- Quem disse que o trabalho enobrece o homem nunca deve ter trabalhado na vida. Ou era um tremendo gozador.
- O que leva um pobre-diabo a fingir que está falando ao telefone celular, simulando recusar uma proposta de trabalho ou uma entrevista para um jornal? Isso, no meu tempo, era falta de sexo. Mas, claro, no "meu tempo", não havia celulares...
- Ventos novos sopram nesta terra desolada. Mas só levantam uma poeira dos infernos...
- Faz frio, faz calor, faz frio de novo. Num país como o nosso, nem mesmo o clima escapa da esquizofrenia generalizada.
Blogue de um pretenso poeta, intelectual de cafeteria, reclamão de todas as horas e professor de Literatura por profissão (e, dizem, talento). Poemas e exercícios narrativos, crítica de cultura e maledicências ligeiras em tom farsesco. Tudo aqui é mentira.
30 de agosto de 2007
29 de agosto de 2007
Lembretes
- Tudo o que se escreve aqui é mentira.
- Se eu pudesse recomeçar, faria tudo errado novamente.
- Qualquer decisão que você tenha de tomar resultará em algum tipo de desgraça. Cedo ou tarde.
- Entre a dignidade e a sobrevivência, fique sempre com a segunda, pois a primeira não compra caviar.
- Contra todas as evidências, reitere que você está sendo vítima de uma conspiração. O problema é se não houver evidências. Neste caso, a condenação é certa.
- Se eu pudesse recomeçar, faria tudo errado novamente.
- Qualquer decisão que você tenha de tomar resultará em algum tipo de desgraça. Cedo ou tarde.
- Entre a dignidade e a sobrevivência, fique sempre com a segunda, pois a primeira não compra caviar.
- Contra todas as evidências, reitere que você está sendo vítima de uma conspiração. O problema é se não houver evidências. Neste caso, a condenação é certa.
27 de agosto de 2007
O que realmente conta
Conselho materno: "você deve encarar as coisas de modo mais positivo, para não atrair mais negatividade..." Gostaria de acreditar nisso, mas, sinceramente, não tem como. Mas digamos que eu caísse nessa. Decerto que tudo mudaria: eu não seria mais explorado, não seria mais vilipendiado, não seria mais sacaneado. Teria um emprego legal, com salário digno (ou um trabalho compensador do ponto de vista financeiro e pessoal). Pagaria impostos justos, que reverteriam numa sociedade melhor, em ruas pavimentadas, hospitais públicos decentes, escolas idem. Não teria medo de voltar para casa à noite, pois teria segurança. Até os fdps que insistem em cruzar meu caminho iriam cuidar de suas vidas plantando batatas ou cenouras (estas últimas, talvez mais condizentes com suas próprias frustrações). Teria uma sobra todo mês que me permitiria, uma vez por ano, viajar e descansar. Não teria dores nas costas, estresse, irritações de pele e de nervos. Claro que, para isso, teria de arrumar o tal emprego - que não existe -, trabalhar feito um condenado 16 horas por dia, inclusive sábados e domingos, ganhar uma úlcera e um probleminha no coração, para quem sabe um dia poder usufruir de uma aposentaria merrequenta - isso se eu não for dispensado antes, a pretexto de algum corte de custos. Vamos todos começar a pensar positivamente, então. Assim: 1, 2 e... 3! Sentiram a mudança? Pois é, nem eu.
21 de agosto de 2007
Um poema
"Nada de importante"
Você abre a porta de casa
E um cadáver lhe dá bom-dia.
Um odor de ferro e chumbo
Derrete o asfalto ao nascer do sol.
Um fulano fodido - e você dormindo
Depois de horas e horas de trabalho
Ou de falta dele, contando o que resta
Para lhe tirarem o prato e o teto.
Porque é isso mesmo:
Deus não existe, ou morreu,
Ou sequer sabe de sua existência.
E, seja como for, você é tão importante
Quanto o fiapo de baba que escorre
Da boca do cadáver que lhe dá bom-dia. Você pensa nisso
No justo momento em que um ônibus desgovernado
Faz paçoca de seus miolos.
Você abre a porta de casa
E um cadáver lhe dá bom-dia.
Um odor de ferro e chumbo
Derrete o asfalto ao nascer do sol.
Um fulano fodido - e você dormindo
Depois de horas e horas de trabalho
Ou de falta dele, contando o que resta
Para lhe tirarem o prato e o teto.
Porque é isso mesmo:
Deus não existe, ou morreu,
Ou sequer sabe de sua existência.
E, seja como for, você é tão importante
Quanto o fiapo de baba que escorre
Da boca do cadáver que lhe dá bom-dia. Você pensa nisso
No justo momento em que um ônibus desgovernado
Faz paçoca de seus miolos.
20 de agosto de 2007
Já encheu
Mas não é que, de repente, voltamos a ser uma ilha de paz no meio da turbulência?
