esse mundo que está chocando o ovo da serpente. E, sinceramente, não sei que quero estar vivo e fazer parte desse cenário que se desenha mais e mais no horizonte ensolarado de uma divindade tão excessivamente humana.
Pensei comigo: que espécie de divindade é essa que tem bom e mau humor, que faz dias cinzentos ou ensolarados conforme lhe dê na veneta de ter dormido de traseiro de fora da coberta ou não? Que deus é esse em que figuras assim acreditam? O que senti, ali, foi somente ódio e intolerância a quem fosse diferente do molde cristão; um fundamentalismo raivoso, de precisar andar com focinheira e rédea curta. Pior é constatar que ele não é o único, não será o último, mas que sua miopia é compartilhada entre milhões, incluindo gente poderosa e de prestígio, jogadores de futebol e políticos. É esse mundo que está chocando o ovo da serpente. E, sinceramente, não sei que quero estar vivo e fazer parte desse cenário que se desenha mais e mais no horizonte ensolarado de uma divindade tão excessivamente humana.
Primeira edição esgotada!
E não é que a coisa acabou dando certo? Pois a tiragem inicial do Retratos japoneses do Brasil, antologia de narrativas nikkeis da qual tive a honra de participar, esgotou no lançamento. De acordo com a Marília, a organizadora, mais de duzentas pessoas compareceram (meus amigos, minhas amigas, ex-alunos e alunas etc. entre esse público - a quem agradeço publicamente) e prestigiaram o pequeno evento. Para quem não teve mesmo como ir, um aviso: há exemplares à venda na Livraria da Vila, na Saraiva e, sob encomenda, na Livraria Cultura. Para quem podia ter ido e não foi por preguiça, raiva de mim ou coisa de pequena monta, reitero que estão todos(as) devidamente marcados em meu livro de capa preta. Não que isso modifique em nada o que vocês já acham de mim, mas não custa reforçar o recado.
22 de junho de 2010
Carta a meu desafeto
(Atenção: o texto a seguir é ficcional. Qualquer semelhança com pessoas, vivas ou mortas, é mera coincidência. É preciso dizer isso sempre, que saco!)
Z:
olha, cansou. Nunca entendi bem essa sua necessidade de que eu reparasse em sua existência. Talvez seja complexo de inferioridade, alguma forma de compensar a ausência, em você, de atributos físicos e/ou intelectuais dos quais só você mesmo se convenceu. Quando, finalmente, percebo que você existe, me dou conta de que eu era apenas um objeto de suas neuroses, que você via em mim algo que com certeza você nunca seria nem será. Até tentei ser seu amigo, mas desde o início você me enfiou numa rede de mentiras e de histórias enviesadas das quais até hoje não sei separar o falso do eventualmente verdadeiro. Quando achei que você havia desistido de vez em tentar me sacanear, eis que recebo um recado seu dizendo que queria meu e-mail para que você pudesse bloqueá-lo. Como coisa que eu, em algum momento insano, iria escrever alguma coisa para você, ainda mais levando em conta que eu havia bloqueado você bem antes. Mais engraçado é eu fornecer meu e-mail - que você tem ou tinha - para sua finalidade amalucada. Quer me parecer que, na verdade, você ainda queria me atazanar a vida mais um pouco e inventou esse pretexto com esse único fim. Não posso dizer que não fico aborrecido, pois talvez tivéssemos alguma possibilidade de configurar algum trabalho conjunto, quiçá uma amizade. Mas você, como sempre, conseguiu destruir tudo com sua paranoia, sua neurose, seu orgulho de pseudopensador das esquerdas e das classes oprimidas. Fiquemos assim: guarde-se para seus raros amigos, aqueles que entendem seu complexo de feiúra e sua mania de grandeza. E, por favor, não me procure mais, não entre em meu blogue, não me mande mensagens, e-mails, o diabo. Viver já está complicado demais, e eu realmente não preciso de mais uma figura maluca a cruzar meu caminho.
Atenciosamente,
R.
