30 de abril de 2007

Aproveitando...

...o fato de eu ter ficado doente hoje e, por conseqüência, tão ter ido trabalhar, vamos atualizar este espaço de reflexões sem nexo e escritos sem fundo.
1. Muita coisa ruim aconteceu nesses últimos meses. Nenhuma tragédia familiar, moléstia incurável ou coisas afins - infelizmente. Mas as de sempre, as que tornam ainda mais aborrecida sua existência, o simples estar neste mundo miserável. E todos sabem o quanto isso é, a cada dia que passa, mais e mais insuportável.
2. O aumento em escala exponencial da estupidez é coisa de assustar. Não surpreende, contudo. Mas faz desacreditar que alguma coisa - qualquer coisa - vá melhorar nos próximos cinqüenta anos. E isso para ser otimista, o que eu não sou.
3. Desacredito de qualquer boa intenção vinda de quem quer que seja - mais ainda se a pessoa estiver em grau hierárquico superior ao seu. Se estiver abaixo, é ainda pior. E se estiver no mesmo nível, prepare-se para ter seu tapete puxado.
4. Um amigo me disse, tempos atrás, que meus escritos eram por demais "negativos". Faz uns dez anos que isso aconteceu, e até agora não tive um mísero motivo para modificar meu modo de ver os acontecimentos ao meu redor.
5. De quando em quando, existe uma chance de pequenos prazeres: um bom almoço, um filme legal, aquele DVD que você tanto queria, e por aí vai. Mas o saldo negativo na conta bancária sempre lembra que o "deserto do real" é o que nos espera...
6. Mas talvez tudo seja por conta da febre e da amigdalite que me pegaram hoje cedo...

28 de abril de 2007

A que ponto chegamos...


Até o ridículo deveria ter limites...(hehehe!)
(Foto de Sérgio Lima/Folha Imagens)

27 de abril de 2007

News of the world

Lembram que eu escrevi, lá pelos idos de fevereiro ou março, que eu ainda descobriria o lado bom do trabalho corporativo, de bater cartão de ponto e coisa e tal? Pois é, ainda não achei.

23 de abril de 2007

Rapidíssimas

Se eu tivesse um romance prontinho, já tinha até um título pra ele: O Embusteiro de Cabul. Afinal, quem é que agüenta mais um lançamento nessa linha? Eu, que não tinha ne-nhum interesse no Afeganistão ou na p... da cidade de Cabul, peguei até bode daquele país, da capital e do povo que mora lá. Que culpa eles têm no cartório? A mesma que temos por sermos conhecidos como o paraíso do turismo sexual, ora essa.

Última semana de encontros encorajadores: Kuka e Ana Paula. Faltou a Julia, com quem me encontrei de relance hoje mesmo - valeu o dia, diga-se de passagem! Pessoas assim me fazem acreditar que ainda é possível ter alguma esperança nesta bosta de mundo, afinal...

18 de abril de 2007

Filmes, livros e farsantes

Alguém aí foi assistir ao filme O cheiro do ralo ? Sinceramente, depois de O ano em que meus pais saíram de férias, talvez seja o melhor filme brasileiro dos últimos anos. Um petardo nas consciências anestesiadas deste país miserável. E depois ainda há quem prefira coisas como Cidade de Deus ou Carandiru... Nesses dois filmes, a bosta lat(r)ina-americana passa ao largo, nas células isoladas da violência contida na periferia, na favela e na prisão. Em O cheiro do ralo, o fedor que sai dos esgotos impregna nossas roupas, nossos cabelos e o pouco que nos resta de humanidade - no sentido idealista do termo. Tudo tem um preço: a dignidade, as lembranças, o corpo, a ética. Nesse sentido, lembra por demais a atitude de certos indivíduos que se metem a escrever resenhas apontando na obra de um escritor todos os defeitos que o próprio resenhador apresenta em sua "grande obra". E "obra", aqui, está nos dois sentidos - o sublime e, principalmente, o escatológico. Há quem se venda por ninharia e ainda pose de bacana - mas, qual a novidade disso, não é mesmo?