Longe de imaginar que isto aqui vai melhorar um dia. Não vai nunca. E não adianta ir pra esquerda ou pra direita. Nem aderir ao "Cansei", ao "Cansamos", ao "Caguei" ou a que verbo vocês quiserem. A sociedade nunca esteve tão explicitamente dividida (na verdade, sempre esteve, mas os últimos anos foram pródigos em desfazer a ilusão - o que pode ser bom ou um desastre). Ou você faz parte da curriola, ou você é faz parte da "direita golpista". Ou você está conosco ou está contra nós. Há os que se locupletam, há os que assumem a esquizofrenia. Não nos permitem ficar à meia-luz, ou à meia-sombra, sob a acusação de que a neutralidade ou o exercício da crítica apartidária são atitudes vis. Da minha perspectiva, estamos na merda, que fede do mesmo jeito não importa o matiz político do emissor. Desconfio de um movimento que se diz "apolítico" (se é um movimento contra qualquer coisa, já é político), mas me dou o direito de rejeitar um outro que se diz "das massas", mas que enriquece seus líderes, e isso pra dizer o mínimo. Nunca na história vivi tamanha desesperança, mais que isso, anomia. Não tenho vontade sequer de ter alguma vontade. E estou aqui, sentado, esperando que a morte me pegue e me poupe o trabalho de agir em nome dela. Mas acho que nem isso vai acontecer.
Longe de imaginar que isto aqui vai melhorar um dia. Não vai nunca. E não adianta ir pra esquerda ou pra direita. Nem aderir ao "Cansei", ao "Cansamos", ao "Caguei" ou a que verbo vocês quiserem. A sociedade nunca esteve tão explicitamente dividida (na verdade, sempre esteve, mas os últimos anos foram pródigos em desfazer a ilusão - o que pode ser bom ou um desastre). Ou você faz parte da curriola, ou você é faz parte da "direita golpista". Ou você está conosco ou está contra nós. Há os que se locupletam, há os que assumem a esquizofrenia. Não nos permitem ficar à meia-luz, ou à meia-sombra, sob a acusação de que a neutralidade ou o exercício da crítica apartidária são atitudes vis. Da minha perspectiva, estamos na merda, que fede do mesmo jeito não importa o matiz político do emissor. Desconfio de um movimento que se diz "apolítico" (se é um movimento contra qualquer coisa, já é político), mas me dou o direito de rejeitar um outro que se diz "das massas", mas que enriquece seus líderes, e isso pra dizer o mínimo. Nunca na história vivi tamanha desesperança, mais que isso, anomia. Não tenho vontade sequer de ter alguma vontade. E estou aqui, sentado, esperando que a morte me pegue e me poupe o trabalho de agir em nome dela. Mas acho que nem isso vai acontecer.
15 de agosto de 2007
O horror, o horror...
Detesto cachorros. Aliás, acho que qualquer espécie animal cuja boca tenha abertura suficiente para levar minha mão embora deveria ficar do lado de dentro da jaula. Não é isso, porém, que me faz odiá-los. O problema dos cães é que eles são submissos ao ser humano - a pior espécie viva deste planetinha em que tentamos existir. É até plausível dizer que tenho ojeriza maior aos donos que aos cachorros propriamente ditos. Quem, em sã consciência, pode achar um pitbull "bonitinho"? Ou um buldogue? Ou uma dessas bolas de pêlo cujos latidos ultrapassam qualquer nível decente de decibéis e fazem seu cérebro doer como se uma agulha o estivesse atravesando? Se não fosse passível de processo criminal, minha vontade seria praticar futebol com cachorros fofinhos e peludos. E tiro ao alvo com os grandes.
Dito isso, se existe uma coisa que me revolta as vísceras é ver o que muita gente considerada mais decente que eu faz com seus bichinhos de estimação tão logo eles começam a se tornar estorvos: abandonam os animais por aí. Isso quando não os matam de fome ou doença. Enquanto o danado do bicho for bonitinho e coisa e tal, tudo bem. A partir do momento em que ele passa a roer móveis, sapatos e a fazer suas necessidades pela casa, rua! Ninguém se lembra de que estão tratando com um ser vivo, que sangra e sente dor. Oras, é só uma "coisa" mesmo, não é? Essa irresponsabilidade, somada à total ausência de sentimentos, é que me enoja. Mas alguém aí liga para o que acontece com quem não pode(mais)falar?
Dito isso, se existe uma coisa que me revolta as vísceras é ver o que muita gente considerada mais decente que eu faz com seus bichinhos de estimação tão logo eles começam a se tornar estorvos: abandonam os animais por aí. Isso quando não os matam de fome ou doença. Enquanto o danado do bicho for bonitinho e coisa e tal, tudo bem. A partir do momento em que ele passa a roer móveis, sapatos e a fazer suas necessidades pela casa, rua! Ninguém se lembra de que estão tratando com um ser vivo, que sangra e sente dor. Oras, é só uma "coisa" mesmo, não é? Essa irresponsabilidade, somada à total ausência de sentimentos, é que me enoja. Mas alguém aí liga para o que acontece com quem não pode(mais)falar?