Z:
olha, cansou. Nunca entendi bem essa sua necessidade de que eu reparasse em sua existência. Talvez seja complexo de inferioridade, alguma forma de compensar a ausência, em você, de atributos físicos e/ou intelectuais dos quais só você mesmo se convenceu. Quando, finalmente, percebo que você existe, me dou conta de que eu era apenas um objeto de suas neuroses, que você via em mim algo que com certeza você nunca seria nem será. Até tentei ser seu amigo, mas desde o início você me enfiou numa rede de mentiras e de histórias enviesadas das quais até hoje não sei separar o falso do eventualmente verdadeiro. Quando achei que você havia desistido de vez em tentar me sacanear, eis que recebo um recado seu dizendo que queria meu e-mail para que você pudesse bloqueá-lo. Como coisa que eu, em algum momento insano, iria escrever alguma coisa para você, ainda mais levando em conta que eu havia bloqueado você bem antes. Mais engraçado é eu fornecer meu e-mail - que você tem ou tinha - para sua finalidade amalucada. Quer me parecer que, na verdade, você ainda queria me atazanar a vida mais um pouco e inventou esse pretexto com esse único fim. Não posso dizer que não fico aborrecido, pois talvez tivéssemos alguma possibilidade de configurar algum trabalho conjunto, quiçá uma amizade. Mas você, como sempre, conseguiu destruir tudo com sua paranoia, sua neurose, seu orgulho de pseudopensador das esquerdas e das classes oprimidas. Fiquemos assim: guarde-se para seus raros amigos, aqueles que entendem seu complexo de feiúra e sua mania de grandeza. E, por favor, não me procure mais, não entre em meu blogue, não me mande mensagens, e-mails, o diabo. Viver já está complicado demais, e eu realmente não preciso de mais uma figura maluca a cruzar meu caminho.
Atenciosamente,
R.
Das hipocrisias
Olha, não tem coisa que me deixa mais emputecido que gente fingida, mentirosa. E nem preciso lembrar que são esses que fazem questão de cobrar de nós a sinceridade absoluta. Se isso existisse simplesmente não haveria vida social possível.
Não quero ser pessimista, mas...
... acho que ainda não vimos o pior do que está por vir. E eu me refiro a tudo.
Dos traumas
Podem duvidar, mas nunca mais misturo comida com remédio, bebida e noites sem dormir. Estou com azia até agora. Isso se não for um tumor no intestino, estômago ou em lugar pior.
Das doenças
Nas minhas andanças por aí conheci um bocado de pessoas doentes. No caso, doentes mentais. No geral, entre esquizofrênicos, psicóticos e paranoicos, a incidência maior está entre os últimos. No fundo, creio que todos somos um pouco cada um desses, em maior ou menor grau, o que possibilita ou impede a convivência social, conforme o caso. O problema é que alguns desses andam por aí, frequentando os bancos escolares. Há os que, inclusive, ministram aulas. Complicado quando esses duas figuras se encontram no mesmo tempo e espaço. Pior ainda: um não reconhece no outro sua própria doença. De modo que qualquer possibilidade de haver sociabilidade ali torna-se impossível. O encontro entre egos semelhantes, na cegueira e na insegurança, pode gerar incidentes irremediáveis. Melhor não misturar.
15 de junho de 2010
Bizarrices - 2
Cena 1, 14h30: um congestionamento dos infernos. Carros, ônibus, buzinas. Bares lotados. padarias idem. Nem um pastelzinho dava pra comer. Com fome mesmo, resolvi entrar no meu carro, que estava no estacionamento, e esperar até um pouco após o início do maldito jogo.
Cena 2, 15h45: quase nenhum carro na rua. Saí tranquilo e voltei pra casa. A coisa só ficou chata quando fui chegando perto do bairro onde moro. Os idiotas motorizados, bandeirinhas balançando ao vento, um braço pra fora da janela, coisa de pobre (e não de bolso) mesmo. Entrei no apartamento e tranquei a porta. Ufa, sobrevivi ao primeiro dia de jogo da "seleção" do anão, ops, do ser humano verticalmente prejudicado.
Cena 2, 15h45: quase nenhum carro na rua. Saí tranquilo e voltei pra casa. A coisa só ficou chata quando fui chegando perto do bairro onde moro. Os idiotas motorizados, bandeirinhas balançando ao vento, um braço pra fora da janela, coisa de pobre (e não de bolso) mesmo. Entrei no apartamento e tranquei a porta. Ufa, sobrevivi ao primeiro dia de jogo da "seleção" do anão, ops, do ser humano verticalmente prejudicado.
11 de junho de 2010
24 de maio de 2010
Uma antologia antológica!
Vou divulgar em outros lugares também, mas fica o lembrete: faço parte dessa antologia e ficarei feliz (até onde isso me é possível, claro! Rsrs) com a presença dos(as) amigos(as) no local. Se comprarem o livro, então, sou capaz até de me sentir otimista. Dia 25 de junho, a partir das 19 horas. Local? Casa das Rosas, ali no comecinho da avenida Paulista, em São Paulo.