16 de abril de 2007

Ainda não...mas...

Não, ainda não tem romance. Mas tem isso, ó:
semana passada revi uma amiga. Pelo menos considero-a assim. Na verdade, ela foi minha aluna, num tempo em que ainda havia alunas realmente desafiadoras. E era o caso dela. Já disse isso inúmeras vezes, mas não custa repetir: nada tenho contra pessoas pacatas, que entram na sala de aula, ouvem tudo o que você diz com ar meio embevecido (as que gostam de você) ou meio aborrecido (as que não gostam), e saem tão logo chega a hora. Mas essas pessoas passam. E, mais dia, menos dia, você acaba se esquecendo delas. Isso não acontece com as desafiadoras. Não, não me refiro aos mal-educados, grossos, estúpidos que estão ali apenas para descarregar suas frustrações sexuais na figura do professor. Falo de gente que quer saber o porquê das coisas, que exige do professor mais que a decorebazinha de sempre. Esse tipo de pessoa é inesquecível. Porque a gente sabe que elas não passaram pela faculdade só para pegar um diploma, mas que fizeram dela um trampolim para vôos maiores, tão grandes quanto a inteligência e a capacidade que elas possuem. E que eu, como professor delas, devo ter tido uma parcelazinha de culpa no aumento de horizonte que elas passaram a ter. Isso já vale todos os reveses pelos quais já passei e ainda vou passar nesta vida de magistério. E não direi seu nome (e seus nomes): elas sabem que é delas que estou tratando aqui.

9 de abril de 2007

Novidades!

Sentem-se que lá vem história: resolvi escrever um romance. Não sei se vai sair, se o que sair não será uma merda, se vai ser publicado ou vai fazer sucesso e me tornar conhecido pelo mundinho literário afora. Acho que, se vingar, o certo é que aumentará o ódio que algumas criaturas têm de mim. Não, nenhuma delas será personagem - justamente o motivo do ódio...hehehe! Por enquanto é só entusiasmo; veremos o que me reserva as próximas semanas... Prometo publicar alguns capítulos aqui, até para os amigos comentarem o que acham. Os inimigos, esses deixo para o dia da eventual publicação da bagaça.

5 de abril de 2007

Descansem em paz!

Todo mundo já comprou (ganhou) seu ovinho de Páscoa? Dessalgaram o bacalhau? Receberam o salariozinho do mês? Então vamos aproveitar esses três dias de pausa em nossa existência insana, nem que seja para não fazer nada. Eu, infelizmente, tenho de fazer minha declaração de Imposto de Renda... ô mico!

4 de abril de 2007

Nota ligeiríssima

Alguém reparou o quanto estamos perto de um pedido de impeachment de "sua majestade barbuda", como dizia a Heloísa Helena? Golpe? Pior é que não...

2 de abril de 2007

A semana

Semana que promete ser mais curta, embora não menos intensa. Poucas novidades, entretanto. O apagão aéreo talvez seja a notícia mais contundente, dadas as repercussões. O problema é que nem isso fará com que os defensores de Lula e seus asseclas mudem de opinião a respeito de seu (sic) governo. Talvez seja o calor que tenha anestesiado as pessoas. Ou a impressão - fortemente justificada, acrescento - de que todos são "farinha do mesmo saco". Não são. Verdade é que "nunca na história deste país" se roubou tanto e tão descaradamente. E pior: sob o argumento de que se faz "justiça social". Onde, por todos os deuses? No aumento desavergonhado das ONGs de fachada? Na ousadia fora-da-lei do MST e dos movimentos-dos-sem-qualquer-coisa? Na absoluta falta de noção da ministra da "Igualdade Racial", seja lá isso o que for? A economia vai bem? Por enquanto, e a despeito da incompetência da quadrilha petista, sim. Mas nada dura para sempre, principalmente os ventos favoráveis, que, aliás, já estão soprando para outra direção...
Enquanto isso, seguimos aqui, "só de birra e só de sarro"...