13 de agosto de 2007
Comentário atônito
Quem ainda acha que o mundo tem conserto deve urgentemente ler as páginas de Cultura dos jornais diários. Há um universo de acontecimentos de bastante relevância: cursos, palestras, saraus, lançamentos de livros etc. Só que nada disso aparece nos ditos órgãos de imprensa. Ou muito pouco. Na maior parte dos casos, as notícias sobre livros (só para ficar num dos meus campos de atuação) limitam-se a notinhas de rodapé cujos textos já estavam prontos nos releases enviados pelas editoras. Quando há uma resenha mais encorpada, é sempre de um autor que não precisa daquela resenha, a qual, no mais, dificilmente escapa do ramerrão impressionista sob disfarce técnico. Agora, infinitamente pior do que isso, só mesmo aquele texto em que o sujeito não tem NADA para comentar, fica dando voltas em torno de platitudes e lugares-comuns, e enche o espaço que falta (dois terços do total) acusando a crítica e os escritores de fazerem exatamente aquilo que ele, o resenhista, faz: propaganda de si próprio, autoproselitismo, aversão a quem pensa diferente. Não fosse o caderno de empregos, era o caso de pedir o cancelamento de todas as assinaturas dos jornais que leio.
9 de agosto de 2007
Resumo rápido
Semana difícil: nenhum trabalho novo, nada de grana na conta corrente, que já ameaça entrar no vermelho outra vez. E nenhuma perspectiva à vista. Muito menos a prazo. E ainda tem a amigdalite, que resolveu ficar mais um pouco e pediu outra intervenção, desta vez com injeção de Bezetacil, aquela maravilha. E mais três dias de antibiótico, antiinflamatório e mais outro medicamento que eu preferi nem perguntar pra que servia. Tem certas coisas que é melhor desconhecer mesmo. E houve o curso que era pra começar esta semana, mas só teve a primeira aula, e que só deve ser retomado em setembro. Muita gente que havia planejado ficar livre em outubro vai ter de repensar a agenda. Por fim, a corrida atrás de documentos e quejandos pra outra burocracia que vai redundar em nada. O problema é que - como diz o Zé Simão - "quem fica parado é poste", e ficar só reclamando não vai levar a lugar algum muito menos. Então, vale tirar o traseiro do sofá, como diria nosso impoluto chefe da Nação, e "correr atrás do prejuízo"...
De quebra, fiquei até agora dando aula e perdi o lançamento da Fósforo, do meu dileto parceiro Claudinei, dono do site Desconcertos. Outra lástima!
De quebra, fiquei até agora dando aula e perdi o lançamento da Fósforo, do meu dileto parceiro Claudinei, dono do site Desconcertos. Outra lástima!
8 de agosto de 2007
Um capítulo de um livro vindouro
Preciso corrigir esse defeito. Não é nada para se envergonhar, mas as pessoas não entendem o que eu digo, tenho de repetir, me repetir, eu que odeio isso mais que tudo, mais que o fato de eu usar óculos e ter a cara cheia de espinhas. Vou falar, então as palavras saem enroladas, umas sobre as outras, como putas de filme pornô, aí a pessoa me olha com aquela expressão de quem acha que você sofre de algum problema mental, então tento me explicar e o que consigo é manchar a roupa da pessoa com perdigotos e ver o riso amarelo e o cara enojada que ela faz antes de se afastar como se eu tivesse alguma doença contagiosa. Nada para me envergonhar, mas eu preciso corrigir ese defeito antes que me tomem por demente. E eu não sou. Tenho apenas esse defeito, um nada, que projeta meu maxilar inferior para além de seu eixo e me confere um ar meio agressivo. É másculo, mas em mim é defeito. Um defeitinho. Fora isso, sou perfeito. Minha mãe concorda comigo, tanto que vai me ajudar a pagar a operação. Daí todos terão de me agüentar falando o que me ter na telha. Não vejo a hora.
Ainda à beira da morte
Ou nem tanto. Mas a amígdala continua inchada, o que é mau sinal - ou seja, complicações advirão em breve. Menos mal que a temperatura do corpo baixou, o que pelo menos me permite sair à rua sem sentir frio com os termômetros marcando 26 graus. Se eu acreditasse nisso, diria que é praga. Mas é estresse mesmo. Do jeito que a coisa vai, acho que o melhor será pegar uma fazenda bem grande (se é que vai sobrar alguma depois que o MST finalmente implantar sua moderna política agrária) e carpir o mato até as mãos criarem calo (o que não vai demorar muito...hehehe!). Depois, criar uma sociedade alternativa, onde eu possa compor muitos rocks rurais, com meus livros, meus CDs e nada mais (bom, vale uma geladeira, uma TV a cabo, ar condicionado, banheiro limpo...). Pensando bem, vamos voltar à desgraceira cotidiana.