22 de maio de 2010
Máximas diminutas
- Não existe incompreensão que não seja piorada por mais incompreensão ainda.
- A cada passo rumo ao topo da montanha mais perto você fica de se esborrachar lá embaixo.
- Pior que uma azia só mesmo somando a ela uma dor de cabeça de ver luzinhas à frente.
- Diga-me com quem andas e eu direi que deves sair em disparada na direção contrária.
- Gente que se contenta com menos inevitavelmente terá menos ainda. O mundo odeia a mediocridade. Bom, eu pelo menos odeio.
- Toda generalização é perigosa. Incluindo esta.
- O problema nem é trabalhar com esquizofrênicos. O difícil mesmo é suportar o odor.
- A cada passo rumo ao topo da montanha mais perto você fica de se esborrachar lá embaixo.
- Pior que uma azia só mesmo somando a ela uma dor de cabeça de ver luzinhas à frente.
- Diga-me com quem andas e eu direi que deves sair em disparada na direção contrária.
- Gente que se contenta com menos inevitavelmente terá menos ainda. O mundo odeia a mediocridade. Bom, eu pelo menos odeio.
- Toda generalização é perigosa. Incluindo esta.
- O problema nem é trabalhar com esquizofrênicos. O difícil mesmo é suportar o odor.
20 de maio de 2010
18 de maio de 2010
Aula básica
Quantas vezes tenho de dizer: não confundam minhas manifestações literárias com algo que encerre alguma verdade. Absolutamente tudo aqui é invenção de uma mente doentia. Mas isso qualquer estudante, de Letras ou não, deveria saber. Não tenho culpa se a burrice ou a maldade imperam por aí. É por essas é outras que desisti de escrever prosa ficcional. As pessoas acham que a personagem é alguém que eu conheça realmente, e aí a perversão corre solta. Então no dia em que eu escrever usando uma voz feminina significa que eu virei travesti, transformista ou mulher? Minhas personagens bebem; isso significa que eu sou um bebum inveterado? Vamos deixar claro de uma vez: tudo aqui é mentira. Eu mesmo não existo, sou uma personagem inventada por um sujeito que se esconde na alcunha de "O arquiteto das palavras". Por acaso vocês também acham que as opiniões de Brás Cubas eram as do Machado de Assis? Se acham, então peço que revejam tudo o que supostamente aprenderam, porque não aprenderam nadinha de nada. É irritante ter de voltar o tempo todo a essa mesma ladainha, que inferno!
Frases soltas
- A diferença entre ser insistente e ser inconveniente está ligada ao quanto o outro lado esteja ou não interessado em você.
- Nem tudo está carregado de segundas intenções, mas quase tudo é suspeito até prova em contrário.
- Não existe bondade que não envolva algum tipo de interesse. Sórdido ou não.
- Ninguém ama ninguém, esse é o fato. Buscamos no outro apenas uma boia para nos salvarmos de nosso próprio desespero.
- Se eu tivesse um único minuto a mais de vida, eu o gastaria lembrando de tudo o que não fiz por medo, conveniência ou estupidez. Negativismo até o momento final, este é meu lema.
- A morte não me amedronta. O que me apavora é não saber quando e como ela virá.
- Nem tudo está carregado de segundas intenções, mas quase tudo é suspeito até prova em contrário.
- Não existe bondade que não envolva algum tipo de interesse. Sórdido ou não.
- Ninguém ama ninguém, esse é o fato. Buscamos no outro apenas uma boia para nos salvarmos de nosso próprio desespero.
- Se eu tivesse um único minuto a mais de vida, eu o gastaria lembrando de tudo o que não fiz por medo, conveniência ou estupidez. Negativismo até o momento final, este é meu lema.
- A morte não me amedronta. O que me apavora é não saber quando e como ela virá.
17 de maio de 2010
Vazio
Não tenho certeza, mas acho que perdi alguma coisa que acabou. Ou foi o começo disso que eu deixei escapar.
13 de maio de 2010
A vida em seu ritmo
Aos poucos volto à vida mais ou menos normal. Mil pendências, entretanto, a que darei conta nas próximas semanas, antes de entrar em férias, as primeiras depois de três anos.