6 de agosto de 2007
Notícias do "front"
Claro que eu não podia passar um ano sem contrair uma amigdalite brava. Pois é: febre, garganta doendo, a sensação de que passaram um rolo compressor sobre você... Acompanhando o pacote, a dor renitente nas costas - indício claro do que será minha fase decrépita. Antes de cair doente, porém, escrevi alguns pequenos textos. Só não os publico hoje porque a preguiça e a leseira andam demais...
31 de julho de 2007
Curso sobre Poesia Moderna
A pedidos da Ana Rüsche, divulgo aqui um curso que ela e o Dirceu Villa vão ministrar em setembro. Até deu vontade de cursar, vendo o programa... Para quem se interessar, as inscrições podem ser feitas diretamente no site do b_arco.
Poetas da Modernidade: Um Panorama Internacional
espaço b_arco virgilio, oficinas de cultura
www.barcovirgilio.com.br
galeria virgilio, rua dr. virgilio de carvalho pinto, n° 422, pinheiros
(11) 3081.6986, contato@barcovirgilio.com.br
por Ana Rüsche & Dirceu Villa
Objetivos: Apresentar de forma agradável e próxima os principais poetas que produziram durante o século XIX e XX, cujo conhecimento se faz imprescindível para compreensão da arte moderna, como os nomes de Rimbaud, Baudelaire, Rilke, Hölderlin, Eliot, Pound e Pessoa, dentre outros.
Além do apanhado crítico e teórico que pressupõe o curso, os textos serão passados em forma de leitura, com detalhes bibliográficos, para que a apreensão do conteúdo seja interessante e atrativa a todos.
Destinado a: Interessados em poesia, literatura, filosofia e história da arte. Não são necessários conhecimentos prévios específicos sobre poesia.
Início: 01 de Setembro de 2007. Reserve sua vaga
Dias/Horário: De 01 a 29/09 (5 encontros). Sábados, das 11hs às 15hs. Cada encontro terá a duração 4 (quatro) horas com um intervalo de 30 (trinta) minutos
Programa proposto
(sujeito a alterações)
1° Encontro - Poetas de Língua Inglesa- T. S. Eliot
- Ezra Pound
- Emily Dickinson
Comentários sobre: William Blake, e.e. Cummings, William Butler Yeats e Gertrude Stein
2° Encontro - Poetas de Língua Francesa
- Arthur Rimbaud
- Stéphane Mallarmé
- Charles Baudelaire
Comentários sobre: Paul Éluard & André Breton, Guillaume Apollinaire, Jean Cocteau, Jules Laforgue e Tristan Corbière
3° Encontro - Poetas de Língua Alemã
- Rainer Maria Rilke
- Bertold Brecht
- Paul Celan
Comentários sobre: Friedrich Hölderlin, Georg Trakl, Else Lasker-Schüler e Kurt Schwitters
4° Encontro - Poetas de Línguas Italiana e Ibéricas
- Filippo Tommaso Marinetti
- Octavio Paz
- Fernando Pessoa
Comentários sobre: Giuseppe Ungaretti, Joan Brossa e Pablo Neruda
ANA RÜSCHE - Escritora, publicou Rasgada (Quinze & Trinta: 2005) e Sarabanda - Um Caderno de Estudos (Selo Demônio Negro: 2007). Vencedora do PAC - Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo em 2006, e do prêmio Versos Femininos, Prefeitura de São Paulo, 2004.Participou de diversas antologias, dentre elas Oitavas (Selo Demônio Negro: 2006) e foi traduzida para o catalão e o espanhol na Antologia Panamericana - Poetas nascidas após 1976, SérieAlfa por Joan Navarro (2005). Traduções publicadas: Expressionistas alemães, Revista Zunái (2005), Poetas sul-africanos, Revista Etcetera nº 8, Ed. Travessa dos Editores (2006).
Formada em Direito na Universidade de São Paulo (USP), cursa o 5° ano de Letras na USP. Escreve diariamente no blog convidado da UOL, Peixe de Aquário, http://peixedeaquario.zip.net.
DIRCEU VILLA - Poeta e tradutor, publicou MCMXCVIII (Badaró: 1998) e Descort (Hedra: 2003), vencedor do Prêmio Nascente (USP) em 2000. Publicado em revistas e antologias, dentre elas a nova-iorquina Rattapalax n°9, Ácaro e Ciência & Tecnologia. Prefaciou Contos Indianos, de Stéphane Mallarmé (Hedra, 2006); Fausto, de Christopher Marlowe (Hedra, 2006) e Pequenos Poemas em Prosa, de Charles Baudelaire (Hedra, 2007, no prelo).
Formado em Letras na Universidade de São Paulo (USP), concluiu em 2004 mestrado em Literaturas de Língua Inglesa, traduzindo e anotando Lustra, de Ezra Pound. Integra o conselho editorial dos Cadernos de Literatura em Tradução (FFLCH/USP). Ministrou cursos de poesia na Extensão Universitária da USP nos anos 2003, 2005 e 2006. Editor da revista Gargântua (1999), de literatura e arte. Publica, desde 2004, ensaios e traduções na revista digital Germina Literatura, criador de e responsável pelas páginas Officina Perniciosa, Thesaurus e Folha Elétrica, www.germinaliteratura.com.br
Poetas da Modernidade: Um Panorama Internacional
espaço b_arco virgilio, oficinas de cultura
www.barcovirgilio.com.br
galeria virgilio, rua dr. virgilio de carvalho pinto, n° 422, pinheiros
(11) 3081.6986, contato@barcovirgilio.com.br
por Ana Rüsche & Dirceu Villa
Objetivos: Apresentar de forma agradável e próxima os principais poetas que produziram durante o século XIX e XX, cujo conhecimento se faz imprescindível para compreensão da arte moderna, como os nomes de Rimbaud, Baudelaire, Rilke, Hölderlin, Eliot, Pound e Pessoa, dentre outros.
Além do apanhado crítico e teórico que pressupõe o curso, os textos serão passados em forma de leitura, com detalhes bibliográficos, para que a apreensão do conteúdo seja interessante e atrativa a todos.
Destinado a: Interessados em poesia, literatura, filosofia e história da arte. Não são necessários conhecimentos prévios específicos sobre poesia.
Início: 01 de Setembro de 2007. Reserve sua vaga
Dias/Horário: De 01 a 29/09 (5 encontros). Sábados, das 11hs às 15hs. Cada encontro terá a duração 4 (quatro) horas com um intervalo de 30 (trinta) minutos
Programa proposto
(sujeito a alterações)
1° Encontro - Poetas de Língua Inglesa- T. S. Eliot
- Ezra Pound
- Emily Dickinson
Comentários sobre: William Blake, e.e. Cummings, William Butler Yeats e Gertrude Stein
2° Encontro - Poetas de Língua Francesa
- Arthur Rimbaud
- Stéphane Mallarmé
- Charles Baudelaire
Comentários sobre: Paul Éluard & André Breton, Guillaume Apollinaire, Jean Cocteau, Jules Laforgue e Tristan Corbière
3° Encontro - Poetas de Língua Alemã
- Rainer Maria Rilke
- Bertold Brecht
- Paul Celan
Comentários sobre: Friedrich Hölderlin, Georg Trakl, Else Lasker-Schüler e Kurt Schwitters
4° Encontro - Poetas de Línguas Italiana e Ibéricas
- Filippo Tommaso Marinetti
- Octavio Paz
- Fernando Pessoa
Comentários sobre: Giuseppe Ungaretti, Joan Brossa e Pablo Neruda
ANA RÜSCHE - Escritora, publicou Rasgada (Quinze & Trinta: 2005) e Sarabanda - Um Caderno de Estudos (Selo Demônio Negro: 2007). Vencedora do PAC - Secretaria de Estado de Cultura de São Paulo em 2006, e do prêmio Versos Femininos, Prefeitura de São Paulo, 2004.Participou de diversas antologias, dentre elas Oitavas (Selo Demônio Negro: 2006) e foi traduzida para o catalão e o espanhol na Antologia Panamericana - Poetas nascidas após 1976, SérieAlfa por Joan Navarro (2005). Traduções publicadas: Expressionistas alemães, Revista Zunái (2005), Poetas sul-africanos, Revista Etcetera nº 8, Ed. Travessa dos Editores (2006).
Formada em Direito na Universidade de São Paulo (USP), cursa o 5° ano de Letras na USP. Escreve diariamente no blog convidado da UOL, Peixe de Aquário, http://peixedeaquario.zip.net.
DIRCEU VILLA - Poeta e tradutor, publicou MCMXCVIII (Badaró: 1998) e Descort (Hedra: 2003), vencedor do Prêmio Nascente (USP) em 2000. Publicado em revistas e antologias, dentre elas a nova-iorquina Rattapalax n°9, Ácaro e Ciência & Tecnologia. Prefaciou Contos Indianos, de Stéphane Mallarmé (Hedra, 2006); Fausto, de Christopher Marlowe (Hedra, 2006) e Pequenos Poemas em Prosa, de Charles Baudelaire (Hedra, 2007, no prelo).
Formado em Letras na Universidade de São Paulo (USP), concluiu em 2004 mestrado em Literaturas de Língua Inglesa, traduzindo e anotando Lustra, de Ezra Pound. Integra o conselho editorial dos Cadernos de Literatura em Tradução (FFLCH/USP). Ministrou cursos de poesia na Extensão Universitária da USP nos anos 2003, 2005 e 2006. Editor da revista Gargântua (1999), de literatura e arte. Publica, desde 2004, ensaios e traduções na revista digital Germina Literatura, criador de e responsável pelas páginas Officina Perniciosa, Thesaurus e Folha Elétrica, www.germinaliteratura.com.br
27 de julho de 2007
De passagem...
Infelizmente não vai ser desta vez que ficarei famoso, mas minha pequena resenha a respeito do livro A Maldição da Moleira foi publicada no site do Entrelinhas. A limitação do espaço acaba obrigando a gente a deixar considerações importantes de lado, mas o exercício de escrever o essencial foi assaz interessante. Quem quiser conferir, clique aqui.