11 de maio de 2010
Coisinhas
Seja louco: trabalhe doze ou dezesseis horas por dia, arrume frilas para complementar o orçamento, leve trabalhos de alunos pra corrigir (mas só porque a instituição OBRIGA seus docentes a fazerem isso), prepare provas, ministre oficinas de literatura aos sábados e outras coisinhas mais que você ainda arruma para as horas vagas. É insano, mas não troco esta vida que levo agora por nada. Quer dizer: nada, propriamente não; talvez por um prêmio da megasena, sozinho. Eu disse TALVEZ. Afinal, depois eu teria de aguentar o assédio familiar e dos "amigos" que apareceriam aos borbotões.
Por um instante
Por um instante, o recinto onde estávamos ficou mais gelado que a tarde uivando lá fora.
10 de maio de 2010
Pílulas de sabedoria sem rumo
Numa relação qualquer, quem confunde dor pela perda com manifestação do "verdadeiro eu" do outro realmente é um se desprovido de qualquer tipo de inteligência.
6 de maio de 2010
4 de maio de 2010
Das gentilezas
- Jamais ceda lugar na fila, seja do que for. Ninguém ganha nada com isso e você, certamente, perde muito mais.
- Dirigir palavras gentis a alguém significa angariar o despeito de quem não as recebeu ou de quem acha que recebeu menos que a outra. E acredite: você nunca vai acertar na dosagem.
- Em hipótese alguma acredite em pessoas que dizem que jamais esquecerão do ato de bondade que você exerceu em benefício delas. Vão esquecer sim, tão logo você faça alguma besteira ou elas encontrem alguém que faça algo melhor.
- Homens são seres parvos, mas as mulheres não ficam atrás - notadamente aquelas que gostam dos mais parvos entre os homens. Homens gentis são candidatos a um chapéu de touro.
- Nada como um dia após o outro. Para provar que nada mudou de um dia para o outro. Com sorte, não piorou.
- Palavras são coisas perigosas. Por isso, quando for elogiar alguém, seja claro(a), explícito(a) se for o caso. Tudo, hoje em dia, pode ser interpretado para o lado negativo. Notadamente se a parte que ouve sofrer de surdez mental ou qualquer outro distúrbio semelhante.
- Dirigir palavras gentis a alguém significa angariar o despeito de quem não as recebeu ou de quem acha que recebeu menos que a outra. E acredite: você nunca vai acertar na dosagem.
- Em hipótese alguma acredite em pessoas que dizem que jamais esquecerão do ato de bondade que você exerceu em benefício delas. Vão esquecer sim, tão logo você faça alguma besteira ou elas encontrem alguém que faça algo melhor.
- Homens são seres parvos, mas as mulheres não ficam atrás - notadamente aquelas que gostam dos mais parvos entre os homens. Homens gentis são candidatos a um chapéu de touro.
- Nada como um dia após o outro. Para provar que nada mudou de um dia para o outro. Com sorte, não piorou.
- Palavras são coisas perigosas. Por isso, quando for elogiar alguém, seja claro(a), explícito(a) se for o caso. Tudo, hoje em dia, pode ser interpretado para o lado negativo. Notadamente se a parte que ouve sofrer de surdez mental ou qualquer outro distúrbio semelhante.
3 de maio de 2010
Lembretes desnecessários
- Se tiver de trabalhar num fim de semana, nunca deixe para sair na hora do almoço ou depois dela; é nesse horário em que todos os que são (ou acham que são) mais felizes que você costumam infestar as ruas com suas futilidades.
- Gente estranha não significa necessariamente gente perigosa. Mas nunca é demais tomar as devidas precauções. Colete a prova de balas e capacete são sempre úteis.
- Se sexo é sexo e amor é amor, como vocês me explicam o sentido de frases como "fazer amor", que algumas pessoas insistem em usar?
- Muito sol pode causar câncer de pele. Pouco sol pode levar a uma osteoporose. O problema, aí, é definir o quanto é "muito" ou "pouco". Isso vale também para a exposição de sua vida pessoal para outrem.
- Seja gentil com as pessoas e leve uma rasteira. Ou um safanão. Ou um tiro.
- Gente estranha não significa necessariamente gente perigosa. Mas nunca é demais tomar as devidas precauções. Colete a prova de balas e capacete são sempre úteis.
- Se sexo é sexo e amor é amor, como vocês me explicam o sentido de frases como "fazer amor", que algumas pessoas insistem em usar?
- Muito sol pode causar câncer de pele. Pouco sol pode levar a uma osteoporose. O problema, aí, é definir o quanto é "muito" ou "pouco". Isso vale também para a exposição de sua vida pessoal para outrem.
- Seja gentil com as pessoas e leve uma rasteira. Ou um safanão. Ou um tiro.
Assinar:
Postagens (Atom)