Diferentemente das demais criaturas deste planeta, gosto do frio. Quem me conhece já sabe disso, de modo que não vou ficar me repetindo além da conta. O calor, embora propicie a visão generosa das beldades femininas (e das masculinas, para quem prefere), também põe à mostra, em proporções muito acima do razoável, o horror das caras suadas, e das camisas manchadas nas axilas. Disgusting, no mínimo. No frio não há nada disso. De quando em quando, um casaco de pele fora do contexto, a estética da cebola, coisas assim. O melhor é que ninguém sai de casa. A cidade fica melhor e mais respirável.
Diferentemente das demais criaturas deste planeta, gosto do frio. Quem me conhece já sabe disso, de modo que não vou ficar me repetindo além da conta. O calor, embora propicie a visão generosa das beldades femininas (e das masculinas, para quem prefere), também põe à mostra, em proporções muito acima do razoável, o horror das caras suadas, e das camisas manchadas nas axilas. Disgusting, no mínimo. No frio não há nada disso. De quando em quando, um casaco de pele fora do contexto, a estética da cebola, coisas assim. O melhor é que ninguém sai de casa. A cidade fica melhor e mais respirável.
24 de julho de 2007
Paroles, parolagens...
Correu tudo bem na sessão de comunicações da Abralic, ontem. Para quem não sabe, explico: a Abralic (Associação Brasileira de Literatura Comparada) organiza encontros regionais e congressos internacionais que reúnem professores mestres e doutores para falar sobre... Literatura sob a perspectiva comparativista, embora não só por ela. Nessas ocasiões, além das mesas-redondas, há um espaço para a divulgação de trabalhos (em andamento ou concluídos) dos professores titulados, sob a forma de comunicações breves. Em geral, cada um lê um texto previamente escrito - embora sempre haja quem ensaie uma fala mais ou menos improvisada na hora -, a que se segue um tempo para debates entre os expositores e o público eventualmente presente. É, é bem acadêmico - no bom e no mau sentido. Mas o mais divertido é ter a oportunidade de perceber que há uma quantidade enorme de trabalhos que não valem o papel em que foram escritos, assim como também há outros cujo brilhantismo causa inveja, a boa inveja. Além do que os contatos que se estabelecem nessas ocasiões são sempre interessantes, pelo menos do ponto de vista acadêmico e intelectual. Ah, meu trabalho foi bem recebido, mas fiquei com o forte impressão de que metade da audiência não tinha a menor idéia do que eu estava falando...rsrsr! Nada muito diferente de "dar aulas", afinal...
Gastei o que não tenho e comprei três livros: Diálogos com Leucó, de Cesare Pavese; Belverede, do Chacal; e Cemitério, do Paulo Emílio Salles Gomes. Dos três, o do Chacal tem lançamento amanhã, a partir das 19h00, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho. Dos demais, comento depois.
Gastei o que não tenho e comprei três livros: Diálogos com Leucó, de Cesare Pavese; Belverede, do Chacal; e Cemitério, do Paulo Emílio Salles Gomes. Dos três, o do Chacal tem lançamento amanhã, a partir das 19h00, na Livraria da Vila da Fradique Coutinho. Dos demais, comento depois.
19 de julho de 2007
Conversas convertidas
Minha parceira de Literatura, a Marília, do delicioso blogue Micrópolis (link ao lado, please!), escreveu para mim solidarizando-se quanto ao fato de minha condição isolada e isolacionista. Mas ainda assim ela é menos dominada pela misantropia do que eu, já que lançou uma obra coletiva com a Ana Rüshe, a Silvana Guimarães, a Andrea Catropa, entre outras. Eu, nem isso. Ou melhor, somente um livro muito mal divulgado, por minha própria culpa. A última festa que lembro de ter ido foi uma na qual quase me peguei com o então cunhado de um amigo porque ele encanou com o fato de eu não beber cerveja. Aliás, não beber nada alcoólico. Diga-se de passagem, isso valeria uma tese: os motivos sóciopsicofenomenológicos da agressividade contra os não-bebedores. Como se fôssemos uma espécie de ETs, ou portadores de alguma doença contagiosa. Virgens e de pau pequeno. Agentes da polícia secreta das elites ou da direita que não deseja o sucesso das classes trabalhadoras do país. Delatores. Disfuncionais. Chatos. Próceres da moral e dos bons costumes. E por aí vai...
Acresce que escrevo poemas. Ou pelo menos tento. E, como eu já disse aqui, não existe nada mais esquisito do que poetas (ou candidatos a). Deve ser genético. Mais ou menos como os X-Men ou as personagens de Heroes. E sem nenhuma das vantagens.
Gracejos à parte, escrevi uma pequena resenha do recente livro da Índigo - A Maldição da Moleira (editora Girafinha). Ia publicá-la aqui, mas resolvi, antes, mandar o texto para um site especializado em Literatura - vai que eles se deixam enganar e me dão uma pequena alegria (sim, porque grana que é bom...)
Semana que vem, segunda-feira, vou apresentar uma comunicação sobre um conto de Marçal Aquino. Vai ser no Encontro Regional da Abralic, que este ano acontece na USP. Mais informações, clique aqui. Espero não ser massacrado...
Acresce que escrevo poemas. Ou pelo menos tento. E, como eu já disse aqui, não existe nada mais esquisito do que poetas (ou candidatos a). Deve ser genético. Mais ou menos como os X-Men ou as personagens de Heroes. E sem nenhuma das vantagens.
Gracejos à parte, escrevi uma pequena resenha do recente livro da Índigo - A Maldição da Moleira (editora Girafinha). Ia publicá-la aqui, mas resolvi, antes, mandar o texto para um site especializado em Literatura - vai que eles se deixam enganar e me dão uma pequena alegria (sim, porque grana que é bom...)
Semana que vem, segunda-feira, vou apresentar uma comunicação sobre um conto de Marçal Aquino. Vai ser no Encontro Regional da Abralic, que este ano acontece na USP. Mais informações, clique aqui. Espero não ser massacrado...
18 de julho de 2007
Palavras ao vento.
Ia escrever alguma coisa sobre o livro da Índigo, de que gostei demais, mas não há como. A morte de tanta gente, por algo que deveria ter sido evitado facilmente, poderia coroar os desastres de que temos sido vítimas, como "nunca na história deste pais", não fosse o seguinte: não acabou aí. Como dizem os americanos, "the cherry on the cake" ainda não foi posta, e esta geração de políticos ainda tem muito a nos apresentar. Os sobreviventes verão. E pior: nem poderão vaiar, já que até isso será proibido.
Os problemas da Educação no Brasil nunca serão resolvidos enquanto a cláusula constitucional que a torna um direito de todos não for suprimida. O Estado faliu, não por falta de dinheiro, mas pela incompetência de quem o administra. Mas nada neste e em qualquer outro mundo salvaria a Educação, cujas contradições irresolvíveis são o alfa e o ômega de seu fracasso, ou melhor, de seu sucesso. Sucesso? Sim, se levarmos em conta que o objetivo é esse mesmo, o de demonstrar sua inutilidade para as massas. "Precisamos adaptar a escola aos novos tempos" é frase de quem já se rendeu ao mercado, à deformação utilitarista que molda tudo e todos. O que seria essa adaptação? Computadores na escola? Aulas dinâmicas? Ênfase na prática? Oras, isso é o mais do mesmo, é fazer da escola uma extensão piorada da própria casa. Quem aprende alguma coisa assim? Melhor: o que se aprende em lugares desse tipo? A mesma coisa que vemos nas ruas, nas delegacias, nos palácios, nas favelas. Criamos monstros que, crentes de sua onipotência, voltam suas garras e armas para nós.
Não, isto que escrevi não é solução pra nada - antes que me venham cobrar alguma coisa. É só um desabafo diante de tanta coisa fora do lugar - de qualquer lugar.
Os problemas da Educação no Brasil nunca serão resolvidos enquanto a cláusula constitucional que a torna um direito de todos não for suprimida. O Estado faliu, não por falta de dinheiro, mas pela incompetência de quem o administra. Mas nada neste e em qualquer outro mundo salvaria a Educação, cujas contradições irresolvíveis são o alfa e o ômega de seu fracasso, ou melhor, de seu sucesso. Sucesso? Sim, se levarmos em conta que o objetivo é esse mesmo, o de demonstrar sua inutilidade para as massas. "Precisamos adaptar a escola aos novos tempos" é frase de quem já se rendeu ao mercado, à deformação utilitarista que molda tudo e todos. O que seria essa adaptação? Computadores na escola? Aulas dinâmicas? Ênfase na prática? Oras, isso é o mais do mesmo, é fazer da escola uma extensão piorada da própria casa. Quem aprende alguma coisa assim? Melhor: o que se aprende em lugares desse tipo? A mesma coisa que vemos nas ruas, nas delegacias, nos palácios, nas favelas. Criamos monstros que, crentes de sua onipotência, voltam suas garras e armas para nós.
Não, isto que escrevi não é solução pra nada - antes que me venham cobrar alguma coisa. É só um desabafo diante de tanta coisa fora do lugar - de qualquer lugar.
17 de julho de 2007
Algumas palavras
Para não dizer que a vida tem sido improdutiva: aproveitei o tempo mais ou menos livre para botar algumas leituras em dia e ir ao cinema. Por exemplo: por um desses desvios malucos de nossa existência, só fui tomar conhecimento da poesia de Ana Rusche há pouco tempo. E ela estava ali, bem perto, já que transitamos pelos mesmos blogues e sites de Literatura. Mas, nessa minha idiossincrasia anti-social, voltava e girava sempre pelos menos lugares, sem me aventurar em descobrir o que havia por trás (no bom sentido) daqueles outros nomes. Li o 8 femmes, antologia da qual ela e outras poetas participam e, além dos nomes que eu já conhecia, pude tomar contato com outras propostas poéticas - nem todas na linha do meu gosto pessoal, vale dizer -, o que é sempre uma forma de enriquecimento. Um amigo, agora distante, já me havia alertado para a necessidade de, nas palavras dele, "sair do escritório", como se meu isolamento fosse parte de uma atitude algo blasé diante dos colegas escritores. Não é o caso, e ele, mais do que ninguém, deveria saber disso. Mas convenhamos: sou tímido, não bebo, não fumo, e acho que qualquer grupo acima de quatro pessoas já se configura uma ameaça a minha integridade física. Fica difícil, não? Acresce que, quando todo mundo se reúne, normalmente estou trabalhando. Aliás, nem sei porque ainda estou vivo.
MInto: sei. E é para ter a oportunidade de ler bons poemas, descobrir pessoas legais e perder um pouco da descrença na redenção da humanidade. Mas só um pouco.
MInto: sei. E é para ter a oportunidade de ler bons poemas, descobrir pessoas legais e perder um pouco da descrença na redenção da humanidade. Mas só um pouco.
13 de julho de 2007
Poema!
"Nem as paredes confessam"
Há tempos eu não via o sol se pôr
E hoje ele estava ali onde me refugio
Qual uma chapa de ferro esquecida sobre o fogo
Sob o manto de sólida sombra e sangue.
De onde estou vejo ruas esgueirando-se
Nas entranhas e em mortos morros
Onde vozes gritam no afã de se fazerem ouvir.
Mas o barulho das britadeiras as abafa
Junto com o caldo escuro extraído
Do asfalto - onde carros blindados rosnam.
Quem sangra, afinal, posta-se do outro lado
Da tela de TV em surdez de cristal líquido.
E atrás das paredes, no canto escuro delas,
Mastigo os ossos que me foram ofertados.
Há tempos eu não via o sol se pôr
E hoje ele estava ali onde me refugio
Qual uma chapa de ferro esquecida sobre o fogo
Sob o manto de sólida sombra e sangue.
De onde estou vejo ruas esgueirando-se
Nas entranhas e em mortos morros
Onde vozes gritam no afã de se fazerem ouvir.
Mas o barulho das britadeiras as abafa
Junto com o caldo escuro extraído
Do asfalto - onde carros blindados rosnam.
Quem sangra, afinal, posta-se do outro lado
Da tela de TV em surdez de cristal líquido.
E atrás das paredes, no canto escuro delas,
Mastigo os ossos que me foram ofertados.
Dia do Rock!
Efemérides são um porre quase sempre. Mas esta eu não posso deixar passar em branco: I know, it´s only rock and roll but I like it!
12 de julho de 2007
De volta, mas aos poucos...
Depois de dias e dias de calor insuportável, o frio bateu por aqui - embora sem chuva que amenizasse a secura e a poluição. Dá até pra acreditar que a vida vai dar uma melhorada - mas não vai. Enquanto a próxima desgraça não acontece, vamos levando essa joça como dá.
Escrevo diretamente de um macintosh da agência de propaganda onde exerço - como freelancer - a nobre arte da revisão. Adeus férias! E tudo pra ganhar um troco que me permita pagar as contas, que não param de chegar. O trabalho é bom, por enquanto não rolou nenhum stress, e acho que vai permanecer assim. Nesse meio tempo, escrevo e leio, já que a vida acadêmica - por pior que seja - ainda está em meu horizonte.
Pensei em postar um poema, mas deixei meu caderno em casa (sim, ainda escrevo textos em cadernos!),e, com isso, vou privar vocês de mais essa chateação. No mais, fora a dor nas costas e uma enxaqueca que não me largam, sobreviverei para escrever amanhã, se os deuses da informática me permitirem...
Até amanhã.
P.S.: hoje à noite tem lançamento na Livraria Cultura da avenida Paulista. Um livro do Tim Burton e outro da Índigo. Será às 19h00. Espero encontrar vocês.
Escrevo diretamente de um macintosh da agência de propaganda onde exerço - como freelancer - a nobre arte da revisão. Adeus férias! E tudo pra ganhar um troco que me permita pagar as contas, que não param de chegar. O trabalho é bom, por enquanto não rolou nenhum stress, e acho que vai permanecer assim. Nesse meio tempo, escrevo e leio, já que a vida acadêmica - por pior que seja - ainda está em meu horizonte.
Pensei em postar um poema, mas deixei meu caderno em casa (sim, ainda escrevo textos em cadernos!),e, com isso, vou privar vocês de mais essa chateação. No mais, fora a dor nas costas e uma enxaqueca que não me largam, sobreviverei para escrever amanhã, se os deuses da informática me permitirem...
Até amanhã.
P.S.: hoje à noite tem lançamento na Livraria Cultura da avenida Paulista. Um livro do Tim Burton e outro da Índigo. Será às 19h00. Espero encontrar vocês.
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